MATÉRIAS

Muito trabalho e bons resultados marcam a atuação da SPDM na microrregião Vila Maria/Vila Guilherme

Desde março de 2008, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina gerencia as unidades de saúde da área de abrangência da Supervisão Técnica de Saúde Vila Maria/Vila Guilherme, que compreende os distritos administrativos dos bairros Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros, situados na zona norte de São Paulo, conhecida como “microrregião”. Esse núcleo de atendimento foi formado com o objetivo de melhorar a assistência aos moradores da região, através da integração entre a atenção básica, ambulatorial e hospitalar, num projeto inovador de gestão pública. “Este projeto busca garantir a regionalização e a hierarquização dos serviços de saúde, através de um sistema regulatório que facilite a referência e a contrarreferência entre os diversos níveis de atenção”, diz o dr. João Ladislau Rosa, responsável pela área.

Ele conta que, assim que assumiu a microrregião, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a SPDM se dedicou a uma análise detalhada da área e de seus habitantes. “Naquele momento, nos dedicamos ao estudo do perfil da população, dos indicadores de saúde e da infraestrutura e do saneamento básico da região”, conta o dr. Ladislau. “Na época, assumimos três unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e uma unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), com 140 colaboradores da SPDM. As outras unidades sob administração direta da SMS contavam com 510 servidores públicos. No momento, toda a atenção básica da microrregião conta com 1.140 colaboradores da SPDM e 283 públicos; destes, 230 são médicos de diversas especialidades.”

Atualmente, a SPDM administra 12 Unidades Básicas de Saúde (UBS), três unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), uma Assistência Médica Ambulatorial de Especialidades (AMA-E); sendo duas UBS com estratégia Saúde da Família (PSF), uma UBS com Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), uma UBS com Unidade de Referência em Saúde do Idoso (Ursi) e com Núcleo Integrado de Reabilitação (NIR), uma unidade com Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), uma unidade com Assistência Domiciliar (UAD) e um Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Caps). Com a ampliação do número de unidades, de profissionais e de especialidades atendidas, a oferta de serviços prestados aumentou muito, principalmente na área de especialidades.

Além de promover significativa melhoria no acesso aos serviços de atenção à saúde, a microrregião contribui para a capacitação dos recursos humanos da região, em consonância com as diretrizes da Secretaria Municipal de Saúde, seguindo os preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Lei Federal 10.216/2001.

Próximos passos - “Nossa próxima empreitada será levar as unidades para mais perto dos usuários e criar um serviço telefônico para lembrá-los de suas consultas (já existente em algumas unidades). Além de nos ajudar a saber por que eles faltam nas consultas, essa medida deverá gerar uma economia muito grande para os cofres públicos, com a redução do absenteísmo, causando importante impacto na atenção à população”, explica Ladislau. “Também pretendemos, se possível, ampliar os horários de atendimento, para facilitar a vida dos trabalhadores que têm dificuldade de procurar atendimento no horário comercial.”

Outra ação que tem gerado impacto positivo são as visitas de busca ativa na região, para identificar os problemas de saúde mais frequentes, de acordo com a área de influência de cada unidade. “Já visitamos 62.666 residências e cadastramos 73.602 pessoas (40% das casas estavam fechadas). Nossos profissionais fazem exames rápidos, como medida da pressão arterial e glicosimetria com ponta de dedo, e, havendo necessidade, as pessoas são encaminhadas para uma consulta na UBS mais próxima ou para uma AMA.

Para o ano de 2012 está prevista mais uma etapa de ampliação dos serviços prestados à população local, com a abertura de um Caps-Adulto e de uma UBS no Jardim Julieta, área próxima ao terminal de cargas da rodovia Fernão Dias, totalmente desprovida de serviços de saúde. “Com essas inaugurações, será atendida uma antiga ‘luta’ dos moradores pela abertura de uma unidade básica”, diz Ladislau.

 
 
 
   

Hospital São Paulo/HU/SPDM/EPM implanta programa Cirurgia Segura

O Hospital São Paulo deu início a um importante projeto para aumentar a segurança do paciente cirúrgico, denominado Cirurgia Segura. O foco central é a utilização de um instrumento de checagem, uma lista de averiguação ou check-list, que antecipadamente confere as várias etapas do período perioperatório – antes, durante e depois da cirurgia –, para evitar intercorrências e eventos adversos que possam levar a complicações, desde as infecciosas até o aumento do período de internação e mesmo o óbito.

O check-list será adotado em todas as cirurgias e nos procedimentos terapêuticos invasivos não cirúrgicos, como os realizados na hemodinâmica. A dra. Rita Rodrigues, responsável pela implantação do programa no HSP, informa que muitos processos contemplados no check-list já fazem parte da rotina da instituição, mas agora serão padronizados e atualizados de acordo com as recomendações da World Health Organization (WHO). “Agora, os profissionais seguirão um protocolo adotado mundialmente.”

Segundo ela, tudo isso faz parte de uma atitude segura, movimento que deve ser disseminado e institucionalizado, pois “onde tem segurança tem qualidade”. O uso do check-list envolve mudanças no sistema e no comportamento de todo o time cirúrgico. Todas as tarefas e procedimentos têm de ser desenvolvidos e realizados, antecipando e minimizando a possibilidade da ocorrência de erros. “O erro não é da pessoa, é do processo, do sistema; portanto, providências devem ser tomadas antes que o erro e o dano aconteçam.”

O projeto, que está em fase final de elaboração, será implantado inicialmente em quatro disciplinas previamente selecionadas, num piloto com dois meses de duração. A próxima etapa será uma campanha de sensibilização dos médicos, para que todos entendam as vantagens e os benefícios da implantação do protocolo de cirurgia segura. “Estamos prevendo o início para março de 2012”, informa a especialista.

No Hospital São Paulo/HU/SPDM, são realizadas mensalmente cerca de 1.700 cirurgias de diversas especialidades, tanto nas 21 salas do seu centro cirúrgico do 5º andar quanto naquelas localizadas na Casa da Mão e da Oftalmologia. “Esse trabalho não será estanque. Ao contrário, será constante e dinâmico, com monitoramento e controle dos resultados obtidos, antes e depois da implantação, para promover a melhoria contínua dos processos envolvidos no período perioperatório do paciente”, finaliza a dra. Rita.

Aliança Mundial para Segurança do Paciente - Há anos tiveram início vários projetos em todo o mundo para aumentar a segurança e diminuir a morbidade e a mortalidade dos pacientes cirúrgicos. Estima-se que ocorram no mundo 234 milhões de cirurgias por ano, das quais 7 milhões evoluem com complicações, com 1 milhão de mortes. Pelo menos 50% dessas complicações podem ser evitadas. Em 2008, a WHO lançou um check-list de averiguação reunindo 19 itens considerados essenciais para serem observados antes, durante e depois das cirurgias, com o objetivo de diminuir a morbimortalidade operatória.
   

Congresso confirma vanguarda do Hospital São Paulo/HU/SPDM e da EPM em cirurgia cardíaca

Entre os dias 2 e 3 de dezembro de 2011, aconteceu em São Paulo o V Simpósio Internacional de Novas Habilidades em Cirurgia Cardíaca, com a participação de oito convidados internacionais e de cerca de 300 dos mais renomados especialistas da cardiologia nacional e internacional. “Foi uma grande responsabilidade organizar este simpósio sobre as mais novas e avançadas técnicas cirúrgicas.” Com essas palavras, o dr. Enio Buffolo deu início ao simpósio, que abordou temas como cirurgia cardíaca minimamente invasiva, próteses valvulares inseridas através de cateter, tratamento cirúrgico da fibrilação atrial, stents de aorta, modelos de coração artificial e suas aplicações e terapias gênica e celular, entre outros.

A abertura do evento contou com a presença de diversas personalidades, entre elas o representante da Sony mundial, Izumi Nakajima, que fez uma demonstração de equipamentos com tecnologia digital que serão utilizados nas cirurgias cardíacas do futuro. Também foi prestigiada, entre outros, por José Bonifácio “Boni” de Oliveira Sobrinho e pelo dr. Walter Albertoni, reitor da Unifesp, que desejou boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância do simpósio para a cardiologia mundial.

O evento, organizado pela equipe de cirurgia cardiovascular do Hospital São Paulo/EPM/Unifesp, foi ilustrado com procedimentos ao vivo – em alta definição, transmitidos diretamente do centro cirúrgico da instituição, com interatividade entre o público presente e os cirurgiões. Também foi transmitido, via satélite, para todo o Brasil e para diversos países, dos Estados Unidos ao sul da Argentina. No encerramento, cada um dos palestrantes teve a oportunidade de fazer um exercício de futurologia, falando sobre o que está para acontecer em sua área de atuação, durante o módulo “O futuro da cirurgia cardíaca em 10 minutos”.

Na opinião do dr. Buffolo, esse evento confirmou a vanguarda do Hospital São Paulo/HU/SPDM e da Escola Paulista de Medicina (EPM) em cirurgia cardíaca. “Somos formadores de opinião nas diferentes áreas da cardiologia. Além de apresentar tecnologia de ponta e técnicas cirúrgicas revolucionárias, mostramos tudo que é possível realizar com determinação num hospital universitário, mesmo sem recursos estratosféricos.”

   

SPDM promove 2º Fórum de Recursos Humanos e celebra benchmarking entre instituições de saúde

Nos dias 23 e 24 de novembro, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina realizou a segunda edição do Fórum de Recursos Humanos, com o tema “Gestão de pessoas – a visão do futuro no cenário brasileiro das instituições de saúde”. O encontro possibilitou ampla discussão sobre cenários do presente e do futuro na gestão de recursos humanos.

A área da saúde está passando por um processo de ampliação e busca de excelência de qualidade, com especial participação de seus colaboradores, que precisam estar constantemente atualizados e em sintonia com a cultura das instituições, para garantir maior eficiência dos serviços prestados, e nesse cenário o RH assume papel de destaque, como relata o dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM: “O RH é fundamental para a SPDM e para todas as instituições de saúde, assim como a tecnologia da comunicação, porque lidamos com gente. Cada vez mais, vivemos mais e a tecnologia dura menos. Mais importante do que trabalhar no melhor lugar do mundo é trabalhar num lugar onde todos se dão bem e são felizes.”

Durante os dois dias do encontro foram discutidos temas como cenário brasileiro, cultura organizacional, remuneração estratégica, indicadores institucionais e diversidade, entre outros. Esses temas proporcionaram mais do que simples apresentações, mas um benchmarking, como era de fato a proposta do encontro, que já colhe os frutos e planeja a próxima edição. Segundo Claudio Yoem, gestor de recursos humanos da SPDM, na avaliação da maioria dos participantes esse tipo de evento tem de ter continuidade, pois é de grande valia para seu dia a dia, devido à possibilidade de aproveitamento das informações na prática. “Eles conseguem voltar para suas respectivas instituições com uma visão otimizada da gestão de RH e aplicar as informações absorvidas.”

O evento contou com a presença de profissionais de RH de diversas instituições de saúde públicas e privadas, somando a participação de 168 profissionais e 38 instituições, e com transmissão para 24 pontos da rede Educasus.
 

SPDM na 1ª Conferência Latino-Americana de Hospitais pela Saúde Ambiental

Em outubro, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina marcou presença na 1ª Conferência Latino-Americana de Hospitais pela Saúde Ambiental, na Argentina, representada pela gerente de hotelaria Maria Olívia Lenharo Nishidate e pelo engenheiro ambiental Jonas Age Saide Scwartzman, da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM, que apresentaram dois cases – um sobre o gerenciamento de resíduos da Radiologia e outro sobre as dificuldades de implantação da compostagem. Além disso, foi apresentado um pôster sobre a gestão ambiental na instituição.

A iniciativa, da Health Care Without Harm (Saúde sem Dano), contou com a participação de profissionais de saúde e ONGs, bem como de representantes dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente da Argentina e de outros países latino-americanos. Os principais eixos temáticos do evento foram:
 
impactos das alterações ambientais sobre a saúde humana;
experiências concretas de hospitais da região e do resto do mundo para diminuir o impacto ambiental de suas atividades;
iniciativas de grandes e pequenos estabelecimentos de saúde para melhorar a saúde ambiental de sua comunidade;
a necessidade de que governos, profissionais e instituições de saúde adotem um papel de liderança na promoção da saúde ambiental.
 
Tradição em sustentabilidade – A SPDM tem forte atuação na área ambiental, por meio de projetos como coleta seletiva de pilhas, baterias e chapas de raio X, eliminação de mercúrio, plano de gerenciamento de resíduos, plantio de árvores, doação de mudas de árvores para parturientes, oficinas de educação ambiental e de materiais recicláveis, entre outros. Desde 2008, participa da organização do Seminário Hospitais Saudáveis, em parceria com a organização Saúde sem Dano, o Centro de Vigilância Sanitária e a Unifesp. Além disso, algumas de suas unidades já receberam o Prêmio Amigo do Meio Ambiente, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Saúde sem Dano – A organização Saúde sem Dano é uma coalizão internacional de hospitais e sistemas de saúde, profissionais da saúde, grupos da comunidade, sindicatos e organizações ambientalistas que se propõem a transformar mundialmente o setor de cuidado à saúde, sem comprometer a segurança ou o cuidado do paciente, para que seja ecologicamente sustentável e deixe de ser uma fonte de dano para a população e o meio ambiente. Sua principal bandeira é a eliminação do mercúrio no setor de saúde. No Brasil, a organização é representada pela Associação Civil Projeto Hospitais Saudáveis.
 
   

Inovação e parcerias bem-sucedidas marcam IV Encontro de Humanização do HSP/HU/SPDM/EPM

No início de novembro, o anfiteatro da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina foi palco do IV Encontro de Humanização do Hospital São Paulo/SPDM/Unifesp. Com o tema “Trocando experiências – compartilhando resultados na área de saúde”, o evento mostrou como a humanização agrega valor às instituições de saúde.

Participaram da sessão de abertura a profa. dra. Isabel Cristina Kowal Olm Cunha, chefe do Departamento de Administração e Saúde Coletiva da Escola Paulista de Enfermagem/Unifesp, o prof. dr. José Roberto Ferraro, superintendente do HSP, Elizabeth Akemi Nishio, coordenadora corporativa das diretorias de enfermagem das Instituições Afiliadas/SPDM, Rosineia Fracasso Gil, coordenadora administrativa do Programa de Atenção e Saúde da Família/SPDM, o prof. dr. Carlos Garcia Oliva, superintendente financeiro da SPDM, e a prof. dra. Maria Isabel Sampaio Carmagnani, diretora de enfermagem do HSP e coordenadora do evento. Entre os diversos temas abordados pelos membros dessa primeira mesa, a importância da humanização no processo de cura dos pacientes e o papel de cada um de nós nesse longo processo foram os grandes destaques.

Em seguida, o evento contou com a apresentação de flashes dos projetos Imagem Mágica e Projeto Amicão, que exemplificam o sucesso do grupo de humanização do Hospital São Paulo. Ainda no período da manhã, coube ao jornalista Heródoto Barbeiro falar sobre a humanização nos meios de comunicação.

Já as trocas de experiências entre as diversas instituições participantes foram celebradas durante as mesas-redondas sobre os temas “Classificação de risco” e “Cuidando de quem cuida”, que abordaram as melhorias de toda a rede de saúde na busca da excelência no atendimento aos pacientes, bem como a preocupação com a qualidade de vida dos cuidadores.

Foram apresentados ainda os flashes Xô Burnout, Tai Ji Quan e Canto Cidadão, que propiciaram momentos de descontração e reflexão, contribuindo para o sucesso da iniciativa, como ressalta a profa. Maria Isabel Carmagnani: “Estamos muito satisfeitos com os resultados desse evento, que superou nossas expectativas, com a presença de cerca de 150 participantes de diversas instituições, evidenciando que todos estão engajados com a humanização na área da saúde”.
   

Ação contra a cegueira infantil

Os Departamentos de Pediatria e de Oftalmologia do Hospital São Paulo/HU/EPM/Unifesp se uniram para intensificar as ações contra a cegueira infantil. Recentemente, foi inaugurado um consultório oftalmológico no Ambulatório de Prematuros da disciplina de pediatria neonatal, patrocinado e em parceria com o Hospital e Maternidade Santa Joana. O objetivo da iniciativa é otimizar o diagnóstico e o tratamento de problemas visuais decorrentes da prematuridade.

A prematuridade é um problema de saúde pública, que aumenta a cada dia devido a uma série de fatores, como o aperfeiçoamento das técnicas de fertilização assistida, o aumento das gestações múltiplas, doenças durante a gestação e deficiências de pré-natal, entre outros. No Brasil, entre os nascidos vivos, 8% são prematuros, que podem ter diversos tipo de sequelas, entre elas a retinopatia da prematuridade (ROP). “Anualmente, cerca de 500 mil crianças ficam cegas no mundo, mais da metade devido a causas evitáveis, como a retinopatia da prematuridade”, alerta a dra. Nilva Morais, da oftalmologia do HSP/HU/EPM/Unifesp.

O diagnóstico e o tratamento precoces da retinopatia da prematuridade devem ser feitos na unidade de cuidado intensivo neonatal. No entanto, após a alta hospitalar, o prematuro necessita de acompanhamento oftalmológico cuidadoso, já que existe risco elevado de estrabismo, miopia e deslocamento da retina.

Ambulatório de Prematuros - Com 30 anos de existência, segundo o dr. Benjamim Israel Kopelman, o Ambulatório de Prematuros do HSP/HU/EPM/Unifesp atende crianças nascidas nos hospitais São Paulo, Vila Maria e Estadual de Diadema, administrados pela SPDM. Atualmente, 900 pacientes de até 20 anos de idade recebem atendimento multidisciplinar – com pediatra, neonatologista, neurologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, dentista, dermatologista, oftalmologista e assistente social. Além disso, os pacientes e seus familiares recebem apoio social da ONG Viver e Sorrir.

Esse modelo de acompanhamento ambulatorial é único no país e propicia atendimento integrado, beneficiando crianças e adolescentes. “Com a inauguração do consultório oftalmológico teremos mais um grupo de profissionais totalmente integrados a esse acompanhamento, trabalhando para a promoção da saúde e do bem-estar do prematuro”, conta a dra. Ana Lucia Goulart, responsável pelo serviço.

   

Grupo trabalha na prevenção de úlceras por pressão no Hospital São Paulo/HU/SPDM/EPM

Por se tratar de uma instituição de grande porte e de alta complexidade – com 752 leitos constantemente ocupados por uma maioria de pacientes críticos –, o Hospital São Paulo/HU/SPDM mantém um grupo de profissionais especializados em feridas. Formado em 1997, o Grupo de Prevenção e Tratamento de Feridas e Cuidados com Estomas (Getrafe) do Hospital São Paulo conta com 16 enfermeiros, que atuam na prevenção, no tratamento e na orientação pós-alta de pacientes e familiares.

Segundo a enfermeira Leila Blanes, coordenadora do grupo, a úlcera por pressão (UP) é uma das principais complicações que acometem pacientes críticos hospitalizados, em especial portadores de doenças crônicas, de afecções neurológicas sérias ou traumas e os submetidos a grandes procedimentos cirúrgicos, bem como idosos e acamados por longos períodos. Ela explica que as UPs constituem um sério problema para as instituições, para os pacientes e seus familiares. “A sua incidência prolonga a hospitalização, dificultando a recuperação do paciente e aumentando o risco para o desenvolvimento de outras complicações, como infecção e osteomielite. Por isso, a diretoria de enfermagem do Hospital São Paulo investe em campanhas de conscientização e na capacitação de pessoal para tratamento desses pacientes.”

A especialista relata que o trabalho tem alcançado excelentes resultados, pois a ocorrência de feridas está em franca redução. “Atualmente, nosso índice de prevalência está em torno de 10%, abaixo dos índices internacionais, que se situam entre 12% e 14%.”

 
   

Hospital administrado pela SPDM recebe certificação ONA II

O Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran, administrado pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, venceu mais uma etapa da sua busca pela excelência de qualidade, com a acreditação ONA II. A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é uma organização não governamental que tem por objetivo geral promover a implantação de um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos serviços de saúde, permitindo o aprimoramento contínuo da atenção, de forma a melhorar a qualidade da assistência, em todas as organizações prestadoras de serviços de saúde do país.

Nas palavras do superintendente da instituição, dr. Jorge Salomão, desde o início de suas atividades, em 2008, o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran se inseriu no sistema loco - regional de saúde na busca da construção coletiva de uma saúde pública digna, com qualidade e compromisso social. Nesse período, a instituição passou por um grande processo de amadurecimento organizacional com a consolidação de práticas de excelência operacional e segurança do paciente, o que culminou com a sua inclusão na lista dos dez melhores hospitais-maternidade públicos do estado de São Paulo, segundo pesquisa elaborada pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo com usuários do SUS, e posteriormente com a acreditação plena pela ONA. “Entendemos que a certificação é consequência da busca contínua pela qualidade, e não um simples título para pendurar na parede; já estamos em processo para a obtenção do nível III (excelência) e, posteriormente, da Acreditação Internacional Canadense”, conclui.
 
 
Dr. Maurício Tundisi, secretário da Saúde de Barueri, dr. Jorge Salomão, superintendente do Hospital Municipal de Barueri, dr. Rubens Covello, diretor-presidente do Instituto Qualisa de Gestão
   

Evidências práticas para a vida real - Centro Cochrane do Brasil

Fisioterapia pulmonar é efetiva após exacerbação de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
 
 
Questão clínica
 
 
A fisioterapia pulmonar após exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica é efetiva?
 
 
Contexto
 
 
 
A fisioterapia pulmonar tem se tornado uma peça-chave no tratamento de pacientes com DPOC estável. Revisões sistemáticas têm demonstrado importantes e amplos efeitos clínicos dessa intervenção. Em pacientes com DPOC instável que apresentaram episódio de exacerbação recente, entretanto, o efeito da fisioterapia pulmonar era menos conhecido.
 
 
Resultados
 
 
 
Comparada ao cuidado básico padrão sem fisioterapia, a fisioterapia pulmonar reduziu a frequência de hospitalização em um período superior a 34 semanas (NNT* 3) e a mortalidade em 107 semanas (NNT 6). As medidas de qualidade de vida, como dispneia, fadiga e estado emocional, e a capacidade de exercício também apresentaram melhora. Não há relatos de efeitos adversos.

*NNT = número necessário de tratamento para beneficiar um indivíduo.
 
 
Pontos importantes
 
 
 
A avaliação dos grupos comparados nos estudos não era cega. Isso pode ter introduzido um viés para desfechos subjetivos como a qualidade de vida, mas é menos provável que tenha influenciado desfechos como mortalidade e internações. Outra limitação é o pequeno número de pacientes avaliados nos estudos e a qualidade desses estudos.
 
 
Revisão sistemática Cochrane
 
 
 
Puhan M et al. Pulmonary rehabilitation following exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Cochrane Reviews 2009. Issue 1. Article No. CD005305. DOI:10.1002/14651858. CD005305.pub2. Essa revisão incluiu seis estudos com 219 participantes.
 
   

BOHSP realizou treinamento em doação de tecidos oculares para enfermeiros de Hospitais Afiliados da SPDM

Com o objetivo de promover a cultura da doação e estimular a captação dos tecidos oculares, a equipe do Banco de Olhos do Hospital São Paulo/SPDM/EPM, apoiada pelo Departamento de Oftalmologia e pelo Dr. Nacime Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM, realizou em novembro módulo teórico do curso básico em doação/captação de tecidos oculares para três Hospitais Associados da SPDM (Pimentas Bonsucesso de Guarulhos, Pirajussara e Vila Maria).

No curso foram apresentados temas como “Legislação pertinente”, “Conceito de morte encefálica”, “Importância da seleção do doador”, “Análise do prontuário”, “Exame físico”, “Entrevista familiar”, “Coleta e transporte dos tecidos oculares e amostras sanguíneas”. Compareceram profissionais da área de enfermagem daqueles hospitais. “Com isso pretendemos conscientizar e ter auxílio desses profissionais no processo de levar a visão a pacientes que necessitam de transplante de córnea,” diz a dra. Consuelo Adan, diretora médica do BOHSP.

Fonte: Notícias da Oftalmo

   

Fórum Brasilianas discute gestão pública da saúde na sede da SPDM

No dia 29 de novembro, o 18º Fórum de Debates Brasilianas.org discutiu a gestão pública da saúde. O evento, promovido pela Dinheiro Vivo Agência de Informações aconteceu na sede da SPDM – Associação Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina e abordou temas como: a regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e os consórcios, o financiamento da saúde pública, a Farmácia Popular e os investimentos em tecnologia e novos procedimentos.

Participaram do seminário grandes nomes, como: Maurício Rodrigues Botelho, subsecretário de Políticas e Ações de Saúde da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Mario Reali, prefeito de Diadema e vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos para assuntos de consórcios, José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde, José Luiz Spigolon, superintendente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, José Miguel do Nascimento, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, e Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM.

Coube a Belfort a missão de falar sobre os investimentos em tecnologia e novos procedimentos. Para ele, a sociedade moderna precisa cada vez mais de inovação e de entidades capazes de ajudar na gestão pública da saúde: “Acredito no papel das organizações sociais na gestão pública da saúde, complementando e ajudando a atingir objetivos para o bem comum da sociedade”. O presidente da SPDM lembrou que a tecnologia humana ainda é a mais importante, e que cada vez mais é necessário investir na formação de equipes multidisciplinares: “Em 20 anos, nós teremos excelentes profissionais atuando aos 80 anos de idade, por isso é necessário discutir como inovar no preparo das pessoas”.

   

Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina / Hospital São Paulo / HU / UNIFESP realizou o XIII Research Days

O Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina/Hospital São Paulo/Unifesp encerrou 2011 com a 13ª edição do Research Days, tradicional evento que tem como objetivo estimular a produção científica em oftalmologia. Foram dois dias de imersão em pesquisa, totalmente em inglês, com a apresentação de temas livres e de pôsteres e a participação de convidados internacionais e nacionais "experts" em pesquisa clínica, que participaram de palestras e da discussão dos trabalhos apresentados, juntamente com o corpo docente da Unifesp. Ao final do evento, vários trabalhos foram premiados. A vencedora do prêmio "Rubens Belfort Mattos" – um dos mais importantes do evento – foi a dra. Renata Nunes Portella, pela apresentação do trabalho “A study on the cost-effectiveness of the anti-VEGF treatments for age-related macular degeneration”.

Todos os alunos de graduação em medicina e tecnologia oftálmica, residentes, pós-graduandos e professores envolvidos participaram, em mais de 131 pesquisas.

 
   

Aconteceu na SPDM

1/11/2011

Conferência "Propostas Prioritárias do Ministério da Saúde"

Dr. Helvécio Miranda Magalhães Jr.
– Secretário da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde

No mês de novembro, a Conferência SPDM “Propostas prioritárias do Ministério da Saúde” foi proferida pelo dr. Helvécio Magalhães Jr., secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. Coube ao secretário a importante tarefa de relatar os grandes desafios e as propostas de melhorias da saúde no Brasil.

Entre os diversos desafios enfrentados pelo Ministério da Saúde, as doenças crônicas ganham grande ênfase na visão do dr. Magalhães, por exigirem diagnóstico precoce e cuidados constantes, sem deixar de lado a importância da promoção à saúde e a prevenção dos fatores de risco, bem como a melhoria do acesso, a qualidade do atendimento e a formação de equipes multidisciplinares.

Ao apresentar as propostas prioritárias, Magalhães destacou que, em 2012, 100% dos recursos estarão no campo da atenção básica, com maior foco nas seguintes áreas: neonatal e obstétrica, urgência e emergência, atenção psicossocial (combate à dependência química) e oncologia (principalmente câncer de mama e do colo do útero). Ele também defendeu a criação de parcerias claras com universidades públicas e privadas e com organizações sociais, com o objetivo de promover melhorias na saúde para todos.

 
Dr. Helvécio Miranda Magalhães Júnior, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde
Dr. José Luiz Gomes do Amaral, vice-presidente da SPDM e presidente da Associação Médica Mundial
Dr. Flávio Faloppa, presidente do Conselho Gestor do Hospital São Paulo/HU/SPDM, dr. Helvécio Miranda Magalhães Júnior, dr. José Roberto Ferraro, superintendente do Hospital São Paulo/HU/SPDM, dr. José Luiz Gomes do Amaral, dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM.
   
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