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Câncer é o diagnóstico que 76% mais temem ouvir

Câncer é o diagnóstico que 76% mais temem ouvir

O dia 4 de fevereiro é considerado o Dia Mundial do Câncer, com o objetivo de chamar a atenção das nações, líderes governamentais, gestores de saúde e do público em geral para o crescimento da doenças que atingiu proporções catastróficas no mundo. Dessa forma, o Saúde Web contribui com pesquisas e notícias relacionadas ao tema nesta terça-feira.
A palavra que mais causa medo nos brasileiros tem apenas seis letras. Câncer é o diagnóstico que 76% mais temem ouvir. Apesar dos avanços da medicina, segundo pesquisa do Datafolha e do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), o câncer assusta mais que a Aids e a diabetes, segundo e terceiro lugares, respectivamente. A imagem dos pacientes em tratamento, debilitados e sem cabelo, causa apreensão. “O câncer está no inconsciente da população como já esteve a lepra e a tuberculose”, diz o diretor-executivo do ICTQ, Marcus Vinícius Andrade. Entre as mulheres e na classe A, o receio bate os 80%.

Mas será que tanto pavor é justificável?
Não exatamente. No Brasil, mostram estimativas da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), são esperados 321 mil novos casos por ano e 190 mil mortes considerando apenas parte dos cânceres de pele. Porém, males que preocupam menos matam mais.
Enfermidades cardiovasculares, por exemplo, que tiram o sono de 30% dos brasileiros, são responsáveis por 29% de todos os óbitos anuais. Ou seja, 300 mil morrem de enfarte e AVC. A pressão alta aflige apenas 8% das pessoas, mas atinge 30% dos adultos e é responsável por 40% desses enfartes e 80% dos AVCs. A Aids, segundo lugar, mata 12 mil por ano. 
Uma visão mais precisa dos riscos à saúde do brasileiro deveria incluir também os males mais perigosos. “O HIV não tem mais o estigma de 10 anos atrás, as pessoas pensam ‘posso prevenir’. E, do câncer, acreditam que, por mais que tentem prevenir, não podem fugir”, afirma Andrade. Tumores muito frequentes, como os de mama, pele, colo de útero e próstata são curáveis quando descobertos cedo. “E a maior parte tem fatores externos”, explica Lucíola de Barros Pontes, oncologista clínica do Hospital Albert Einstein. 
É possível diminuir as chances de desenvolver a doença mantendo alimentação saudável, vida ativa, ficando longe do cigarro e da bebida em excesso.

OS MALES QUE MAIS ASSUSTAM

76% Câncer
53% Aids/HIV
18% Diabetes
16% Problemas cardiovasculares
14% AVC 11% Dengue
6% Pressão alta, hipertensão
6% Depressão e ansiedade
5% Alzheimer e esclerose múltipla
5% Tuberculose

Fonte: Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ)

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