SPDM - Reprodução Humana

Relação entre álcool, cafeína e drogas na reprodução

alcool e gravidez

Nenhum abuso é benéfico à nossa saúde. Porém, mesmo a utilização de substâncias que apresentam algum efeito negativo, dependendo do tempo de uso e da quantidade utilizada, pode oferecer prejuízos a todas as funções do corpo, incluindo a fertilidade.

O álcool está associado, no homem, a alterações do desejo sexual e da ereção. Altera negativamente, também, motilidade, volume e morfologia seminal. Na mulher, é um disruptor hormonal. A figura mostra parte do funcionamento dos hormônios no corpo da mulher. O FSH (hormônio folículo-estimulante), produzido pela hipófise (HPF – órgão situado no cérebro), chega até os ovários e estimula a produção de folículos ovarianos (bolsas líquidas que em geral contem, cada um, um óvulo). Os folículos em crescimento produzem estradiol (E2), que é o hormônio que determina as características sexuais femininas e inibe a secreção de FSH. O álcool altera esse mecanismo, produzindo menor ação do FSH nos ovários, podendo levar a distúrbios ovulatórios que acentuam a infertilidade. Relatam-se casos em que a ingestão de álcool, próxima a realização de fertilização in vitro, reduz a chance de sucesso.

A cafeína é estimulante presente em muitas bebidas e alimentos, em diferentes quantidades:

Cafezinho (60 ml): 20 a 30 mg

Refrigerantes tipo cola (330 ml): 34 a 38 mg

Refrigerantes tipo cola light (330 ml): 36 a 45 mg

Energéticos (330 ml): ao redor de 80 mg

Chá preto (240 ml): 45 mg

Chá verde (240 ml): 20 mg

Chá branco (240 ml): 15 mg

Iced Tea (330 ml): 26 mg

Leite achocolatado (1 chávena – 240 ml): 4 mg

Chocolate de leite (30 gramas): 6 mg

Cacau em pó (3 colheres de chá): 8 mg

A ingestão de mais de 100 mg de cafeína por dia está associada a chance 3x maior de abortamento; se a ingesta é maior do que 300 mg por dia, a chance de abortamento é cerca de 15 vezes maior. Mais de 500 mg por dia de cafeína se associam, além de abortamento, a morte fetal e a prematuridade.

Outras drogas, às vezes conhecidas como “recreacionais”, são também capazes de interferir com a fertilidade. A maconha, de consumo freqüente, é fonte de moléculas conhecidas como canabinóides, que tem potencial para se ligarem ao útero, reduzindo as chances de implantação do embrião. Também estão envolvidas com o movimento das tubas, dificultando a fertilização. No homem, os canabinóides reduzem a liberação de hormônio masculino (testosterona), prejudicando a fabricação de espermatozóides e reduzindo a fertilidade. A cocaína produz contração das artérias e tem também propriedades anestésicas. Seu uso produz dificuldades de ereção e redução da estimulação sexual, por alterar a composição hormonal do homem. Outros opiáceos (heroína, por exemplo) tem propriedades semelhantes.

Drogas de abuso, evidentemente, produzem efeitos deletérios a qualquer setor da saúde. Particular atenção a álcool e cafeína que, mesmo em doses moderadas, podem produzir alguma alteração prejudicial à fertilidade.

Para mais informações:

http://www.hospitalsaopaulo.org.br/reproducaohumana

55392814 – 55395526 – 55392084 – 55392581

 

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Dr Jorge Haddad-Filho,  médico do Serviço de Reprodução Humana do Hospital São Paulo

   
   

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