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Você conhece o herpes zóster? Saiba mais sobre essa infecção que só atinge um lado do corpo

Você conhece o herpes zóster? Saiba mais sobre essa infecção que só atinge um lado do corpo

Quase todo mundo já ouviu falar em catapora e conhece alguém que já teve quando pequeno - é uma infecção bastante comum e que não costuma apresentar grandes complicações. O que muita gente não conhece é o herpes zóster, uma manifestação clínica do mesmo vírus da catapora: o varicela zoster.

A catapora costuma ser a primeira manifestação do vírus e geralmente acomete mais as crianças. Mesmo quando a catapora é curada, o vírus fica dormente no corpo e ao chegar à idade adulta, se por algum motivo houver uma baixa na imunidade no organismo, esse vírus pode se manifestar como herpes zóster, também conhecido como cobreiro. “Isso não significa que o herpes zóster não possa ser a primeira manifestação do contato com o vírus varicela zoster. Existem pessoas que mesmo no primeiro contato com o vírus desenvolvem herpes zóster e não catapora”, explica o infectologista Braulio de Melo Araujo, do Hospital Geral de Pirajussara.

A doença geralmente se manifesta em pacientes que estão com a imunidade baixa, seja por diabetes mal controlado, por um câncer, leucemia ou até mesmo uma imunodeficiência adquirida, como acontece na infecção por HIV.  A idade também influencia, já que conforme ficamos mais velhos há uma diminuição da imunidade fisiológica, o que faz com que os idosos sejam mais suscetíveis a desenvolver herpes zóster do que pessoas em outras faixas de idade.

Diferente da catapora, quando o vírus se manifesta como herpes zóster, ele costuma ser pouco contagioso e dificilmente é transmitido de pessoa para pessoa. A transmissão pode acontecer quando as lesões são muito extensas e graves. Outro aspecto que difere o herpes zóster da catapora é a localização das lesões. “Enquanto a catapora é uma doença generalizada e aparecem vesículas e outros tipos de lesão em todas as partes do corpo, do couro cabeludo à planta do pé, o herpes zóster é uma infecção mais localizada e geralmente acomete uma parte delimitada da pele da pessoa, sempre de um lado só do corpo”, afirma o infectologista.

Na cultura popular, benzedores costumavam passar um traço no meio do corpo da pessoa infectada para mostrar que a doença não passaria para o outro lado. Isso acontece porque nossos nervos, que nascem tanto do tronco cerebral quanto da medula espinhal, são emitidos para um lado e para o outro do corpo, direito e esquerdo. Quando o zóster se manifesta, ele atinge um ou mais grupos de nervos, mas sempre de um só lado do corpo, fazendo com que os grupos de nervos do outro lado não fiquem comprometidos.

Os primeiros sintomas incluem alterações na sensibilidade da pele, que começa a coçar, pinicar ou esquentar. Depois de 12 a 18 horas, começam a aparecer pequenas bolhas de água na região, são as vesículas, que podem ou não estar acompanhadas de febre e dor. “Entre o aparecimento dos sintomas e a cura das lesões, o paciente leva aproximadamente 10 dias com a doença”, lembra Braulio Araujo.

Vacina e tratamento

O herpes zóster tem tratamento específico e costuma responder a um antiviral chamado aciclovir. A medicação pode ser por via oral ou injetável e, quando utilizada de forma adequada, ajuda a diminuir os sintomas, o tempo da doença e a chance de transmissão de uma pessoa para outra. A vacina para a prevenção de herpes zóster é a mesma da catapora, que é a vacina contra varicela. “É aplicada ainda durante a infância e é extremamente eficaz. Quem toma a vacina, geralmente não tem a infecção e se tem, ela tende a ser mais branda e sem grandes complicações”, explica o infectologista.

Complicações

O herpes zóster geralmente é uma doença benigna, mas pode levar a algumas complicações. “A principal delas é a neuralgia pós-herpética, uma dor crônica de origem neuropática, isto é, o nervo daquela região do corpo é acometido e passa a produzir sintoma de dor, que pode ser algo extremamente difícil de tratar”, destaca o especialista. Outra complicação é o herpes zóster oftálmico, que pode chegar a destruir a córnea e levar a cegueira. “Mas isso só acontece em casos muito complicados, em pacientes muito imunossuprimidos ou que não tenham tido acesso ao tratamento adequado”, lembra o médico.

É importante procurar um médico assim que a pessoa perceber os sintomas, para que seja feito o diagnóstico, que é clínico e não por exames, e sejam prescritos os antivirais, diminuindo assim as chances de qualquer tipo de complicação.

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