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Palmito: o coração da palmeira

Palmito: o coração da palmeira

Ele está nas pizzas, empadas, tortas, pastéis e, é claro, nas saladas. Já sabe de quem estamos falando? Só poderia ser do palmito! Muita gente consome, mas nem todos sabem dos benefícios que ele pode nos trazer. Originário de regiões da Mata Atlântica, o palmito é retirado de algumas espécies de palmeiras, como a Jussara, Açaí e a Pupunha. Infelizmente, a extração do palmito causa a morte de algumas palmeiras, como a Jussara e o Açai. Por isso é importante que haja uma política de cultivo para que essas plantas continuem existindo. No caso do palmito Pupunha, a espécie não morre com a extração.

 O palmito já era saboreado pelos índios antes mesmo da chegada dos portugueses por aqui. Estes gostaram tanto da iguaria quando pisaram em terras brasileiras, que Pero Vaz de Caminha incluiu o palmito na “primeira carta” enviada ao rei de Portugal, onde listava as riquezas da nova terra.

“O palmito é fonte de ferro, fósforo, cálcio, potássio e magnésio, além de vitaminas A, B e C. Ele também é pobre em gordura e rico em fibras, o que faz com que seja ótimo para dietas de emagrecimento, pois as fibras ajudam no bom funcionamento do intestino e ainda dão maior sensação de saciedade”, explica Vanessa Maniezo, Gerente de Nutrição das Instituições Afiliadas da SPDM. O potássio, por exemplo, é um mineral importante que ajuda a controlar a pressão arterial e ajuda a reduzir a retenção de líquidos.

O coração da palmeira, como também é conhecido, é um ótimo alimento para a saúde dos ossos e ajuda no crescimento das crianças. As vitaminas C e B2, encontradas no palmito, ajudam no fortalecimento do sistema imunológico e previnem o envelhecimento precoce.

“É fonte de zinco, um mineral importante que tem propriedades curativas, ajudando nas inflamações, recuperação de feridas externas e até as mais profundas. Ele possui também ácido fólico, que é muito bom para gestantes, pois ajuda no desenvolvimento fetal”, lembra a nutricionista.

Na hora da compra, fique atento com a procedência do palmito, pois há risco de contaminação por toxinas que podem causar botulismo, uma doença pouco comum, mas muito grave. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados: se o palmito for enlatado, a lata não pode estar estufada, amassada ou com sinais de ferrugem, se for comprado em vidro, observe bem o aspecto do palmito. A recomendação do Ministério da Saúde, que está até mesmo impressa nos rótulos, é ferver o palmito por 15 minutos, mesmo que ele venha pronto para consumo. Se for palmito em conserva, lembre-se que ele é deixado na salmoura, por isso se torna fonte de muito sódio. Fique atento e não exagere! A fervura também ajuda a eliminar um pouco do sódio.

Já deu para perceber que o palmito pode e deve ser incluído na alimentação. É uma ótima opção para ser incluído nas saladas refrescantes do verão.

 

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