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No Carnaval, e no ano inteiro, proteja-se!

No Carnaval, e no ano inteiro, proteja-se!

Além do HIV, a sífilis também é uma preocupação e o número de casos cresce rapidamente

O carnaval é a maior festa popular do Brasil e é justamente nesta época do ano que o governo aumenta a distribuição de preservativos e as campanhas de conscientização sobre sexo seguro. Seja por conta do álcool ou do clima de paquera e liberdade, muitos deixam a camisinha de lado e, sem perceber, se expõem às chamadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Os números são alarmantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ocorram mais de um milhão de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis por dia no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, o Brasil tem registrado uma média anual de 41,1 mil casos de Aids.

A sífilis cresceu assustadoramente nos últimos anos no país e, em 2016, o Governo Federal admitiu que se tratava de uma epidemia. Ainda de acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2015 foram notificados 65.878 casos da infecção. Apenas cinco anos antes, em 2010, foram 1.249 notificações.

Os jovens estão tendo acesso às informações, muito mais do que antigamente, mas mesmo assim o preservativo é deixado de lado. Uma pesquisa recente do Ministério da Saúde mostrou que 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que a camisinha é a melhor maneira de evitar o HIV, mas mesmo assim 6 em cada 10 desses jovens não usaram preservativo no último ano.

E quando é preciso usar preservativo? Sempre! Em toda e qualquer relação. “O preservativo protege contra praticamente todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis, que podem ser adquiridas em qualquer modalidade de sexo: por penetração vaginal, anal e até sexo oral. Além disso, o fato de o sexo ser com um parceiro do mesmo sexo ou do sexo oposto, não interfere na possibilidade de transmissão”, explica Rafael Baptista Pardo, infectologista do Hospital Municipal Vereador José Storopolli, administrado pela SPDM.

De acordo com o especialista, atualmente no país as DSTs em alta são a sífilis (causada pelo treponema pallidum), o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), as hepatites (causadas pelos vírus B e C) e a papilomatose (causada pelo papilomavírus humano – HPV). Mas vale lembrar que é possível contrair outras doenças sem o uso da camisinha, como gonorreia, tricomoníase e clamídia, por exemplo.

Outra dúvida recorrente é se a camisinha masculina protege mais que a feminina, que muita gente não sabe nem que existe. Ambos protegem da mesma forma, a única diferença é a maneira de colocá-los. Mas, o preservativo feminino, por não ser muito conhecido, pode ser utilizado de forma incorreta e não proteger adequadamente.

Na hora da folia

Durante a folia, os beijos costumam rolar soltos, os copos passam de mão em mão e invariavelmente as pessoas vão compartilhar banheiros públicos. A pergunta é: posso pegar alguma doença nessas situações?

Como o próprio nome já diz, as DSTs são adquiridas, em sua grande maioria, através de relações sexuais. “No entanto, doenças como herpes e sífilis podem ser adquiridas através de beijos, caso haja lesões ativas, e hepatites B e C e HIV, caso haja sangramentos orais”, explica Pardo.

Já o compartilhamento de copos deve ser evitado, segundo o infectologista, uma vez que o herpesvírus pode ser transmitido dessa maneira.

Com relação aos banheiros públicos, a possibilidade de contaminação e contração de alguma DST até existe, mas é baixíssima. “Tudo depende do tempo que o agente infeccioso está no local de contato e da integridade das mucosas do paciente”, diz o médico.

Transei sem camisinha, e agora?

Se a relação aconteceu sem proteção ou o paciente suspeitar que contraiu alguma DST, é preciso procurar um serviço de atendimento médico para que os exames e tratamentos adequados sejam realizados. “Dependendo do caso, exames de sangue serão coletados, para realização de sorologia para as doenças mais prevalentes, e medicamentos específicos serão prescritos ao paciente, sejam estes antibióticos ou algum coquetel, em caso de suspeita de exposição ao HIV”, completa o infectologista.

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