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Tecnologia implantada pela Prefeitura de SP e SPDM auxilia AMAs e SAMU a aumentar chance de sobrevivência de pacientes com suspeita de IAM

O infarto agudo do miocárdio acomete cerca de 350 mil indivíduos por ano no Brasil, com mortalidade elevada, acarretando altos custos sociais e para a saúde pública. Para diminuir o tempo de resposta de exames cardíacos em situações de urgência e emergência, há mais de um ano, a Prefeitura de SP e a SPDM/ Hospital São Paulo implantaram nas unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) e no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), na cidade de São Paulo, um sistema chamado Telecárdio, que permite o envio de exames de eletrocardiograma por telefone ou pela web - em tempo real - a cardiologistas do Hospital São Paulo, que analisam o resultado e podem ajudar na recomendação do procedimento a ser adotado.

 O eletrocardiograma é gravado pelo sistema e dados de identificação do paciente, antecedentes e sintomas são transmitidos à Central de Telecardiologia. O médico cardiologista de plantão visualiza os exames, já com a identificação do paciente e da unidade que o transmite, realiza o diagnóstico, prepara o laudo e envia imediatamente de volta à unidade. A Central disponibiliza ainda a segunda opinião médica, como nos casos de emergência, nos quais o cardiologista entra em contato diretamente com a unidade, prontificando-se a oferecer suporte à decisão médica.

 Em média, menos de 2 minutos separam a chegada do ecocardiograma à Central, fator que faz aumentar significativamente a chance de sobrevivência do paciente, reduzindo ainda a possibilidade de lesões mais significativas do coração. O tempo médio de contato entre o cardiologista da Central e o médico que enviou o exame tem sido em torno de 1,77 minuto para o SAMU e de 4 a 5 minutos para as AMAs. A média para obtenção do resultado do exame nas AMAs e no SAMU geridas pela SPDM está muito abaixo da recomendação da American Heart Association (AHA) e da European Society of Cardiology (ESC). A diminuição do tempo de tratamento nos casos de infarto reduz a mortalidade e o prejuízo ao músculo cardíaco.

 Um aprimoramento desenvolvido pela Central da SPDM foi "em todos os casos do SAMU, o plantonista contatar imediatamente a ambulância por telefone, antes mesmo do laudo escrito, sugerindo, se a situação exigir, a remoção imediata para o hospital mais próximo", explica o dr. Mário Monteiro, diretor da SPDM e responsável pela implantação do sistema, em funcionamento há mais de um ano e disponível 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, nas 60 AMAs administradas pela SPDM e em 120 ambulâncias do SAMU, que conseguem transmitir o eletrocardiograma de qualquer ponto da cidade. Segundo o dr. Antonio Carlos Carvalho, cardiologista responsável pelo programa, além de promover economia de tempo e recursos, o Telecárdio equaliza a assistência para todas as classes sociais. "Esse sistema é a expressão máxima de democracia no atendimento de emergência."

 Desde a implantação, em novembro de 2008, o Telecárdio já auxiliou no atendimento de aproximadamente 35 mil ocorrências - mensalmente, são transmitidos e recebidos cerca de 6 mil eletrocardiogramas. "Os resultados obtidos no período mostram que o sistema é fundamental para atendimentos de emergência. A melhora significativa do tempo de resposta oferece um ganho de segurança inestimável ao profissional que está atendendo o paciente", diz o dr. Monteiro. O médico ressalta que paralelamente é possível reduzir também o custo com remoções e internações desnecessárias.

   
   

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