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‘Sangramento zero’ é tema de palestra com especialista em hemofilia

Hospital Brigadeiro 146O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), recebe nesta quarta-feira, dia 26, das 9h às 12h15, o médico hematologista Alessandro Gringeri, um dos mais renomados especialistas em hemofilia no mundo.

Gringeri irá compartilhar com os médicos do hospital protocolos internacionais que visam ao “sangramento zero" em pacientes com hemofilia A, além de exemplos de profilaxia que reduziram episódios de sangramento em pacientes hemofílicos que desenvolveram inibidores aos tratamentos convencionais.

Durante a palestra, o especialista irá discutir casos clínicos de pacientes hemofílicos atendidos no Hospital de Transplantes. O hematologista publicou mais de 150 artigos sobre o tema e foi um dos principais consultores do Consórcio Europeu de Hemofilia e da Federação Italiana de Hemofilia.

O Hospital de Transplantes possui um dos maiores centros de referência de atendimento á hemofílicos do país e foi um dos pioneiros a mudar a profilaxia do uso do Fator em domicílio. “Com a mudança, os sangramentos são previamente tratados e os pacientes evitam problemas nas articulações, muito rotineiros em hemofílicos quando sofrem algum tipo de trauma”, explica a coordenadora do serviço de hematologia do Hospital de Transplantes, Nívia Foshi.

A hemofilia é uma doença genética que causa desorganização no mecanismo de coagulação do sangue. Na maioria dos casos, as mulheres carregam o gene por ser uma patologia ligada ao cromossoma sexual X. A mulher não desenvolve a doença, mas os filhos homens manifestam a hemofilia.

Por ser uma deficiência de coagulação, o portador pode apresentar sangramento em qualquer local do organismo. Porém, os sangramentos nas articulações são os mais frequentes e trazem mais complicações causando atrofias nas articulações do joelho, calcanhares, ombros, etc. Por isso, o uso correto do fator e o acompanhamento clínico permanente com exercícios físicos regulares são recomendados pelos médicos.

Existem dois tipos de hemofilia: a do tipo A, que ocorre por falta do fator VIII de coagulação, e a do tipo B que é ocasionada pela ausência do fator IX. A doença, ainda, pode ser caracterizada de acordo com a quantidade do fator que está em deficiência no sangue. É dividida como leve (fator acima de 5%), moderada (entre 1% e 5%) e grave (menor que 1%). O tratamento consiste na reposição do fator de coagulação específico para cada tipo. O medicamento tem distribuição gratuita pela rede SUS.


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