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Diagnóstico é um grande aliado no combate à asma. Casa limpa também!

Diagnóstico é um grande aliado no combate à asma. Casa limpa também!

Tosse frequente, com chiado, dor no peito, respiração ofegante e falta de ar? Procure um médico, pode ser asma.

“Asma é um quadro de caráter inflamatório crônico das vias aéreas. A pessoa nasce com uma sensibilidade maior a agentes irritantes, que inflamam mais facilmente os brônquios”, explica o pneumologista Campbell Guerra, do Hospital Municipal José de Carvalho Florence, de São José dos Campos, unidade gerenciada pela SPDM.

A falta de ar e outros sintomas da asma ocorrem quando o organismo detecta agentes de irritação, como fumaça, poeira, poluição, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça de cigarro e partículas de insetos, tinta e até alguns produtos de limpeza, e faz com que a musculatura que envolve os brônquios se contraia, fechando o órgão e impedindo que o ar contaminado entre nos pulmões.
No Brasil quase 10% da população, cerca de 16 milhões de pessoas, têm essa inflamação crônica, segundo o Ministério da Saúde. No mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em 235 milhões o número de pessoas com asma.

Nem tudo o que chia é asma


O pneumologista explica que falta de ar pode ser ocasionada por um susto, uma alegria súbita ou uma preocupação: “essas emoções podem desencadear momentaneamente mudanças na respiração, mas isso não caracteriza asma. Bronquite também não é asma, é a produção e o acúmulo exagerado de muco nos brônquios. A confusão entre asma e bronquite veio da tradução errada do inglês – bronquite asmática – quando na verdade deveria ser entendido como asma brônquica”, esclarece Campbell.

A alergia, por sua vez, é o processo que leva à reação, é uma resposta aumentada a um “gatilho”, que pode ser de vários modos, como na pele. Mas se a alergia levar à inflamação nos brônquios, pode sim ter relação com asma.

“O importante é o portador da asma se conhecer, conhecer o processo da sua doença, seus pontos fracos, seus agentes de irritação – e evitar as situações que desencadeiam a falta de ar. Por isso quem tem a doença precisa de uma relação de confiança mútua com seu médico. A doença não tem cura, mas é tratável e mortes podem ser evitadas”, alerta o médico.

O tratamento tem que ser seguido sempre, quem tem asma pode sempre carregar uma “bombinha”, para ser usada no resgate de uma crise, sem fazer dela uma muleta. “O medicamento em spray, à base de corticóides, é alvo de críticas, mas temos os mesmos produtos em outras formas, como inaladores em pó, que também são à base de corticóides. Mas as ‘bombinhas’ atuam diretamente no sistema respiratório, quase sem efeitos colaterais; são seguras e salvam vidas”, Campbell Guerra.

Durante as crises, em que aparecem tosse, chiado, dor no peito, nível de agilidade diminuído, sonolência ou confusão, dificuldade de respirar, entre outros sintomas que acompanham a agonia de não conseguir respirar, são usados “medicamentos de resgate”, para acabar com o desconforto rapidamente.

Dessa forma, o atendimento em um pronto-socorro é um, no ambulatório ou consultório médico é outro. Mas quem precisa ter controle da doença é o portador.

Esportes são importantes para a vida


O americano Mark Spitz é considerado um dos maiores nadadores da história e também o segundo maior nadador com medalhas de ouro numa mesma Olimpíada. Em 1972, nos Jogos de Munique, Spitz conquistou sete medalhas de ouro e quebrou o recorde mundial em todas as provas que venceu. E ele tinha asma, desde os quatro anos de idade usava “bombinha”.

“Houve até a polêmica de que ele usava doping. Tudo bobagem, a ‘bombinha’ apenas igualava a função pulmonar dele à dos outros atletas”, explica o pneumologista. “Sempre que me pedem um atestado para não participar da educação física na escola eu falo sobre a importância do esporte. Basta usar o medicamento broncodilatador cinco minutos antes da bicicleta, da escalada, do treino, de qualquer atividade física, mesmo que esteja bem”, ensina.

Dicas de ouro


Além de conhecer as ocasiões em que a doença é desencadeada e os “gatilhos” que provocam as crises, para poder estar preparado para evitar ou controlar a situação, vão aqui duas dicas de ouro, do dr. Campbell:
“Mantenha a casa livre de poeira, sempre. E tome a vacina da gripe, assim, quando chegar o frio pra valer, estará preparado imunologicamente para enfrentar as crises”.

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