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Amigos afirmam que copiloto que teria derrubado avião sofria de Síndrome de Burnout

Amigos afirmam que copiloto que teria derrubado avião sofria de Síndrome de Burnout

A queda do voo 4U9525 da Germanwings, que ia de Barcelona (Espanha) a Düsseldorf (Alemanha) nos alpes franceses, ocorrida na terça, 24/03, emocionou o mundo. A aeronave da Airbus, modelo A320, transportava 150 pessoas - 144 passageiros e seis tripulantes – e ninguém sobreviveu à queda, que durou oito minutos.

De toda a tristeza da tragédia, o que mais chocou foi a hipótese de o avião ter sido derrubado propositalmente pelo copiloto alemão Andreas Lubitz, de 27 anos. Ele tinha 600 horas de vôo, era um homem saudável, amável e praticava esportes, segundo relato de vizinhos. Seus colegas e vizinhos acham que ele era incapaz de tal ato desesperado: derrubar um avião com 150 pessoas dentro, em pleno vôo.

Mas amigos próximos trouxeram à tona – e buscas na residência do copiloto confirmam – que Lubitz estava se tratando de depressão, há mais de um ano e meio, e escondeu dispensa médica, inclusive para o dia do vôo, segundo jornal O Globo.

De acordo com a publicação, a revista alemã Der Spiegel divulgou que Andreas interrompeu seu treinamento devido ao tratamento da doença. Já outros jornais alemães relatam que amigos do copiloto afirmam que ele também sofria de Síndrome de Burnout.

Sintomas

A depressão pode ser parte do quadro da Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, segundo relatos de amigos. Entre os sintomas do copiloto estava um comportamento diferente, com atitudes negativas, mudanças bruscas de humor, irritabilidade e agressividade. Alia-se a isso um rompimento brusco de um noivado, um relacionamento que já durava sete anos, apontou O Globo.

A Síndrome de Burnout significa literalmente “queimado por completo”, explica o psiquiatra Hamer Palhares, pesquisador da Unifesp, “é uma exaustão tão grande que o paciente fica sem energia para ir adiante, e isso afeta negativamente o trabalho”.

Segundo o psiquiatra, a síndrome – um conjunto de sintomas que atuam juntos, formando um quadro – se apresenta em três eixos:

Exaustão emocional, com cansaço, sonolência, fraqueza, preocupação, isolamento voluntários.

Insatisfação profissional, que afeta a percepção em relação à realização profissional e tudo o que envolve o trabalho.

Despersonalização, um distanciamento emocional nas relações, tanto sociais quanto profissionais, com uma enorme dose de frieza, sarcasmo e ironia.

A diferença entre a Síndrome de Burnout e o estresse puro e simples, segundo o doutor Palhares, é que “a sensação de angústia, de compressão nos sentimentos, é transitória e pode ser saudável, enquanto que na Síndrome a pessoa passa meses, longos períodos com esgotamento progressivo, sem vislumbrar possibilidade de mudança”.

No vídeo a seguir, o doutor Hamer Palhares explica a Síndrome de Burnout, diagnóstico e tratamento, confira:

 

 

Assessoria de Imprensa SPDM 

   
   

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