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Desidratação é um dos principais problemas para os idosos durante todo o ano

Desidratação é um dos principais problemas para os idosos durante todo o ano

Uso de medicação e características próprias dos idosos fazem da população dessa faixa etária uma das que mais sofre com o problema, alerta especialista do AME Idoso

Um dos maiores riscos aos quais os idosos estão expostos durante todo o ano é a desidratação. Apenas no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Idoso Oeste, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, gerenciada pela Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina, 5% dos atendimentos emergenciais (quando pacientes passam mal na unidade) realizados no último semestre foram decorrentes de desidratação. Isso ocorre por conta de uma série de fatores característicos dessa faixa etária.

“O idoso é mais suscetível ao problema do que a população em geral. À medida que envelhecemos, a absorção de água por nosso organismo não é tão eficaz, facilitando assim a desidratação. Além disso, a utilização de alguns medicamentos, em especial os diuréticos, pode induzir o idoso a urinar mais vezes, perdendo um volume maior de líquido”, afirma Marcelo Cruz, geriatra do AME Idoso Oeste. Além disso, alguns quadros de saúde, como diarreia, também são agravantes. 

A desidratação é caracterizada pela baixa concentração de água e sais minerais no corpo, sendo que a maioria dos sintomas são os mesmos em idosos e jovens. “Quando a desidratação é leve a moderada, pode ocasionar dor de cabeça, tontura, fadiga, fraqueza, sonolência, boca seca, diminuição da diurese, batimentos cardíacos acelerados, câimbras e falta de elasticidade da pele. A desidratação grave pode provocar sede intensa, ausência de urina, respiração rápida, alteração do nível de consciência, convulsões, pele fria e úmida, chegando a ficar pegajosa, pressão arterial baixa, podendo levar até à morte”, afirma o geriatra. 

Particularmente nos idosos, a desidratação pode gerar um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças pulmonares, pedras nos rins, constipação e alteração de comportamento, como irritação, agitação, apatia e confusão mental.

É muito importante, segundo Cruz, que familiares ou cuidadores sempre permaneçam atentos à hidratação dos idosos, agindo rapidamente caso suspeitem de desidratação. “Nos casos leves, é possível realizar a hidratação com água ou soro de reidratação oral em casa, observando se o paciente apresenta melhora dos sinais e sintomas que fizeram a família suspeitar da desidratação. Caso seja um quadro mais grave, o paciente deverá ser imediatamente levado para um pronto-socorro para avaliação”, conclui.

Dicas para evitar a desidratação em idosos:

  • Enfatizar tanto ao idoso quanto à família ou cuidador que é necessária a ingestão de água, sendo que o recomendado é de 1,5 a 2 litros por dia.
  • Sempre estimular o consumo de água ao idoso, seja em refeições, nos horários de tomada de remédios ou ao escovar os dentes.
  • Caso o idoso apresente dificuldades de ingestão, use técnicas para facilitar o consumo de água, com canudos, seringas ou copos com bicos.
  • Manter acompanhamento médico regular para controle das doenças, de medicações e orientações.
  • Aumentar um pouco a ingestão de líquidos nas épocas mais quentes, como no verão.
  • Evitar atividades físicas nos horários mais quentes do dia.
  • Usar roupas leves, para diminuir a perda de líquido pelo suor.
  • Em caso de aumento da perda de líquido (como na diarreia), a ingestão de água, sucos naturais e água de coco é fundamental. O soro caseiro nestes casos também é uma alternativa. Para prepará-lo, basta utilizar 1 litro de água filtrada ou fervida, duas colheres rasas de sopa de açúcar e uma colher rasa de chá de sal.

 

 

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