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Projeto Passo a Passo do Hospital Municipal de São José dos Campos promove encontro para integração entre pacientes, familiares e equipe médica

Projeto Passo a Passo do Hospital Municipal de São José dos Campos promove encontro para integração entre pacientes, familiares e equipe médica

Ambulatório do “Pé Torto” adota o método Ponseti, utilizado mundialmente,  e acompanha pacientes das primeiras semanas de vida à adolescência

Desde 2008, o Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, unidade da Prefeitura de São José dos Campos administrada em parceria com a SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, conta com o projeto Passo a Passo através do Ambulatório do “Pé Torto”.

O pé torto congênito é uma má formação congênita em que o bebê já nasce com um ou com os doís pés virados para dentro. No ambulatório do Hospital Municipal, 50% dos pacientes atendidos tem os dois pés acometidos pela doença. Quando o tratamento é feito da maneira correta desde o início, a maior parte das crianças consegue andar e realizar suas atividades normalmente.

Em 2017, o ambulatório foi padronizado e adequou-se às normas da PIA (Ponseti Internacional Association ou Associação Internacional Ponseti, em tradução livre). Vinculada à Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, a PIA é líder global em treinamento de profissionais de saúde para o tratamento do pé torto congênito. Desde então, o ambulatório passou a ser referência regional e hoje abrange as cidades de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Paraíbuna, Monteiro Lobato, Jambeiro, Santa Branca e Igaratá, que juntas têm cerca de um milhão de habitantes.

O método Ponseti é utilizado mundialmente para a correção do pé torto congênito idiopático e teratológico, que consiste em manipulações do pé, seguidas de confecção de gesso inguinopodálico, feito por ortopedista especialista. “Esse gesso é trocado semanalmente e sua retirada é feita no próprio ambulatório, na banheira, para evitar lesões na pele e sofrimento com o uso da serra de gesso, que faz muito barulho e pode traumatizar a criança”, explica Laís Pinheiro, Coordenadora de Ortopedia do Hospital.

O tratamento inclui ainda uma pequena cirurgia do tendão de Aquiles e a utilização de órtese de abdução, mais conhecida como órtese de Dennis Brown, até os quatro anos de idade. O hospital subsidia as órteses, que são produzidas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, para que o tratamento seja seguido.

Atualmente o ambulatório é conduzido pelos ortopedistas Jaqueline Leite e Rafael Pacheco e o atendimento é realizado às segundas-feiras, na parte da tarde. Cada médico é responsável pelo acompanhamento, troca ou confecção de gesso em três pacientes por semana. Após a confecção dos gessos, são atendidos os retornos que estão em uso de órteses e as consultas dos pacientes que já finalizaram todas as etapas e ainda são assistidos pela unidade.

“O tratamento começa nas primeiras semanas de vida e vai até os quatro anos de idade, depois o acompanhamento é feito até por volta dos 16 anos”, explica Jaqueline Leite.

Apenas este ano o ambulatório já recebeu 37 novos pacientes e ao todo são 94 pacientes sendo acompanhados no tratamento.

No dia 11 de novembro, acontece o 11º Encontro do Projeto Passo a Passo. “O intuito é promover o encontro das famílias e dos pacientes em diferentes fases do tratamento, tornando menos sofrida a trajetória e criando um vínculo de amizade”, diz Lais. Será uma manhã de festa, com comidas e bebidas, além de aulas sobre a doença e seu tratamento, brincadeiras para as crianças e gincana educativa para as mães.

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