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Pesquisas com imunoterapia têm bons resultados no combate a leucemia e linfoma

Pesquisas com imunoterapia têm bons resultados no combate a leucemia e linfoma

Estudos recentes divulgados na Reunião da Sociedade Americana de Hematologia, em San Francisco (EUA), mostram resultados animadores para o tratamento de linfoma de Hodgkin (câncer no sistema linfático) e leucemia linfoide aguda (câncer dos leucócitos do sangue).  

São pesquisas que mostram que, cada vez mais, a lógica no combate ao câncer está em estimular que as células imunológicas protejam o corpo e não só ataquem o tumor, como acontece com a quimioterapia, por exemplo.

Um estudo conduzido por Craig Moskowitz, diretor clínico do Centro Oncológico Memorial Sloan Kettering, em Nova York, mostrou que 66% dos pacientes estudados com linfoma de Hodkings tiveram uma resposta completa ou parcial depois de receber o pembrolizumab, droga criada inicialmente para tratar melanoma e que promove a imunoterapia.

Outra pesquisa realizada pelo Instituto Dana Faber com paciente com Hodking mostrou que 87% tiveram remissão completa ou parcial. A pesquisa foi feita com 32 pacientes, que receberam infusões de uma droga chamada nivolumab, um bloqueador da proteína que paralisa os linfócitos T – que protegeria o corpo. Com os linfócitos T a todo o vapor, o tumor é atacado. “O que a técnica mostra de mais impressionante é que a usamos em pacientes que não haviam obtido sucesso com nenhum outro tratamento”, afirma Philippe Armand, um dos autores do estudo.

Em outro estudo feito com apenas 39 crianças com leucemia linfóide aguda, 93% daquelas que receberam linfócitos modificados no sangue já não tinham mais nenhum sinal do câncer um mês após o tratamento. A leucemia linfóide aguda é o tipo de câncer mais comum em crianças.

“É realmente estimulante, pois todas as novas abordagens superam o uso de quimioterapia, que também ataca células saudáveis como nos sabemos. Acredito que estamos num caminho interessante”, afirma Catherine Bollard, mediadora da mesa com os pesquisadores e especialista em transplante de medula óssea do Sistema Nacional de Saúde da Criança, nos Estados Unidos.

Para Catherine, os estudos, embora sejam preliminares por terem poucos pacientes, são promissores e incentivam estudos maiores e de longo prazo.

Fonte: IG

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