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Não é só HIV: sexo sem proteção pode provocar até cancro mole e molusco contagioso. Saiba o que são e como se proteger

Não é só HIV: sexo sem proteção pode provocar até cancro mole e molusco contagioso. Saiba o que são e como se proteger

HPV, gonorreia, herpes genital e outras doenças como o HIV e as hepatites virais B e C, podem ser evitadas por meio do uso da camisinha

Com a chegada do Carnaval, intensificam-se as campanhas de combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Um dos principais pontos de atenção é a conscientização dos mais jovens, grupo no qual há menor hábito de usar preservativos e que, atualmente, registra aumento do índice de contágio por HIV (40% desde 2006, segundo o Ministério da Saúde). Mas engana-se quem acha que o HIV é o único problema. As doenças ulcerosas genitais (sífilis, cancro mole e herpes genital) e verrucosas (HPV e molusco contagioso) também são transmitidas por meio do sexo sem proteção. Pior - quando não identificadas no início, podem aumentar as chances de se contrair o HIV.

“O cancro mole é causado pela bactéria Haemophilus Ducreyi e as pequenas feridas com pus que provoca nos órgãos genitais costumam ser dolorosas e aumentar progressivamente de tamanho e profundidade. Os primeiros sintomas, como dor de cabeça, febre e fraqueza, além de dor na relação sexual e ao evacuar, podem aparecer de dois a 15 dias após o contágio”, afirma Ivelise Giarolla, médica infectologista da SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, unidade da Secretaria do Estado da Saúde.

Já o molusco contagioso é uma infecção viral da pele, caracterizada por pequenas bolhas rosadas ou brancas, inchaços redondos, firmes e indolores, que podem variar de tamanho e, muitas vezes, serem confundidas com pequenas verrugas. “As ISTs podem ocasionar diversas complicações. Por exemplo - sífilis, gonorreia e clamídia, podem ocasionar, em caso de gravidez, a má-formação do feto, morte fetal ou o aborto”, completa a infectologista. Em caso de dúvidas ou qualquer sintoma, é importante a pessoa ir ao médico para averiguar o caso e, se necessário, iniciar o tratamento contra a doença em questão.

“O uso da camisinha em todas as relações sexuais, sejam orais, anais ou vaginais, é o método mais eficaz para evitar a transmissão das ISTs. A pessoa pode estar aparentemente saudável, mas transmitindo a infecção, afirma Ivelise. São 1 milhão de novas infecções, segundo a Organização Mundial da Saúde, todos os dias. Outra recomendação da especialista é não usar drogas ou compartilhar seringas, que podem ter contato com sangue contaminado, assim como alguns objetos cortantes, como o alicate de unha.

PEP contra o HIV

Vale lembrar que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente uma medida de prevenção de urgência de infecção pelo HIV, denominada Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP). 

A medida consiste no uso de medicamentos que reduzem o risco de adquirir uma infecção após exposição ao vírus. Trata-se de um meio de emergência, que deve ser iniciado o mais rápido possível - preferencialmente nas primeiras duas horas após a exposição ou, no máximo, em até 72 horas depois. A duração da PEP é de 28 dias e a pessoa deve ser acompanhada por uma equipe de saúde. Clique no link e saiba onde a PEP é fornecida em diversos estados - http://www.aids.gov.br/pep_onde/index.html.

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