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Má conservação de calçadas é responsável por 20% de quedas atendidas em hospital de SP

As calçadas por onde andamos, que muitas vezes passam despercebidas, são verdadeiras armadilhas. O diretor-clínico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, Jorge dos Santos Silva, afirma que a cada cinco vítimas de queda atendidas na unidade, uma se machucou por causa das condições das calçadas. E se engana quem pensa que só os idosos caem.


“A maioria dos pacientes estava na faixa de 35 a 50 anos. São adultos que têm bom equilíbrio e não enfrentam grandes limitações, como problemas de visão”, afirma Jorge.

Em São Paulo, a responsabilidade pela construção, conservação, reforma e manutenção dos passeios é do proprietário ou de quem aluga o imóvel. À prefeitura, cabe a fiscalização. O problema é que são apenas 700 agentes para fiscalizar mais de 33 mil quilômetros de calçadas. Resultado: vias com buracos, degraus, rachaduras e acidentes.

O filho cadeirante da médica Maria Lúcia Azevedo sofreu um acidente em uma das principais avenidas de São Paulo, a Braz Leme, considerada por muitos um exemplo em acessibilidade.

“A cadeira de rodas engatou a roda frente em um buraco e virou. O pedro caiu, bateu a cabeça, quebrou dois dentes, machucou o rosto. Foi um susto horrível, fiquei muito aflita”, conta Maria Lúcia.

Para Marcos de Souza, editor do portal Mobilize Brasil, que em 2012 coordenou uma campanha para a melhoria das calçadas em todo o país, as prefeituras deveriam tomar para si a responsabilidade pelas calçadas. Segundo ele, outras capitais do mundo já adotaram a medida:

“Manhattan tem um único padrão, a gestão da cidade controla diretamente a construção das calçadas. Na região central de Buenos Aires, as calçadas são mantidas pela prefeitura. Em Barcelona, você pode caminhar como se estivesse em casa.”

O secretário de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo, Chico Macena, admitiu que há falhas na fiscalização e disse que já está em discussão na Câmara Municipal um novo método para responsabilização das calçadas.

“Assumir essa responsabilidade requer uma política de financiamento. O grande debate da Câmara, prefeitura e no Ministério Público é como financiar isso. Não há recursos municipais, e aumentar tributos é muito dificil”, afirma o secretário.

Enquanto isso, ficam as recomendações para não se tornar dado estatístico, como andar bem atento.

Fonte: CBN

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