MATÉRIAS

SPDM realiza Mutirões de Cirurgias de Estrabismo

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina deu início a um programa de mutirões de cirurgias de estrabismo, com o objetivo de zerar a fila do Ambulatório de Oftalmologia do Hospital São Paulo. No primeiro mutirão, realizado no Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo/SPDM (antigo Brigadeiro), foram feitas as primeiras 20 cirurgias, de um total de 81 crianças cadastradas, diminuindo a expectativa inicial de 15 meses de espera.

O estrabismo – perda do alinhamento entre os olhos – atinge cerca de 4% da população mundial. A doença tem boas chances de correção clínica, com o uso de óculos e exercícios visuais ou, em casos mais extremos, indicação de cirurgia, que deve ser realizada nos primeiros seis anos de vida da criança, para melhores resultados. “Além de corrigir o problema visual e estético, a correção precoce evita que a criança seja vítima de bullying ao ingressar na escola”, explica o dr. Rubens Belfort Jr., professor titular de oftalmologia e presidente da SPDM.

Os próximos mutirões de cirurgias de estrabismo estão agendados para os dias 2 e 23 de julho.
 
   

SPDM chega a mais um município de São Paulo

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina está ampliando sua atuação no estado de São Paulo. Em maio, foi lançado no município de Americana o Programa de Atendimento Imediato (PAI), gerenciado pela SPDM. A primeira das cinco unidades será inaugurada no início de julho.

A SPDM assinou um contrato de gestão com a municipalidade local para implantar o Programa Saúde da Família (PSF), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Núcleo de Especialidades. O contrato prevê atuação de uma equipe do PSF, com ações de prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, administrando sete unidades de saúde, sendo um Pronto-Socorro, três Unidades de Pronto Atendimento/Unidades Básicas de Saúde, uma Unidade de Pronto Atendimento e um Núcleo de Especialidades, além de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com uma equipe de estratégia de saúde da família e referência municipal em geriatria. “A cidade de Americana está promovendo um grande avanço na saúde pública, com profissionalismo e sensibilidade. Todo o projeto foi muito bem elaborado e está sendo executado pela SPDM, que tem 78 anos de experiência e atuação em diversas áreas”, falou o superintendente do PABSF da SPDM, dr. Mário Silva Monteiro.
 
Eduardo Pereira, diretor superintendente da Fusame - Fundação de Saúde do Município de Americana, dr. Seme Calil Canfour, vice-prefeito de Americana, Diego de Nadai, prefeito de Americana, dr. Mário Monteiro, superintendente do PABSF, Fabrizio Bordon, secretário da Saúde de Americana.
Dr.Mário Monteiro, superintendente do PABSF, Diego de Nadai, prefeito de Americana
 
Segundo o prefeito de Americana, Diego de Nadai, a parceria com a SPDM é de fundamental importância. “Nós vencemos e, desde então, a prefeitura tem feito diversas tratativas, diversos estudos, buscando alternativas para melhorar a saúde pública de Americana. Fizemos todo o processo de seleção para a chegada da melhor proposta, da melhor equipe, e tivemos a grata surpresa de ter a SPDM como parceira dentro da saúde pública de Americana. Eu digo sempre que, com um parceiro bom, com qualidade e com credibilidade, quem ganha é a população, que vai ser cada vez mais bem atendida quando precisar da saúde pública de Americana.”

Sobre a Cidade de Americana
Município brasileiro do estado de São Paulo, com 210 mil habitantes, localizado na microrregião de Campinas, Americana destaca-se por sua qualidade de vida, sendo a 19ª colocada em IDH do estado de São Paulo e a 59ª do Brasil, além de ser a cidade com a menor taxa de mortalidade infantil do estado de São Paulo.
   

Casa de apoio social mantida pela SPDM completa um ano

No mundo inteiro, a escalada das drogas – surgimento de substâncias cada vez mais potentes e devastadoras e aumento do consumo – tem provocado a reação de órgãos públicos e privados. Há cerca de um ano, a SPDM inaugurou, em conjunto com a Secretaria Municipal de Participação e Parceria (SMPP), a primeira moradia para dependentes químicos, com o objetivo de proporcionar reabilitação psicossocial a jovens que receberam alta após tratamentos tradicionais, à base de terapia e medicamentos. “Trata-se de uma oportunidade de reinserção social para aqueles que desejam retomar sua vida, longe do ambiente contaminado e das antigas companhias”, diz o dr. Ronaldo Laranjeira, coordenador do projeto.

A casa segue um modelo adotado em países como Estados Unidos e Inglaterra, que tem dado certo. No dia a dia, os moradores vivem como se estivessem em sua própria casa, inclusive com liberdade de ir e vir. A regra básica da casa é que os moradores não consumam nenhum tipo de droga lícita ou ilícita. Inclusive, duas vezes por semana, eles são submetidos a exames de urina para checar se estão “limpos”. Como se trata de um ambiente de apoio e de proteção, as pessoas gostam. “Quando eles recaem e vão para uma nova internação, comparam e pedem para voltar.”

Segundo Laranjeira, o que se espera é que, durante esse período, a pessoa possa voltar a trabalhar, estudar, ter lazer e formar uma nova rede de relacionamentos, para uma reabilitação psicossocial, que dê sustentabilidade à abstinência – regra de ouro do projeto. “Se furar, está fora.”

Atualmente, estão na casa oito jovens. “Trata-se de uma população bastante difícil, formada por ex-dependentes de cocaína e crack”, conta Laranjeira, explicando que as internações são voluntárias. “Como se trata de uma casa de apoio, além da retaguarda médica da SPDM e do estímulo para que participem diariamente das reuniões dos Narcóticos Anônimos (NA), cada um dos ‘hóspedes’ é responsável pela continuidade de seu tratamento, seja nos CAPS ou com um terapeuta.”

Ronaldo Laranjeira se diz pessimista em relação à escalada das drogas. “Eu sou otimista em algumas coisas, mas acho que a situação só vai piorar. O oxi, por exemplo, vai deteriorar ainda mais o usuário que já está deteriorado. A mortalidade, que já é alta, vai aumentar. O que já está ruim vai ficar pior.”

Na opinião do especialista, a tolerância ao uso público de crack é inaceitável. “O uso público do crack, como aqui no Brasil, é uma aberração”, afirma. “Na Inglaterra, que tem a mesma quantidade de usuários, não existe uma Cracolândia.” Na opinião dele, o ideal seria tirar as pessoas da rua e levá-las a algum tipo de casa social, para uma internação voluntária ou involuntária. “A internação involuntária tem de ser feita com autorização da família, respaldo médico e do Ministério Público – se houver suspeita de mau uso da lei, o Ministério Público tem de garantir o direito da pessoa. Esse é um procedimento absolutamente legal. No estado de São Paulo, eu espero que dê certo criar uma rede regional de internação e tratamento. Isso será mais promissor.”

Próximos passos
O trabalho, que teve início com uma doação do falecido Orestes Quércia, sensibilizado com cenas que presenciou na Cracolândia, já abrigou 20 jovens. “A casa está completando um ano, com bons resultados. Foi um estudo piloto que deu condições de adquirir mais experiência.”

Segundo Laranjeira, os próximos passos incluem a abertura de cinco novas moradias em diversas regiões da cidade – zona leste, zona norte (Vila Maria – ao lado do AME psiquiatria), Jardim Ângela e mais duas em locais a ser definidos, sempre perto de um CAPS, que dará suporte aos moradores. Das cinco, uma será para mulheres, provavelmente na Vila Mariana.
   

Hospital São Paulo é referência em videocirurgia cardíaca no Brasil

O advento das câmeras e dos cateteres revolucionou a medicina no mundo inteiro, com cortes cada vez menores, assim como o tempo de recuperação e o risco de infecções. Entretanto, apesar de a videocirurgia ter sido introduzida em outras especialidades, na cirurgia cardíaca demorou muito tempo para ser incorporada, pela própria complexidade do coração. “Durante muitos anos, a cirurgia cardíaca pressupunha incisões enormes, com invasão à integridade do doente. Eram cirurgias de grande porte, muito agressivas, principalmente porque precisávamos utilizar circulação extracorpórea para operar dentro do coração”, atesta o dr. Enio Buffolo, professor titular em cirurgia cardiovascular da EPM/Unifesp. “Até que recentemente começamos a fazer procedimentos que utilizavam vídeo em parte ou total da cirurgia. E isso passou a se chamar cirurgia minimamente invasiva.”

Esse processo acompanha o movimento mundial de cirurgias menos agressivas, com a possibilidade de recuperar o indivíduo mais rapidamente para suas atividades. “Hoje é possível fazer algumas cirurgias cardíacas por meio de pequenas incisões do tamanho de um cartão de crédito. O grande avanço foi a possibilidade de estabelecer a circulação extracorpórea com canulações periféricas. Em vez de canular diretamente o coração, passamos a optar por veias e artérias periféricas, como a femoral e a jugular”, explica o dr. Buffolo.

O cirurgião explica que através dessas canulações, que podem ser feitas por uma pequena dissecção ou mesmo por punção transcutânea, foi possível estabelecer a circulação extracorpórea para realizar alguns procedimentos, como correção de problemas congênitos do coração – comunicação interauricular –, bem como cirurgias sobre as válvulas mitral e aórtica. Entretanto, existem outros procedimentos, como aneurismas de aorta, cirurgias complexas de válvulas, cirurgias que precisam de substituição de válvula e ponte associadas, que precisam de técnicas convencionais, que afastam o paciente de suas atividades rotineiras por cerca de 30 a 40 dias. “A boa notícia é que a experiência adquirida com essas cirurgias mais simples possibilita um aprendizado que permitirá estender seus benefícios – vantagem estética, recuperação mais rápida, alta hospitalar mais precoce e quase certamente menos dor – para um número maior de doentes.”

Segundo o dr. Buffolo, o marco desse progresso foi o avanço nas cirurgias de coronárias, que passaram a ser feitas tanto com o coração batendo e com mínimas incisões como com o coração batendo e uma incisão convencional. “Das duas maneiras elas reduzem a agressão ao doente”, explica, contando que, apesar de tantas vantagens, ainda são poucos os centros especializados nesse tipo de cirurgia, que teve início na Bélgica, há cerca de oito anos, pelas mãos do dr. Hugo Vannermann. “Aqui no Hospital São Paulo, os profs. Honório Palma e Diego Gaia e uma geração de residentes treinados com novas habilidades têm recebido médicos de outros estados, e mesmo do exterior, para treinamento em cirurgias minimamente invasivas, procedimentos estes realizados em sala híbrida, às sextas-feiras, em tempo integral. No ano passado, tivemos os dois primeiros cursos, com duração de seis meses cada um, frequentados por cerca de 30 pessoas. A edição deste ano já teve início, com mais uma turma de 15 alunos.”

Futuro
O futuro são os procedimentos híbridos, ou seja, a combinação de procedimentos de cateter com cirurgia convencional. “E os cirurgiões desenvolverão novas habilidades, com uma formação diferente do que a que eu tive, inclusive pela necessidade de adaptação à mudança de perfil da população”, prevê o dr. Enio Buffolo, lembrando que hoje existe maior incidência de doenças degenerativas porque as pessoas estão vivendo mais. “As próprias doenças do coração que a gente opera hoje são diferentes. A febre reumática, por exemplo, praticamente desapareceu, quando antes tínhamos a enfermaria lotada de pacientes. Hoje, mesmo as doenças de válvula que operamos são doenças degenerativas, em pacientes de 80, 85 anos. Por isso, nós fomos obrigados a nos aperfeiçoar e a aprender a lidar com o idoso, que tem uma fisiologia especial, decorrente da idade. Os idosos, por exemplo, são mais suscetíveis a infecções e insuficiência renal no período pós-cirúrgico”, finaliza.
   

Centro Cochrane é aceito como membro ativo na Assembleia Mundial de Saúde da OMS

No início de 2011, a Colaboração Cochrane, representada pelo Centro Cochrane do Brasil na Unifesp, foi aceita como colaboradora da Organização Mundial da Saúde (OMS). A parceria inclui um assento para colaboração na Assembleia Mundial da Saúde, fornecendo evidências para as resoluções da OMS. A Cochrane é uma organização não governamental sem fins lucrativos e sem fontes de financiamentos internacionais, que tem por objetivo contribuir para o aprimoramento da tomada de decisões em saúde, com base nas melhores informações disponíveis.

“A partir de agora, criam-se condições para a OMS ser cada vez mais racional e mais baseada em provas, capacitada para distribuir informações e conhecimento, com menor número de incertezas possíveis e maior chance de acerto com aquilo que funciona, deixando de errar com aquilo que é inseguro e dispendioso desnecessariamente. Propor uma medicina mais eficiente, enfim”, atesta o dr. Álvaro Nagib Atallah, diretor e fundador do Centro Cochrane do Brasil, parceiro da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina na tomada de decisões baseadas em evidências em toda a sua Rede de Unidades Afiliadas.

A oferta de informações e de conhecimento é muito superior à disponibilidade de tempo dos profissionais da saúde. Anualmente, são publicados mais de 2 milhões de artigos, o que exigiria de um clínico a leitura de cerca de 30 artigos por dia – ou 10 mil artigos por ano – para se manter atualizado. Portanto, segundo o especialista, é fundamental e estratégico para a saúde humana que existam fontes confiáveis de sínteses de evidências de qualidade. “A Cochrane preenche esse vazio, fazendo uma peneira e a síntese e disponibilização on-line com o mesmo rigor das maiores revistas científicas existentes.”

Na avaliação de Álvaro Atallah, como os recursos da saúde são finitos e as demandas das tecnologias são infinitas, cabe ao acadêmico da medicina e ao bom gestor saber se as novidades do mercado são melhores do que aquilo que se tem em termos de efetividade, de eficiência e de segurança. Um exemplo disso é o clinical trial publicado recentemente nos Estados Unidos comparando o Avastin com o Lucentis, que concluiu que o Avastin é mais barato, com resultado igual, com enorme redução de custos, já que existem 5 milhões de portadores de degeneração macular no mundo inteiro. “Três anos – e alguns milhões de dólares – depois, chegaram à mesma conclusão de um trabalho que havíamos feito de graça para o Ministério da Saúde”, conta Atallah.

“Uma coisa que fica clara para mim é que, a cada real investido em busca de evidências, você economiza mil, que podem ser investidos em iniciativas, como ensinar o médico a lavar as mãos, ampliar a assistência pré-natal, entre outras. Daí nossa forte ligação com o Hospital São Paulo, com a rede de hospitais afiliados da SPDM, com o Ministério da Saúde, com a Anvisa e a ANS, onde damos pós-graduação e fazemos avaliações tecnológicas.”

Além da economia, o principal objetivo das revisões é melhorar o conhecimento científico. “Nos dias de hoje, é inadmissível lançar uma nova tecnologia sem uma revisão sistemática, que tenha no mínimo a qualidade da Cochrane.” Paralelamente às revisões, surgem ensaios de outras áreas que são enviados para uma central da Cochrane, onde já existem 750 mil estudos comparativos registrados. “Portanto, para quem quiser buscar evidências, a Cochrane Library é a maior fonte de estudos comparativos do mundo”, finaliza Atallah.
   

Dr. Nacime Mansur é o mais novo titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC)

Durante sessão solene realizada no dia 4 de junho, o dr. Nacime Salomão Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM, foi empossado como titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC). Fundado em 1929, o CBC é a maior entidade de cirurgiões da América Latina, com mais de 6 mil membros em todo o Brasil.

   

Hospital Estadual de Diadema premiado no Congresso Brasileiro de Qualidade em Serviços de Saúde

No último CQH 2011 – XV Congresso Brasileiro de Qualidade em Serviços de Saúde, realizado entre os dias 24 e 25 de maio de 2011, o Hospital Estadual de Diadema recebeu a primeira colocação na XI Sessão de Pôster, com o tema “Impacto do uso de gatilhos como ferramenta em farmacovigilância”.

Implantada em junho de 2010 na rotina das prescrições de medicamentos, a ferramenta possibilitou aumento de segurança, reduzindo lesões ou danos aos pacientes ao detectar possíveis reações adversas aos remédios. “A identificação prévia de riscos para o paciente no processo de medicação reduz consideravelmente a incidência de eventos evitáveis, além de reforçar a cultura organizacional de segurança do paciente”, atesta o dr. Nacime Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM.
   
 

Dr. Moisés Cohen é o novo presidente da Isakos

O dr. Moisés Cohen foi eleito presidente da International Society of Artroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine (Isakos), entidade que reúne cerca de 4 mil especialistas de 94 países. Cohen é chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp e coordenador-médico do convênio celebrado entre a SPDM e as secretarias municipais dos Esportes, da Saúde e do Meio Ambiente, que presta atendimento e orientação aos frequentadores do Centro Olímpico, dos Clubes-Escola, do Quiosque da Saúde (Parque do Ibirapuera) e do Clube-Escola Unifesp.

Segundo o especialista, durante recente congresso internacional da entidade realizado no Brasil, foi dada especial atenção ao tema da prevenção de lesões decorrentes da prática esportiva, com ênfase na discussão de lesões por sobrecarga em crianças e adolescentes que, segundo ele, se tornaram epidêmicas. “Nunca tivemos tantas lesões em crianças e adolescentes.”

No Centro Olímpico, onde participam aproximadamente mil crianças, foi estabelecido um protocolo de prevenção de lesões e o resultado foi de 27% de diminuição de lesões de um ano para outro, nas diversas categorias estudadas. “Isso fez com que valorizássemos as pesquisas realizadas.”

Cohen explica que isso ocorre porque o esporte tem se tornado cada vez mais competitivo, o que tem exigido das crianças excesso de esforço e sobrecarga. Além da possibilidade de receber orientação inadequada, às vezes a criança é muito mirrada e tem de fazer uso de recursos químicos ou físicos para ganhar mais corpo, porque hoje a parte física às vezes é mais importante do que a parte da arte. “Hoje, o esporte é muito mais força do que arte. O indivíduo tem de ser bom, mas tem de ser forte.”

Outro fator determinante é a exigência de resultado em tempo mínimo, o que leva o atleta a perder sua condição de saúde mais rapidamente. “Muitas vezes o atleta ainda é um garoto, mas já foi submetido a cinco ou seis cirurgias, o que faz com que sua condição física decline rapidamente.” Levantamento recente sobre a condição física de jogadores de futebol aposentados com idade entre 30 e 50 anos permitiu observar que 70% dos atletas nessa faixa etária têm sinal de artrose. “A dor faz parte do dia a dia deles. Por isso, a meu ver, esporte competitivo nunca é saúde”, diz Cohen.

Atentas, as sociedades médicas fazem alerta sobre o problema. “Nós recomendamos, mas não temos como mudar isso. A nossa função, muito mais do que tratar, é estabelecer protocolos de prevenção. Prevenção é a palavra de ordem, e os tratamentos têm de ser rápidos e seguros”, finaliza o médico.
   

Nova diretoria assume comando da Fehosp

A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes de São Paulo (Fehosp) elegeu no mês de abril seu novo presidente e sua nova diretoria.

José Reinaldo Nogueira de Oliveira Júnior passou o comando para Edson Rogatti, ex-diretor da Fehosp e atual presidente da Santa Casa de Palmital. A gestão de Rogatti vai de 2011 a 2014.

   

Bullying não é brincadeira

Aluno do ensino básico apanha na escola e é obrigado a pagar o lanche de colega diariamente; mulher recebe ligações anônimas com insinuações sobre o comportamento do marido; garota tem sua reputação comprometida por boato espalhado na rede social. Os três são personagens de histórias que chegam ao nosso conhecimento no dia a dia e têm em comum o fato de serem vítimas de bullying, fenômeno social que acontece em todos os países e classes sociais, indistintamente.

O bullying tomou tal proporção que passou a exigir iniciativas dos órgãos públicos. Recentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma cartilha com dicas para combater o bullying, fenômeno social mundial que acontece principalmente nas escolas e nas redes sociais.

Só que o fenômeno, ao contrário do que muitos pensam, não é recente. Na avaliação da dra. Ivete Gianfaldoni Gattás, psiquiatra da infância e adolescência e coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência (Upia), do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, os bullies, ou valentões, sempre existiram. “O aumento da notícia dos atos chamados bullying se deve à maior abrangência e rapidez dos meios de comunicação, bem como ao aumento populacional e à contenção social mais frouxa.”

 
 
A definição de bullying (em português, “intimidação”) é a de ato de violência física ou psicológica, intencional, repetido, praticado por um indivíduo (bully = valentão) ou por um grupo de indivíduos, com o objetivo de intimidar, agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz de se defender. “O bullying se caracteriza basicamente pela combinação intimidação/humilhação”, explica a especialista. “A diferença entre o bullying e a agressão comum se dá no fato de não envolver necessariamente a violência física, pela repetição do ato, pela impossibilidade de defesa do intimidado e de haver crença na força do silêncio da vítima.”

Ela explica que o bullying não se restringe somente ao ambiente escolar ou de trabalho, está na internet e em todas as redes sociais, em casa, na vizinhança, etc. “A escola é o ambiente social prioritário de crianças e jovens, e é por isso que o bullying ocorre com alguma frequência nela, pode ocorrer tanto na forma aluno-aluno como na professor-aluno, e de várias formas, como colocação de apelidos, roubo de dinheiro ou lanche contumaz, agressão física etc. E ocorre mais frequentemente em áreas escolares de supervisão adulta mínima ou inexistente. Com relação ao bullying professor-aluno, mais comumente se dá pela humilhação e pela parcialidade nas correções de tarefas ou provas.”

Outra forma bastante comum nos dias de hoje é o ciberbullying, que ocorre no espaço virtual, sem identificação do agressor. As formas mais comuns de intimidação acontecem por meio de insultos e xingamentos, fofocas, roubo de senhas, envio de fotos embaraçosas e compartilhamento de informações particulares. Já no ambiente de trabalho, normalmente se dá por intimidação regular e persistente, muitas vezes aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização.

O combate ao bullying pode se dar de várias formas: a primeira delas é encorajar a vítima a não se calar, pois esta é a principal arma do intimidador. Nas escolas, em especial, deve ser adotada tolerância zero ao bullying, com orientação constante a alunos, professores e pais. “Os pais das crianças vítimas de bullying devem acolhê-las e protegê-las, usando a lei para que providências possam ser tomadas (por exemplo, o ECA, Lei nº. 8.069/90, que prevê aos jovens infratores a aplicação de medidas socioeducativas proporcionais ao ato praticado). Além disso, devem tratar os possíveis desfechos, como sintomas de ansiedade, depressão e recusa escolar, com a ajuda de um profissional”, diz a dra. Ivete.

Já nas empresas, devem ser adotados programas de esclarecimento e proteção às vitimas de bullying, além de programas constantes de aprimoramento do relacionamento profissional. “Os dirigentes das empresas devem, primeiramente, dar um bom exemplo no relacionamento com seus subordinados”, finaliza a psiquiatra.
 


Instituto da Visão está de casa nova

No dia 9 de junho, foram inauguradas as novas instalações do Instituto da Visão, agora no edifício Lions, localizado na mesma Rua Botucatu onde o órgão funcionava antes. Nas palavras do dr. Michel Eid Farah, presidente do instituto, trata-se de um momento especial, após uma série de desafios enfrentados pela instituição, que exigiram o redirecionamento do planejamento estratégico e do crescimento. “Inclusive acabamos de obter a certificação de OSS estadual.”

Segundo ele, desde a sua fundação, o Instituto da Visão é parceiro da oftalmologia da Unifesp, parceria que foi celebrada com a doação de 60% do prédio recentemente construído (no valor de 11,5 milhões de reais), onde em torno de 4.800 metros quadrados serão destinados ao Departamento de Oftalmologia. “Trata-se de uma parceria público-privada, que possibilitou o aporte de tecnologia de primeira linha”, atesta a dra. Denise de Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia da EPM/Unifesp.

Após uma série de homenagens, a cerimônia de inauguração foi encerrada com palavras do dr. Rubens Belfort Junior, um dos fundadores do Instituto da Visão. Segundo ele, o Instituto da Visão foi fundado para ajudar o Departamento de Oftalmologia a atingir seus objetivos. “Dizem que a melhor coisa quando a gente morre é ver que tudo o que começamos deu certo. De certa maneira, eu me sinto na posição de quem morreu. Saí do Instituto da Visão, mas venho acompanhando de perto tudo o que acontece aqui. É fundamental saber que uma instituição tem que passar por várias gerações e continuar dando certo. O importante é manter a liderança.”

O Instituto da Visão é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, fundada em 1990 por docentes do Departamento de Oftalmologia da Unifesp. Desde essa época, presta serviços médicos por meio de diagnósticos, tratamentos clínicos e cirúrgicos em projetos assistenciais e didáticos, com a missão de promover, de modo sustentável e inovador, a gestão de recursos, apoiando o ensino, a pesquisa e a assistência oftalmológica à população.

 
Dr. Michel Eid Farah, presidente do Instituto da Visão, Ana Luisa Höfling-Lima, professora titular de Oftalmologia/EPM- Unifesp, dra. Denise de Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia da EPM-Unifesp, e dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM
   

SPDM na 3ª edição do Programa Visão do Futuro

Pelo terceiro ano consecutivo, o Hospital São Paulo (HSP) e o Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) participam do Programa Visão do Futuro, prestando atendimento a alunos da 1ª série do Ensino Fundamental que apresentaram algum tipo de dificuldade visual durante triagem realizada nas instituições de ensino público. No decorrer de 2011, estão previstas nove edições do Visão do Futuro na instituição, com expectativa de atendimento de 9 mil crianças.

Segundo a dra. Denise de Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia da Unifesp, esse tipo de iniciativa é extremamente importante para a prevenção e a recuperação da saúde ocular das crianças, evitando baixo rendimento e até evasão escolar devido a problemas oftalmológicos. Entretanto, ressalta, a cultura da população precisa mudar. “Os pais precisam ser orientados para levar seus filhos rotineiramente ao oftalmologista, disponível na rede básica de saúde.”

A presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, Lu Alckmin, prestigiou a primeira edição do Visão do Futuro, no serviço de oftalmologia do HSP/EPM/Unifesp. “Muitas vezes o aluno fica disperso não por desinteresse, mas porque não está enxergando direito. Com o Visão do Futuro, os professores habilitados têm condições de fazer uma primeira avaliação dentro da sala de aula. Caso algum problema seja detectado, essas crianças são encaminhadas para os mutirões”, explicou a primeira-dama.

Estudo epidemiológico
Em 2010, a EPM/Unifesp/Hospital São Paulo detectou nesse programa a necessidade do uso de óculos de grau em 40% das crianças que compareceram aos atendimentos do projeto dentro da instituição. Desse total, 27% apresentaram deficiências visuais mais sérias, como ambliopia e estrabismo, que necessitam de acompanhamento profissional. Além do diagnóstico de deficiências visuais e suporte profissional, o projeto dará sequência ao estudo epidemiológico sobre a saúde visual infantil.

Visão do Futuro
O Programa Visão do Futuro é uma iniciativa do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Educação e Saúde e a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Professores – das redes públicas de ensino estadual e municipal da capital – foram treinados para que possam realizar testes de acuidade visual em todos os alunos matriculados na 1ª série do Ensino Fundamental e, dessa forma, encaminhá-los para os mutirões.

Neste ano serão dez mutirões (cinco destinados a escolas estaduais e cinco a escolas municipais). O último acontecerá em agosto. No total, serão atendidos 41.580 estudantes (21.780 alunos da rede estadual e 19.800 da rede municipal).

Além da Unifesp, há atendimentos no Cema, na Mooca; no Hospital das Clínicas, no bairro Cerqueira César; na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na Vila Buarque; no Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal, no Ipiranga; no Instituto Suel Abujamra, na Aclimação; e no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Leste – Santa Marcelina, em Itaquera.

 
Dr. Paulo Augusto de Lima Pontes, diretor acadêmico do campus São Paulo – Unifesp, dra. Denise de Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia da Unifesp, José Manoel de Camargo Teixeira, secretário adjunto de Estado da Saúde, Maria Lucia Alckmin, primeira-dama do estado de São Paulo, João Cardoso Palma Filho, secretário adjunto de Estado da Educação , dr. José Roberto Ferraro, superintendente do Hospital São Paulo, e Luiza Helena Uliano Marotta, representante do Programa Nacional da Educação Fiscal da Superintendência da Receita Federal em São Paulo
   

Aconteceu na SPDM

17/05/2011

Conferência Futuro da Saúde no Brasil

Dr. Gonzalo Vecina Neto


No mês de maio, a Conferência SPDM – “Futuro da saúde no Brasil” – foi proferida pelo dr. Gonzalo Vecina Neto. Superintendente do Hospital Sírio-Libanês e professor de saúde pública da USP, Vecina é autor de diversos livros, entre eles Gestão em Saúde, o mais recente.

Após a apresentação do dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM, Vecina introduziu o tema traçando um panorama sobre o momento que o Brasil atravessa. Falou sobre as mudanças ocorridas de 1970 para cá, entre elas a melhoria do saneamento básico e a consequente diminuição da taxa de mortalidade infantil; a diminuição da taxa de natalidade; as mudanças políticas, sociais e na área da saúde. “Nestes 40 anos, o Brasil passou por transformações demográficas importantes – como a mudança da pirâmide etária –, por uma revolução epidemiológica e mudanças fantásticas na área da saúde. Na área social, também aconteceram coisas fantásticas, como a ascensão da classe C e a redução do número de pobres absolutos.”

Ele credita essas mudanças a três grandes conquistas: a construção da democracia – “ainda a melhor solução para a vida em sociedade a que o homem está condenado” –, a participação do país no processo de globalização e a estabilização econômica – “com a criação de um conjunto de regras que conduziu a economia para um estágio diferente de funcionamento”.

Além da democracia, da estabilidade econômica e da globalização, o Brasil tem mercado, é player no mercado de aço e em commodities, autossuficiente na produção de energia e de alimentos – é o segundo produtor mundial de soja. Entretanto, segundo ele, passamos por um período de risco relativo dessa estabilização, com dois pontos preocupantes, que são a possibilidade de retorno da inflação e a sobrevalorização do real em relação a outras moedas, com queda nas exportações e consequente diminuição de empregos. “Emprego, trabalho, é a coisa mais digna que existe em uma sociedade. A sociedade vive em função do trabalho. É o trabalho em conjunto de todos que faz com que a sociedade consiga sobreviver. Então, nós temos que aprender com os europeus que a coisa mais importante que uma nação pode fazer é salvar seus empregos.”

Além desses dois problemas que, na opinião do dr. Gonzalo Vecina, podem obscurecer o caminho que o país está trilhando, existe a questão da saúde, uma área que enfrenta problemas importantes, que precisam ser discutidos. “O grande desafio é vencer os problemas de gestão na área da saúde.”

“Nós precisamos repensar a forma de ver saúde, e isso implica colocar em discussão coisas que nós não temos aceitado colocar em discussão, como a questão do lucro na área de saúde”, explica. “A questão do lucro na área da saúde incomoda muita gente, a mim não incomoda esse lucro fazendo assistência à saúde. Nós vivemos em uma sociedade capitalista, e o lucro faz parte da vida da sociedade capitalista. O que nós temos que fazer é que existam regras de convivência social adequadas para que isso possa ser adequadamente regulado pelo Estado, em nome da sociedade. Existem alguns espaços como, por exemplo, nós vimos recentemente uma PPP feita em Salvador pelo Jaques Wagner. Ele tem lá um hospital de 300 leitos que foi construído pela Secretaria Estadual de Saúde e para o qual ele não tinha dinheiro para equipar. Então o que é que eles resolveram fazer? Uma parceria publico-privada. Fazer hospital funcionar é muito diferente de fazer estrada porque estrada é quilometro rodado e hospital é vida salva. Portanto, muito mais difícil.”

Segundo o palestrante, fazer mais com menos é um desafio para a área social brasileira e tem de ser enfrentado. Cita como exemplo o trabalho desenvolvido pelas organizações sociais em São Paulo, apoiando a atenção básica, com o Programa Saúde da Família. “Aqui no município de São Paulo, 100% do Programa Saúde da Família tem uma cobertura mínima de 30% da população, que é atendida por um exército de cerca de 20 mil trabalhadores, desde o fim do PAS. Essas instituições estão prestando um enorme serviço e correndo imensos riscos, por causa do tipo de controle dos Tribunais de Contas.”

Na avaliação de Vecina, temos de repensar o arranjo entre a medicina privada e a pública no Brasil, inclusive porque existe sobreposição do público x privado, já que o SUS é universal. Uma alternativa é a segunda porta regulada? “A alternativa chilena é a melhor coisa que eu vi até hoje, ou seja, o modelo público da FONASA/MS e o modelo complementar das ISAPRES, que são prestadores privados de atenção médica e previdência complementar”

Falou, também, sobre a necessidade de transparência, eficácia e eficiência. “A eficácia nós cantamos o tempo todo, mas temos pouquíssima preocupação com a eficiência. Fazer mais com menos, é obvio. Fazer mais do que foi feito com menos é um desafio social brasileiro e tem que ser enfrentado.”

Um dilema, segundo ele, é a falta de verba. “Dinheiro federal não tem mais. Dinheiro dos estados, difícil. E os municípios, principalmente os de médio e grande porte do país, estão chegando ao limite de sua capacidade, próximo dos 20%, 30% de seu orçamento com saúde, quando eles têm que fazer outras coisas, como educação.”

Segundo ele, não se enfrenta esse desafio sem abrir uma discussão com a sociedade. E a universidade tem papel fundamental, porque é desprovida de ritos corporativos, com seus interesses financeiros. “Nós temos de melhorar a qualidade do debate na saúde. Eu acho que este é o momento da reforma brasileira, do enfrentamento de uma necessidade de melhorar o debate para conseguir constituir de maneira mais adequada o futuro que nós queremos para o nosso sistema de saúde que, sem dúvida, é um elemento fundamental para construir nosso futuro”, finalizou.

Ao final da palestra, aconteceu um debate coordenado pelo dr. Rubens Belfort Jr., com a participação dos drs. Antonio Carlos Lopes, diretor da Escola Paulista de Medicina; Lucila Amaral Carneiro Vianna, diretora da Escola Paulista de Enfermagem; Paulo Augusto de Lima Pontes, diretor acadêmico do campus São Paulo/Unifesp; e Luiz Roberto Ramos, chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.

A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês é uma Instituição Filantrópica Brasileira que desenvolve ações integradas de assistência social, de saúde, de ensino e de pesquisa.

 
Dr. Gonzalo Vecina, superintendente do Hospital Sírio-Libanês
 
Dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM
 
Dra. Lucila Amaral Carneiro Vianna, diretora da Escola Paulista de Enfermagem – Unifesp, dr. Luiz Roberto Ramos, chefe do Departamento de Medicina Preventiva – Unifesp, dr. Gonzalo Vecina, dr. Paulo Augusto de Lima Pontes, diretor acadêmico do campus São Paulo – Unifesp, e dr. Antonio Carlos Lopes, diretor da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP
 
 

26/04/2011

Conferência SPDM
Joelmir Beting

Tema: “Economia em Saúde”

A conferência SPDM de março foi ministrada pelo jornalista Joelmir Beting, que abordou o tema “Economia em saúde”. Com seu habitual didatismo, o jornalista falou sobre o momento de prosperidade que o Brasil vive em todas as áreas de atividade – da área agrícola à da saúde –, com significativo crescimento e aumento do interesse de outros países, em especial pelos seus recursos naturais renováveis. Passou também por temas gerais, como dívida pública, concentração de renda, carga tributária, taxa de juros, câmbio e inflação, entre outros.

 
Joelmir Beting
 
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