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Janeiro roxo: combate e prevenção à hanseníase

Janeiro roxo: combate e prevenção à hanseníase

AME Idoso Sudeste reforça informações sobre a doença entre colaboradores e pacientes

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em segundo lugar no mundo em número de novas notificações de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. Por ano, são registrados cerca de 30 mil casos no país. Janeiro é considerado o mês de conscientização sobre a hanseníase e diversas ações educativas são transmitidas à população através da campanha “Janeiro Roxo”. O último domingo do mês foi instituído como Dia Mundial de Combate e Prevenção à Hanseníase.

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Idoso Sudeste, unidade da Secretaria de Estado da Saúde administrada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, inclusive desenvolve diversas ações para a campanha neste período. As ações começaram já em novembro de 2018, com um treinamento de sensibilização dos colaboradores para o tema, desenvolvido por uma profissional da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo. Participaram da atividade 30 colaboradores do AME.

Já entre os dias 14 e 21 de janeiro, a unidade trabalhou com a multiplicação dos conceitos para colaboradores, reforçando o reconhecimento dos sintomas e sinais da hanseníase. A equipe de enfermagem também passou orientações para pacientes nas salas de espera, com esclarecimentos sobre a doença com o material fornecido pela COVISA. Cerca de 450 pacientes e usuários da unidade foram atingidos pela campanha ao longo do mês.

A DOENÇA

A hanseníase é uma doença infecciosa transmitida através das vias aéreas, principalmente quando há contato próximo e prolongado com paciente não tratado. Após o contágio, a pessoa pode demorar de 2 a 10 anos para demonstrar os primeiros sintomas, que são principalmente manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, dormentes e sem sensibilidade ao toque, que não coçam e não incomodam. Além da pele, principal afetada, a doença pode atingir também os olhos, os nervos periféricos e outros órgãos. Quando afeta os nervos, a hanseníase pode diminuir a sensibilidade ou causar formigamento das extremidades das mãos, pés ou nos olhos. Perda de força muscular, até mesmo nas pálpebras, também pode acontecer.

TRATAMENTO GRATUITO PELO SUS

A doença tem cura e o tratamento é gratuito e disponibilizado em todo o território nacional pelo Sistema Único de Saúde. Após iniciar o tratamento, a hanseníase já não é mais transmitida. Ao notar algum sintoma suspeito da doença, é preciso procurar uma unidade de saúde.

Além de conscientizar a população no reconhecimento de sintomas da doença, a campanha também tem relevância interna o capacitar profissionais, conforme explica a diretora do AME, Marcia Maiumi Fukujima. “Podemos contribuir na redução de novos casos com o reconhecimento precoce e encaminhamento para tratamento, contribuindo com a cessação do contágio. A notificação dos casos para a Vigilância Sanitária também é importante para o rastreio dos possíveis contatos”, ressalta.

Infelizmente ainda há um grande estigma da hanseníase na sociedade, causando isolamento dos pacientes por parte de outras pessoas, devido às deformidades aparentes, consequência tardia do acometimento da pele e dos nervos.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a taxa média de detecção da doença é cerca de oito vezes maior na população masculina de 60 anos ou mais do que na população menor de 15 anos. O AME Idoso Sudeste conta com especialidades como geriatria, dermatologia e neurologia, que estão diretamente envolvidas no diagnóstico e tratamento, assim como notificação e encaminhamento dos casos de hanseníase.

 

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