Dica Cultural

“Ali” é um mergulho na vida de uma lenda do boxe

“Ali” é um mergulho na vida de uma lenda do boxe

Lutador de boxe, muçulmano, ativista, presidiário. Todos estes papéis são interpretados por Will Smith, representando um único homem: Cassius Marcellus Clay Jr. Não reconheceu o nome? Estamos falando de Muhammad Ali, campeão mundial, considerado uma lenda do boxe.

O longa “Ali” retrata a vida do boxeador, principalmente entre 1964 e 1974, a fase mais intensa de sua carreira. Nascido como Cassius, mudou de nome quando se converteu ao islamismo. Ele começou a lutar cedo, aos 12 anos de idade, e aos 18 conquistou sua primeira medalha olímpica, na categoria meio-pesado. Em 1964 enfrentou Sonny Liston, que na época era favorito, e se tornou campeão mundial dos pesos-pesados. Sempre rodeado por polêmicas, Ali perdeu o título em 1967, quando se recusou a servir o exército dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

Afastado dos ringues durante três anos, ele retornou em 1970 e recuperou o cinturão, mas logo voltou a perdê-lo em outra luta. Em 30 de outubro de 1974, Muhammad Ali venceu George Foreman, vivido por Charles Shufford no filme, por nocaute depois de apanhar durante oito rounds, nela que ficou conhecida como a “Luta do Século”.

O filme de Michael Mann aborda também a atuação do boxeador na luta pelos direitos da população negra e a amizade com Malcom X, interpretado por Mario Van Peebles.

Vencedor de 56 de suas 61 lutas, Ali se aposentou em 1981 e em 1984 revelou que sofria do Mal de Parkinson. Sua fala, que costumava ser rápida, logo se tornou arrastada e Ali começou a aparentar sonolência nos eventos em que aparecia. No último dia 3 de junho, o eterno campeão do boxe morreu aos 74 anos vítima de um choque séptico, uma condição grave quando a pressão sanguínea cai a níveis muito baixos por conta de uma infecção.

Quando foi lançado, o filme recebeu duas indicações ao Oscar e três ao Globo de Ouro. O ator Will Smith deu duro no trabalho, treinou, apanhou (literalmente) e precisou ganhar cerca de 16 quilos. Nada fácil, mas um esforço válido para eternizar o “bailarino dos ringues”, que dizia que sua tática era: voar como uma borboleta, picar como uma abelha.

Ali (Ali, EUA, 2001), dirigido por Michael Mann, com Will Smith, Jamie Foxx, Jon Voight, Jeffrey Wright, Mario Van Peebles, Mykelti Williamson, Nona Gaye, Ron Silver.

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