SPDM - Reprodução Humana

O papel do homem na infertilidade do casal

1387927_is_it_a_boy_or_a_girlO lado masculino do casal responde, isoladamente, por cerca de 30% dos casos de infertilidade conjugal e, em conjunto com o lado feminino, por cerca de 40% dos casos. Mais uma vez sublinhamos: a infertilidade é do casal, e a investigação só pode ser completa se envolver os dois parceiros.

O principal exame que reflete o potencial masculino para a reprodução é o espermograma. Esse exame, mesmo com resultado normal, não é prova definitiva de fertilidade do homem: apenas mostra seu potencial. Isto decorre de que existem outros fenômenos implicados na reprodução do casal, que o espermograma não consegue avaliar. Um exemplo é a fusão do espermatozoide com o óvulo, que pode não ocorrer mesmo em pessoas com espermograma normal.

imagem texto blog 06marA figura ao lado mostra um espermatozoide normal. Na cabeça estão os 23 cromossomos, que, juntamente com os 23 do óvulo, formarão o embrião após a fertilização. O acrossoma contém substâncias que ajudarão o espermatozoide a penetrar no óvulo. A peça intermediária e a cauda são responsáveis pelo movimento. Defeitos nessas regiões podem impedir a fertilização.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos, armazenados em bolsas chamadas epidídimos e, juntamente com as secreções das vesículas seminais e da próstata, formam o líquido seminal. Apenas cerca de 5% do volume do líquido seminal é constituído pelos espermatozoides, o restante se devendo às secreções. Dessa forma, mesmo que o ejaculado contenha muito volume, pode não conter espermatozoides. O volume mais comum de uma amostra de sêmen está entre 2 e 5 mililitros.

Quando são depositados na vagina, eles devem penetrar no útero e nas trompas, para fertilizar o óvulo. Considera-se normal que haja mais de 20 milhões de espermatozoides por mililitro no ejaculado, o que corresponderia algo em torno de 40 a 100 milhões de espermatozoides no total da ejaculação.

No entanto, nem todos esses espermatozoides têm qualidade para fertilização do óvulo. Por um lado, alguns deles têm alterações na movimentação e não conseguem prosseguir para o útero e trompas: o normal é que pelo menos a metade deles apresentem mobilidade que permita o deslocamento até o óvulo. Por outro lado, a forma dos espermatozoides pode estar alterada, refletindo defeitos em seu funcionamento: considera-se que são necessários mais de 4% deles de forma normal para que haja chance de gravidez natural.

imagem texto blog 1 06mar Embora, no ejaculado, existam aos milhões, poucos chegam ao óvulo. Isso porque, durante a sua “travessia” da vagina até o óvulo, muitos são vítimas dos mecanismos de defesa femininos, já que são corpos estranhos. Acredita-se que, para que haja boa possibilidade de reprodução natural, devam existir no mínimo cinco milhões de espermatozoides móveis. Todos os que atingem o óvulo participam da “limpeza” de sua superfície, abrindo caminho para a penetração.

imagem texto blog 2 06marApenas um espermatozoide penetrará no óvulo e participará da fertilização. O “escolhido”, ao menos teoricamente, é o que apresenta melhor potencial genético para a fertilização e para a formação de um embrião de boa qualidade, como mostrado na figura ao lado. Os blastômeros são células resultantes da divisão do óvulo fertilizado, e a zona pelúcida é a membrana do óvulo que reveste, também, o embrião. A Natureza, por meio de todos esses mecanismos seletivos, espera que o indivíduo formado por esse embrião possa ser um  humano mais bem adaptado ao seu ambiente (o que nem sempre é verdadeiro).

Créditos

Espermatozoide: wwwcienciasdanatureza.blogspot.com

Óvulo + espermatozoides: WWW.isaude.net

Embrião: http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/TRANSFER.HTM

   
   

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