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Google Glass ganha novos usos, do hospital ao aeroporto

Google Glass ganha novos usos, do hospital ao aeroporto

O primeiro vídeo de apresentação do Google Glass mostrava pessoas usando os óculos inteligentes em diversas situações. Desde momentos corriqueiros, como um homem brincando com suas filhas, até outros mais exóticos, como um passeio de balão.
A primeira versão, disponível apenas para desenvolvedores, foi lançada pelo Google há um ano, em fevereiro de 2013. Poucas unidades foram vendidas a uma quantidade limitada de usuários depois disso. Estima-se que o Glass seja vendido de maneira ampla ainda este ano. De qualquer maneira, já é possível ver um pouco do futuro. Experimentos ao redor do mundo mostram como será possível utilizar os óculos para além de gravar um vídeo na rua ou mandar uma mensagem pelo aparelho.

“Eu acredito que o Glass pode mudar o que nós fazemos e como fazemos”, afirmou o doutor Paul Szotek, da Universidade de Saúde de Indiana, no site da universidade. Ele foi um dos dois médicos a utilizar o Google Glass em uma operação médica feita por lá. A operação era delicada. Os médicos retiraram um tumor e reconstruíram o abdômen de um paciente.

Durante quatro horas, os médicos usaram os óculos inteligentes para visualizar resultados de ressonâncias magnéticas e raios X. As ordens foram dadas aos óculos usando a voz e as imagens eram mostradas nas telinhas sem que eles precisassem olhar para outro lugar. “Esse tipo de tecnologia poderia realmente um impacto importante em como praticamos medicina”, afirmou o Dr. Szotek em depoimento no site de sua universidade.

Os impactos, obviamente não serão apenas no campo da saúde.

No início deste mês, o site VentureBeat noticiou sobre os exemplares do Google Glass que a Polícia de Nova York havia recebido. Um oficial disse ao site que, por enquanto, o órgão está fazendo testes com os dispositivos. “Estamos vendo se eles têm valor em investigações e principalmente em patrulhas”, afirmou o oficial. Até agora os óculos não foram colocados realmente em uso, mas as possibilidades de uso são várias.

A companhia britânica de aviação Virgin Atlantic, já colocou o Glass para funcionar. No início de fevereiro, a empresa iniciou um teste de seis semanas usando o dispositivo. A equipe que recebe os passageiros e checa os bilhetes usará o Google Glass. Com os óculos, eles devem reconhecer o passageiro, saber seu voo e suas preferências sem que seja necessário mostrar qualquer identificação.

Outro local que arriscou timidamente o uso foi a Universidade de Stanford, onde os dois fundadores do Google se formaram. Como se fosse uma homenagem, o time de futebol americano de lá adotou o Glass.
No final de 2013, o coordenador do ataque do time de Stanford, Mike Bloomgren, apareceu em uma entrevista usando um par dos óculos inteligentes. Ele disse ser o “o cara tecnológico do time”. Também afirmou não ser difícil imaginar os diferentes usos do Glass durante um jogo.

Os usos desenvolvidos até agora são variados. Sejam para fins práticos, como o bombeiro que criou um aplicativo para o Glass que mostra plantas de prédios na hora de realizar um socorro. Ou só para chamar a atenção, como o time Sacramento Kings, da NBA, a liga de basquete dos EUA, que entrou em quadra usando jogos em uma partida em janeiro.

No início deste ano, o Google deu mais um passo e mostrou novos modelos do Glass. Com eles, resolveram um dos maiores problemas do Glass, as pessoas que usam lentes corretivas. Entre as novas versões, estão opções que suportam que lentes de grau sejam acopladas.

Até o fim de 2014 os óculos devem começar ser vendidos para o público em geral e fora dos Estados Unidos. Até agora, seu preço foi de US$ 1 500. Ainda não se sabe qual será o valor na venda em massa, mas deve cair com o tempo. Com o passar dos meses, aplicações criativas como as vistas acima devem se espalhar. O que importa, no final das contas, é que o Glass já está entre nós.

Fonte: Exame

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