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Não é apenas uma vacina, é o sonho de uma geração inteira livre do HPV

Não é apenas uma vacina, é o sonho de uma geração inteira livre do HPV

Com a meta de assegurar a primeira geração de mulheres livres do risco de morte por câncer de colo de útero, começou hoje a segunda etapa da vacinação contra Papiloma Vírus Humano – HPV.

A previsão é que em 2015 sejam vacinadas 4,94 milhões de meninas de 9 a 11 anos de idade. Em 2014, apesar de pontuais casos polêmicos de resistência à campanha, a vacinação de meninas de 11 a 13 anos alcançou a marca de 100% do público estimado (de 4,95 milhões de adolescentes) vacinado com a primeira dose. A segunda dose alcançou 2,9 milhões de meninas, atingindo 58,7% do público-alvo.

Outra novidade para 2015 é a inclusão de 33,5 mil mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV. Mais suscetível a complicações decorrentes do HPV, esse público tem probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral.

No Estado de São Paulo, por exemplo, o objetivo é imunizar, até o dia 31 de março, 762,1 mil meninas da faixa etária (incluindo meninas indígenas de 9 a 13 anos), e 6,6 mil portadoras de HIV com idade entre 9 e 26 anos.

A imunização contra o HPV só é garantida com três doses da vacina: a segunda deve ser tomada seis meses após a inicial, e a terceira, cinco anos após a primeira dose. As meninas de 11 a 13 anos que só tomaram a primeira dose no ano passado devem dar prosseguimento à vacinação. Isso também vale para as meninas que tomaram a primeira dose aos 13 anos e já completaram 14.

Para as mulheres portadoras de HIV, a segunda e terceira doses são aplicadas dois e seis meses após a primeira. Nesse caso, elas precisarão apresentar a prescrição médica.

A vacina quadrivalente – que confere proteção contra os quatro principais subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18) – oferecida pelo SUS tem eficácia de 98% quando aplicada corretamente e é utilizada como estratégia de saúde pública em mais de 50 países, por meio de programas nacionais de imunização para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e não tiveram nenhum contato com o vírus. Cerca de 170 milhões de doses da vacina foram aplicadas no mundo. Em 2016, serão vacinadas meninas de 9 anos.

“A vacina é absolutamente segura, inócua. Não há nenhum efeito colateral significativo descrito na literatura. É bobagem pensar diferente disso”, tranquiliza o médico infectologista do Hospital São Paulo, Dr. Marcelo Nascimento Burattini.

Câncer do colo do útero 

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, atrás apenas do de mama e de brônquios e pulmões. O número de mortes por câncer do colo do útero no país aumentou 28,6% em 10 anos, passando de 4.091 óbitos, em 2002, para 5.264, em 2012, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicação do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Para os meninos a vacina foi liberada, mas apenas na rede privada. O médico infectologista explica que “o objetivo principal da vacina no Brasil é combater o câncer de colo de útero. Nos meninos, há o tumor de pênis relacionado ao HPV, mas é bastante raro de acontecer”.

O Papiloma Humano é a doença sexualmente transmissível (DST) mais comum do mundo, um vírus transmitido através de relações sexuais, pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 270 mil mulheres morrem devido à doença.

A vacina é apenas mais um cuidado importante e não substitui o Papanicolau e o uso de preservativos nas relações sexuais. “Toda mulher precisa fazer o Papanicolau periodicamente, pois há outros tipos de câncer não relacionados ao HPV que podem ser detectados pelo exame”, alerta Burattini.

Serviço:

Para tomar a vacina, meninas de 9 a 11 anos, e adolescentes que tomaram a primeira dose no ano passado, devem comparecer aos postos munidas de documento de identidade e carteira de vacinação.

Portadoras de HIV entre 9 e 26 anos precisam levar indicação médica, além dos documentos.

Os 36 mil pontos de vacinação estão abastecidos com a vacina no Brasil inteiro. O horário de funcionamento dos postos de saúde é das 8 h às 17h.

 

cuidado4 HPV

 

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