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Febre amarela: vacine-se antes das férias

Febre amarela: vacine-se antes das férias

Vacina é fundamental para quem pretende viajar. A dose é gratuita e deve ser tomada, no mínimo, duas semanas antes da viagem

Com a chegada do verão e das férias escolares, é preciso redobrar a atenção com a febre amarela. Especialistas alertam aqueles que ainda não se vacinaram e pretendem viajar no final do ano: não deixe para a última hora, é preciso tomar a vacina com antecedência. “Para que haja tempo suficiente para o organismo produzir os anticorpos, a vacina deve ser tomada com, pelo menos, duas semanas de antecedência”, explica Claudia Mangini, infectologista do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence.  

O alerta é especial para aqueles que vão se deslocar para regiões de mata. As pessoas que vão viajar e não conseguirem tomar a vacina com antecedência, devem usar repelente e telas nos cômodos da casa para se proteger.

Engana-se quem pensa que o vírus não está mais circulando pelo país. Um balanço do Ministério da Saúde mostrou que de julho de 2017 a junho de 2018, 1.376 casos de febre amarela já tinham sido confirmados e outros 778 estavam sendo investigados.

Apenas no Estado de São Paulo, de janeiro até o início de dezembro de 2018, foram confirmados 538 casos de febre amarela, dos quais 184 pessoas foram a óbito. Outras 247 notificações ainda estão investigação.

Em março o Ministério da Saúde decidiu ampliar gradualmente a recomendação da vacina para todo o território brasileiro. A medida é preventiva e espera-se que até abril de 2019 todo o território nacional já esteja com a recomendação.

A vacina da febre amarela é indicada para crianças com mais de nove meses e adultos com menos de 60 anos. Há contraindicações para crianças abaixo de seis meses, pacientes portadores de doenças que afetem o sistema imunológico (HIV e câncer, por exemplo), pacientes transplantados, gestantes, mulheres amamentando bebês com menos de seis meses, pacientes em uso de medicações que alterem a resposta imunológica, alérgicos a componentes da vacina, pacientes em tratamento de quimioterapia e radioterapia. Em caso de dúvidas, consulte seu médico antes de se vacinar. “Para aqueles que não podem tomar a vacina, é recomendado o uso de repelente nas superfícies do corpo que ficam expostas”, diz a infectologista.

A especialista explica ainda que podem surgir algumas reações não relacionadas com a vacina propriamente dita, mas sim com a injeção, como dor, vermelhidão, endurecimento e inchaço local. “Esses sinais e sintomas costumam aparecer entre 24 e 48 horas seguintes à aplicação e podem durar de um a dois dias”, diz Mangini. Febre, dor de cabeça e dores musculares também podem ocorrer.

Vale lembrar que nem as pessoas nem o macaco transmitem a doença, mas sim os mosquitos Haemagogus e Sabethes, fora das cidades e em zonas de mata, e o mosquito Aedes aegypti, nas cidades. Por isso, com o aumento das chuvas, outro lembrete importante é atentar-se para não deixar água parada em locais como vasos de plantas, vasilhas de animais, pneus e garrafas.

A febre amarela não tem cura, apenas tratamento. Muitos pacientes são assintomáticos no início, mas, após o período de incubação, que varia de três a sete dias depois da picada do mosquito, as manifestações clínicas, quando surgem, podem ser leves, moderadas ou graves, incluindo cansaço, dor de cabeça, febre repentina, dores pelo corpo, náuseas, vômitos e icterícia (pele amarelada).

A melhor forma de se prevenir é através da vacina, que é gratuita e uma única dose é capaz de proteger pela vida toda. 

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