MATÉRIAS

Hospital São Paulo/HU/SPDM inaugura novas instalações da Unidade de Hematologia e Transplante de Medula Óssea

No dia 12 de abril o Hospital São Paulo inaugurou a Unidade de Hematologia e Transplante de Medula Óssea. A área tem 440 metros quadrados e foi totalmente reformada e modernizada graças à parceria da instituição com a Fundação Salvador Arena, que investiu R$ 1,2 milhão no projeto de reforma. A nova unidade atende a todas as normas vigentes e segue altíssimo padrão de qualidade, com oito leitos de transplante e dez de hematologia. “A unidade mostra realidade bem diferente da enfrentada na ocasião de sua inauguração, em 1993, quando contava com apenas um leito”, conta o prof. dr. José Roberto Ferraro, superintendente do Hospital São Paulo.

Para Ferraro, mudanças como essa são necessárias para a garantia de qualidade no atendimento. “Essas parcerias público-privadas precisam continuar para que a gente consiga manter a qualidade do serviço prestado.” Opinião também compartilhada pelo prof. dr. José Salvador Rodrigues, chefe de transplante de medula óssea: “Se tivéssemos mais empresários com o espírito da Termomecânica, o país seria outro; aqui nós temos somados esforços da instituição e da iniciativa privada proporcionando uma nova unidade que oferecerá os mesmos recursos oferecidos pelos hospitais privados, e isso para nós é uma honra”.

Para Regina Celi Venâncio, presidente da Fundação Salvador Arena, a população será a grande beneficiada por essa parceria: “Essa conquista certamente garantirá acesso democrático da população aos mais sofisticados serviços de saúde do Hospital São Paulo, que é amplamente reconhecido pela sociedade brasileira como um dos melhores do país”.

O prof. dr. Walter Manna Albertoni, reitor da Unifesp, credita o sucesso do momento à parceria entre o Hospital São Paulo, a SPDM e a Unifesp: “A parceria com a SPDM e a Universidade Federal de São Paulo foi fundamental para o resgate e a transformação deste hospital no que vocês estão vendo aqui hoje, moderno, humano e a serviço de todos”.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que também esteve presente na cerimônia, destacou a importância do momento para a medicina e para a cidade de São Paulo. “Eu quero agradecer em nome da cidade de São Paulo e do nosso país pela generosidade, pela solidariedade e pela excelência dos serviços aqui prestados. Para nós, é gratificante participar de algo tão importante para a evolução da medicina na nossa cidade.”

O evento contou também com a presença de outras autoridades, como o prof. José Orlando Bordim, chefe do Departamento de Oncologia da Escola Paulista de Medicina, o dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM, o prof. Flávio Faloppa, presidente do Conselho Gestor do HSP, o prof. Paulo Pontes, diretor do campus São Paulo, o dr. Antonio Carlos Lopes, diretor da Escola Paulista de Medicina, e o deputado Walter Feldman, entre outras.

   

SPDM une-se a grandes instituições e realiza seminário sobre saúde livre de mercúrio

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, através do Hospital e Maternidade Odelmo Leão, em conjunto com o Projeto Hospitais Saudáveis, a ONG Saúde sem Dano e a Secretaria Municipal de Uberlândia, promoveu no dia 21 de março, no Auditório Cícero Diniz, localizado no Centro Administrativo Virgílio Galassi, em Uberlândia, o seminário “Assistência à saúde livre de mercúrio”, com o objetivo de sensibilizar e preparar o setor de saúde para o desafio do banimento do mercúrio em suas atividades. Além da presença de representantes das instituições promotoras, o evento contou com a participação de diversos palestrantes, entre eles o dr. Gladstone Rodrigues da Cunha Filho, secretário municipal da Saúde de Uberlândia. Cerca de 135 pessoas, entre administradores e profissionais da área de saúde, estiveram presentes no seminário.

A SPDM aderiu à campanha “Assistência à saúde livre de mercúrio” e, desde 2001, deixou de usar termômetros e esfigmomanômetros de mercúrio. Segundo Jonas Age Saide Schwartzman, engenheiro ambiental da rede de Unidades Afiliadas da SPDM e um dos organizadores do evento, o setor de saúde tem papel importante no esforço mundial para a eliminação do mercúrio. “O uso de termômetros e esfigmomanômetros deve ser erradicado, pois tanto as quebras como os procedimentos de manutenção desses dispositivos resultam em um paradoxo no qual o cuidado à saúde contribui para a deterioração ambiental e para novos riscos à saúde.” O evento mostrou que, além de contribuir para melhoria do meio ambiente, a eliminação do mercúrio colabora também para a sustentabilidade financeira das instituições.

“Atualmente, na assistência à saúde, existem alternativas mais seguras, precisas e sustentáveis, inclusive do ponto de vista financeiro, para substituir os dispositivos que contêm mercúrio, como os termômetros digitais”, completa Maria Olivia Lenharo Nishidate, gerente de hotelaria da SPDM.

As parceiras
O Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) é uma organização não governamental que reúne profissionais de saúde, ambientalistas e pesquisadores nas áreas de saúde ambiental, ocupacional e de gestão de serviços e sistemas de saúde em prol de um setor de saúde que seja exemplo em termos de proteção à saúde e ao meio ambiente.

O Saúde sem Dano (SSD) é uma organização internacional responsável pelo programa Mercury-Free Health Care, desenvolvido em parceria com a Organização Mundial de Saúde, que visa à substituição de dispositivos com mercúrio no setor de saúde em todo o mundo.
   

PAIS*/SPDM assume gestão da AMA Especialidades Jardim Guairacá

O Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS)/SPDM assumiu recentemente a gestão da terceira AMA Especialidades. Trata-se da AMA-E Jardim Guairacá, na Vila Prudente, região densamente habitada, com cerca de 531.800 habitantes. “Nós já tínhamos as AMAs Especialidades Perus e Tietê, e agora passamos a administrar a do Jardim Guairacá, que fica na Vila Prudente, próximo à nossa microrregião Aricanduva/ Sapopemba/ São Mateus”, explica o dr. Mário Silva Monteiro, superintendente do PAIS.

A AMA-E é um modelo de assistência médica ambulatorial que tem como objetivo ampliar o acesso da população a consultas de especialidades que contemplem agravos crônicos, além de oferecer serviços de apoio diagnóstico. Além das consultas com hora marcada, os pacientes têm a comodidade de agendar e realizar os exames necessários na própria unidade, que oferece os seguintes testes diagnósticos: ultrassonografia, ecocardiograma, holter, MAPA/ECG, eletroencefalograma, teste ergométrico e mapeamento de retina.

A unidade do Jardim Guairacá, com 50 médicos e 87 colaboradores, funciona de segunda a sábado, das 7 às 19 horas, com capacidade de realizar cerca de 6 mil consultas/mês de oito especialidades – cardiologia, endocrinologia, neurologia, oftalmologia, ortopedia, reumatologia, urologia e vascular. “A grande demanda da região é a ortopedia, principalmente por conta dos casos de dores nas costas, reabilitação de pós-operatório e problemas ortopédicos crônicos, como lesão de ligamento, comum nos praticantes de esportes como futebol e vôlei, que exige cirurgia”, conta o dr. Mário Silva Monteiro, superintendente do PAIS/SPDM.

*Mudança de nome
Foi oficializada a mudança de nome do Programa de Atenção Básica e Saúde da Família (PABSF) da SPDM, que passou a se chamar Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS), com a perspectiva de assistência nos diversos níveis. Segundo Monteiro, essa mudança está diretamente relacionada à ampliação da abrangência de atuação dessa superintendência para a área hospitalar. “Trata-se de uma adequação às nossas novas demandas. Hoje, além da nossa atuação na área de Saúde da Família, administramos vários outros programas e equipamentos, como UPAs, AMAs, Saúde no Esporte e Saúde Indígena. Em breve, também assumiremos a gestão de dois hospitais – o Hospital da Vila Carrão (zona leste de São Paulo) e uma maternidade em São João do Meriti (RJ).”
   

Gripe representa risco para portadores de insuficiência cardíaca

Os problemas causados pela gripe podem ir muito além do incômodo da tosse, da coriza, da dor no corpo e da febre. Estudo demonstra que uma simples gripe pode ter grande impacto para pacientes de risco, em especial os portadores de insuficiência cardíaca, que é uma doença crônica. Segundo o cardiologista Henrique Godoy, do Hospital São Paulo/SPDM, um dos autores do estudo, nos três primeiros dias de gripe aumentam em cinco vezes os casos de infarto. “A gripe em si não provoca um ataque cardíaco, mas pode agravar a situação de pacientes de risco, provocando a ruptura de vasos sanguíneos ou mesmo acelerando a formação de placas de colesterol e coágulos.”

O estudo, realizado entre os anos de 1999 e 2009, analisou todas as internações por doenças cardíacas – mais de 190 mil pacientes, em hospitais públicos de São Paulo – e chegou à conclusão de que ocorre um aumento de 20% no número de internações no período de inverno, principalmente entre os meses de julho e agosto, quando ocorre o pico da gripe. Por isso, o especialista recomenda que os cardiopatas consultem um cardiologista aos primeiros sinais de gripe, “para evitar o agravamento do quadro”.

Outra providência importante é a imunização contra influenza. “Além dos grupos de risco, como idosos, crianças e gestantes, os especialistas devem recomendar a vacina para todos os portadores de outras doenças crônicas, como enfisema, bronquite, asma, diabetes e insuficiência renal, entre outras”, completa a dra. Nancy Bellei, coordenadora do setor de viroses respiratórias do Hospital São Paulo/SPDM. “Existem evidências de que o paciente vacinado evolui bem melhor, com 50% a menos de casos de infarto”, finaliza Godoy, que iniciou um novo estudo sobre o tema.
   

SPDM vence chamamento público do Ministério da Saúde para atuar com a saúde indígena

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina atendeu a um chamamento público e assumiu a gestão de pessoal de 14 distritos sanitários especiais indígenas, em oito estados brasileiros, com a missão de recrutar, contratar e administrar equipes multiprofissionais de saúde e de saneamento básico, bem como apoiar a Secretaria de Saúde Indígena na capacitação dos novos colaboradores. Já se encontram em atividade 3.300 profissionais de diversos estados brasileiros.

A SPDM atuará nos estados do Acre, Mato Grosso, Pará, Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Rio de Janeiro. “Dos 34 distritos que faziam parte do edital, optamos por regiões que já conhecíamos de trabalhos anteriores, como em Mato Grosso e no Pará, onde trabalhamos com indígenas e outras comunidades locais, da cabeceira à foz do Rio Xingu”, explica o dr. Douglas Rodrigues, coordenador de saúde indígena/SPDM.

Para o dr. Douglas Rodrigues, a vasta experiência acumulada pela SPDM no Projeto Xingu e no campo da saúde indígena foi primordial para a decisão da instituição em atender ao chamamento público.

Para dar conta da demanda, foram contratados cerca de 3.300 novos colaboradores: “Fizemos um processo seletivo muito grande, que foi divulgado para o Brasil inteiro, através do nosso site. Além disso, utilizamos outros recursos de divulgação, como os sites dos conselhos regionais e dos próprios distritos sanitários. Foi garantida a consulta aos indígenas, como recomenda a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio da participação dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena no processo seletivo”, conta Rodrigues, que aproveita para agradecer a toda equipe SPDM envolvida no processo.

Outro grande desafio a ser enfrentado pelas equipes de atenção à saúde indígena é fazer com que os sistemas de cura da medicina tradicional indígena dialoguem com o sistema de atenção da biomedicina: “Nossa expertise mostra que não há dificuldade nesse processo; claro que é complexo, mas não é difícil. Todo esse conhecimento ancestral deve ser valorizado porque tem uma eficácia importante, nós aprendemos que interagir com esses cuidadores tradicionais facilita nosso trabalho de atenção básica, principalmente para ajudar no repasse de informações de cuidado”, pontua Rodrigues.

SPDM na saúde indígena
Desde 1965, quando teve início o Projeto Xingu, a SPDM é parceira da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, gerenciando recursos e possibilitando a contratação das equipes que atuam no projeto. Nesse ano, a EPM começou a enviar equipes de médicos e enfermeiros para a região do Xingu, além de disponibilizar o Hospital São Paulo para atendimentos e casos cirúrgicos mais específicos. A partir de 1990, o projeto deu início à formação de agentes de saúde e de auxiliares de enfermagem e gestores indígenas.

Além do Projeto Xingu, a SPDM gerencia o Programa de Atenção à Saúde Indígena, em diversos municípios, inclusive na capital paulista, onde presta assistência aos índios Guarani da Aldeia do Jaraguá e à comunidade Pankararu, seguindo os moldes do Programa de Saúde da Família, de acordo com as especificidades das comunidades indígenas.
   

SPDM assume gestão do AME Mogi das Cruzes

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina assumiu a gestão do Ambulatório Médico de Especialidades de Mogi das Cruzes (AME), inaugurado em março último pela Secretaria de Estado da Saúde no Jardim Santista, município de Mogi das Cruzes.

Com 2.550 metros quadrados de área construída e uma equipe multiprofissional composta de 160 colaboradores, o complexo médico tem capacidade para realizar até 3.500 consultas por mês em 14 especialidades, além de 4.700 exames de apoio diagnóstico eletivo e procedimentos de pequeno porte, previamente agendados.

O plano de trabalho elaborado pela SPDM em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde prevê crescimento gradativo do atendimento na unidade. Neste primeiro momento, o atendimento contempla cinco especialidades: cirurgia geral, vascular, oftalmologia, ortopedia e pequenas cirurgias. Nas etapas seguintes haverá inclusão das especialidades de cardiologia, dermatologia, otorrinolaringologia, urologia, neurologia, nefrologia, pneumologia, mastologia, proctologia e endocrinologia.

Além de Mogi das Cruzes, o AME atenderá pacientes de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano, com uma população estimada de 1,6 milhão de habitantes.
 
   

Projeto Rede – SPDM e Secretaria Municipal de Educação lançam cartilha de orientação para equipe escolar

O Projeto Rede e a Secretaria Municipal de Educação lançaram mais um livro para auxiliar no processo de educação inclusiva na cidade de São Paulo. Trata-se da cartilha Curso para Professores e Equipe Escolar. O livro, elaborado para ser um material de apoio aos cursos presenciais oferecidos pela SPDM à equipe escolar, conta quatro histórias reais, abordando de forma simples e esclarecedora as particularidades de cada deficiência, além de sugerir cuidados básicos e atividades de inclusão para cada criança. “O intuito do livro é aproximar as pessoas, amenizar o receio dos leigos em lidar com pessoas com deficiência. Por isso, nós buscamos contextualizar os participantes do curso à realidade, abordando o dia a dia de meninos e meninas portadores de necessidades especiais”, conta a dra. Yumi Kaneko, diretora técnica do Projeto Rede/SPDM.

Mesmo funcionando como um guia prático, a cartilha é apenas um complemento, portanto é fundamental que as equipes escolares continuem frequentando os cursos presenciais: “Sem dúvida, esse livro tem muitas informações, mas é apenas um complemento do curso presencial. Este sim é fundamental na formação da equipe escolar. Após o curso, esse material com certeza será de grande importância e funcionará como ferramenta básica, inclusive até para que surjam novos questionamentos”, ressalta a dra. Yumi.
 
   

AME São José recebe acreditação ONA II

No início de abril, mais uma unidade gerenciada pela SPDM recebeu a acreditação ONA II – focada em processos. Desta vez, foi a AME São José dos Campos, referência na região do Vale do Paraíba. Segundo o dr. Carlos Maganha, diretor técnico da unidade, o próximo passo é a busca da certificação nível III. “Agora, teremos mais um ano de trabalho para o amadurecimento dos processos e a integração das equipes, para então buscar a excelência.”

 
 
Inaugurado em junho de 2009, em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, o Ambulatório Médico de Especialidades de São José dos Campos é responsável pelo atendimento referenciado da população das cidades de São José dos Campos, Jacareí, Monteiro Lobato, Igaratá, Caçapava, Jambeiro, Santa Branca e Paraibuna. Com excelente infraestrutura – 27 consultórios, uma sala cirúrgica e atendimento em 16 especialidades médicas –, responde pela integração da rede de assistência básica, especializada e hospitalar da rede SUS na região. Mensalmente, realiza cerca de 20 mil atendimentos.
   

Prêmio SUS

Os drs. Marcelo M. Pinheiro, Edgard Torres R. Neto, Flávia S. Machado, Felipe Omura, Jacob Szejnfeld, Vera L. Szejnfeld, da disciplina de reumatologia e do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina/Hospital São Paulo/SPDM, foram os vencedores da décima edição do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS, na categoria Especialização/Residência Médica, com o trabalho “Desenvolvimento e validação de instrumento para identificação de mulheres com baixa densidade óssea e fraturas por baixo impacto”.

O prêmio é uma iniciativa do sistema de informações do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, que tem por objetivo valorizar os profissionais e suas pesquisas, indispensáveis para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde no país.
   

Homenagem

Durante o Fórum da Saúde e Bem-Estar, promovido nos dias 25 e 26 de maio, o LIDE-Grupo de Líderes Empresariais irá homenagear os principais médicos da atualidade que revolucionam a saúde do povo brasileiro. O prof. dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, será um dos homenageados, entre outros pares da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), como os professores Antonio Carlos Lopes, Elisaldo Carlini, José Luiz Gomes do Amaral e Sérgio Daniel Simon.

O LIDE é uma associação de empresários destinada a fortalecer o pensamento, o relacionamento e os princípios éticos de governança corporativa no Brasil. Formado por líderes empresariais de corporações nacionais e internacionais, promove a integração entre empresas, organizações e entidades privadas, por meio de programas de debates, fóruns de negócios, atividades de conteúdo, iniciativas de apoio à sustentabilidade e à responsabilidade social. O LIDE reúne lideranças que acreditam no fortalecimento da livre-iniciativa no Brasil.
   

Evidências práticas para a vida Real – Centro Cochrane do Brasil

Fisioterapia pulmonar é efetiva após exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
 
 
Questão clínica
 
 
A fisioterapia pulmonar após exacerbação de doença pulmonar obstrutiva crônica é efetiva?
 
 
Contexto
 
 
 
A fisioterapia pulmonar tem se tornado uma peça-chave no tratamento de pacientes com DPOC estável. Revisões sistemáticas têm demonstrado importantes e amplos efeitos clínicos dessa intervenção. Em pacientes com DPOC instável que apresentaram episódio de exacerbação recente, entretanto, o efeito da fisioterapia pulmonar era menos conhecido.
 
 
Resultados
 
 
 
Comparada ao cuidado básico padrão sem fisioterapia, a fisioterapia pulmonar reduziu a frequência de hospitalização em um período superior a 34 semanas (NNT* 3) e a mortalidade em 107 semanas (NNT 6). As medidas de qualidade de vida, como dispneia, fadiga e estado emocional, e a capacidade de exercício também apresentaram melhora. Não há relatos de efeitos adversos.

*NNT = número necessário de tratamentos para beneficiar um indivíduo.
 
 
Pontos importantes
 
 
 
A avaliação dos grupos comparados nos estudos não era cega. Isso pode ter introduzido um viés para desfechos subjetivos como a qualidade de vida, mas é menos provável que tenha influenciado desfechos como mortalidade e internações. Outra limitação é o pequeno número de pacientes avaliados nos estudos e a qualidade desses estudos.
 
 
Revisão sistemática Cochrane
 
 
 
Puhan M. et al. Pulmonary rehabilitation following exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease. Cochrane Reviews 2009. Issue 1. Article N. CD005305. DOI: 10.1002/14651858. CD005305.pub2. Esta revisão incluiu seis estudos com 219 participantes.
 
   

Novo espaço do Hospital São Paulo

Uma campanha realizada entre os funcionários da SPDM definiu o nome do novo espaço que será inaugurado na cobertura do Hospital São Paulo, no mês de maio. Nicodemus* foi o nome escolhido para batizar o local, que será um misto de restaurante, cafeteria e área de eventos.

*Símbolo da Associação Atlética dos estudantes da Unifesp.
 
   

SPDM amplia suas fronteiras de atuação

No mês de fevereiro, foi celebrado um contrato entre a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e a Alcoa, que prevê a gestão do Hospital 9 de Abril, em Juruti, município do Pará localizado na fronteira com o estado do Amazonas, com cerca de 48 mil habitantes. “Trata-se de uma unidade avançada, estratégica para a SPDM e para a Alcoa”, explica o dr. Nacime Salomão Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM. “Estamos vencendo um desafio de logística. Além de gerenciar o hospital, assumimos a função de formar e aprimorar recursos humanos, bem como ajudar o sistema local de saúde a se estruturar para oferecer atendimento de saúde com qualidade à população local.”

Com uma equipe multiprofissional de, aproximadamente, 250 colaboradores – entre médicos, enfermeiros, profissionais técnicos e administrativos – e capacidade instalada de 2.112 consultas e 630 internações mensais, o hospital atenderá pacientes referenciados, nas especialidades de clínica médica, pediatria, ginecologia/obstetrícia, ortopedia, cirurgia-geral e cardiologia. Sua estrutura compreende três consultórios, três salas cirúrgicas, uma sala de parto, 23 leitos de internação, além de um Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), com equipamentos de raio X, tomografia e endoscopia.
 
 
Alcoa
Assim que obteve a licença para implantação da mina de Juruti, a Alcoa desencadeou um conjunto de ações voluntárias, nas áreas de saúde, segurança, educação, infraestrutura e preservação do meio ambiente, acordadas diretamente com a comunidade, por meio de audiências públicas.

Uma das iniciativas na área de saúde foi a construção de um hospital comunitário, entregue à gestão da SPDM, responsável pela administração de hospitais e equipamentos de saúde em nove estados e 28 municípios brasileiros. “Depois de um longo processo de seleção, do qual participaram diversas entidades, a escolha da Alcoa nos honrou sobremaneira”, declara Mansur.
   

Aconteceu na SPDM

1 de março de 2012
Conferência SPDM “Atenção Básica no Brasil”

Dr. Hêider Aurélio Pinto
- médico sanitarista e diretor do departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde

No mês de março, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina retomou suas tradicionais conferências, proferidas por convidados que se destacam na sua área de atuação. Coube ao dr. Hêider Aurélio Pinto, diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, a tarefa de proferir a primeira conferência de 2012, com o tema “Atenção básica no Brasil”.

Após apresentação do dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM, o convidado deu início à conferência com uma breve definição de atenção básica, citando que existem mais de 38 mil Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no Brasil, com cerca de 430 mil profissionais e onde é ofertada a maioria dos atendimentos que a população busca. “Trata-se de uma atenção integral, centrada nas necessidades que o usuário apresenta ao longo do tempo, dentro do seu contexto cultural, social e pessoal.”

Na sequência, falou sobre as campanhas realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2011, com ênfase em “Saúde mais perto de você”, divulgada com o objetivo de melhorar o acesso e a qualidade da atenção básica, com equipes qualificadas para solucionar tanto problemas crônicos quanto emergenciais. Segundo ele, a unidade mais perto da casa de cada cidadão é o melhor lugar para buscar tratamento, inclusive em casos de emergência. “Além da facilidade de acesso, lá ele é conhecido pela equipe de saúde, e existem vínculos que não acontecem com os profissionais que têm contato esporádico com o usuário, como nos grandes hospitais, onde a maioria das pessoas busca atendimento.”

Através de exemplos simples, o palestrante demonstrou o amplo leque de atuação da atenção básica, que vai além da prevenção e da promoção da saúde. Segundo ele, com a proposta de ser integral e a principal porta de entrada do SUS, o serviço prestado pelas Unidades Básicas de Saúde deve ser acolhedor e desburocratizado, composto de uma equipe multiprofissional (nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, fonoaudiólogo etc.), ofertando a maioria dos serviços de que o usuário e sua família precisam. Citou que as equipes que apresentam melhores resultados são aquelas que conhecem os pacientes pelo nome, seu dia a dia e sua família, granjeando sua confiança. Além dos vínculos positivos com a equipe de saúde, o dr. Hêider ressalta a importância de ofertar orientação para que os usuários tenham cada vez mais autonomia, inclusive para avaliar a gravidade de uma emergência, evitando assim a busca por atendimento em unidades de pronto atendimento sem necessidade.

Nas palavras do palestrante, a nova política adotada pelo Ministério da Saúde buscou adequar as equipes às necessidades de cada região, de cada população específica, reconhecendo a diversidade que muitas vezes dificultava a presença de médicos em várias regiões, que vão da Amazônia à periferia das grandes capitais. “O Provab – Programa de Valorização da Atenção Básica – buscará justamente valorizar os profissionais que atuam na atenção básica, bem como trazer mais profissionais que tenham interesse em atuar na área. Os grandes municípios aderiram e o número de profissionais inscritos superou as expectativas do Ministério da Saúde.” Reforçou, ainda, a importância do papel dos enfermeiros no contexto da atenção básica, bem como a necessidade de qualificação constante desses profissionais.

O palestrante lembrou a importância da Estratégia de Saúde da Família no contexto da atenção básica, citando também outros programas em andamento, como o Saúde na Escola, o Saúde Bucal e o Academia da Saúde, lembrando que a população em estado de rua também receberá maior atenção do Ministério da Saúde, nas cenas de cuidado (praças, debaixo de viadutos), que receberão consultórios móveis. Na sequência, foi aberto espaço para debate.

 
Dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina
Dr. Hêider Aurélio Pinto, médico sanitarista e diretor do departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde
 
 
Padre Chicão, dr. Agrimeron Cavalcante da Costa, coordenador de planejamento do Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS) / SPDM, dr. Hêider Aurélio Pinto, dr. Mário Silva Monteiro, superintendente do Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS) /SPDM, dr. Luiz Carlos de Oliveira Cecílio, professor adjunto do departamento de medicina preventiva/Unifesp.
Dr. Hêider Aurélio Pinto, dr. Mário Silva Monteiro, dr. Luiz Carlos de Oliveira Cecílio
 

29 de março de 2012
Conferência SPDM “ O futuro da saúde”

Prof. Dr. Claudio Lottenbergprofessor do curso de pós-graduação em oftalmologia da Unifesp. Presidente da Confederação Israelita do Brasil e do Hospital Israelita Albert Einstein.

Uma das mais concorridas conferências da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina aconteceu no dia 29 de março, com a presença de cerca de 200 pessoas. Na ocasião, o dr. Claudio Lottenberg falou sobre “O futuro da saúde”, abordando temas como tecnologia, qualidade, humanização, custos, sustentabilidade, políticas públicas e formação de profissionais, entre outros. Bastante à vontade entre seus pares, o convidado fez referência ao fato de ter sido convidado para proferir a conferência de número 18, que em hebraico significa “vida”.

Lottenberg iniciou a palestra discorrendo sobre os valores que constituem o SUS – universalidade, integralidade e equidade. “Se nós pudéssemos colaborar na revisão desse processo, hoje a qualidade seria um aspecto a ser considerado, mesmo porque vem ganhando espaço no setor de saúde a partir da década de 1990, em especial no fim dessa década, quando surgiram as acreditações de qualidade no segmento hospitalar.” Na opinião de Lottenberg, médico oftalmologista com larga experiência em gestão de saúde, qualidade deveria ser um dos elementos a ser considerado dentro da perspectiva de inspiração do sistema de saúde. “Para o cidadão, não importa quem presta o atendimento, se é privado, se sem fins lucrativos, o que importa para o cidadão é que ele seja bem atendido, de forma adequada, eficiente, dentro dos padrões de qualidade.”

Lembrou que o Brasil hoje é o sexto maior mercado de saúde privada mundial e que os principais negócios desse setor praticamente dobraram nos últimos cinco anos, graças a mudanças importantes no cenário brasileiro, como o envelhecimento da população e a ascensão das classes sociais, que afetam diretamente o mercado de saúde, exigindo adequação urgente das instituições. “As organizações têm que ter resiliência para enfrentar as mudanças, bem como estratégia e ética para chegar ao futuro. E têm necessidade e obrigação de crescer para se manterem vivas, gerando oportunidades para que as pessoas possam exercer sua criatividade, praticando renovação, educação e processos de sustentabilidade.”

“Em 2022, ano do bicentenário da independência, o Brasil viverá um momento histórico, e já tem um conjunto de metas para esse futuro próximo, entre elas pensar na economia na produção de insumos estratégicos, universalizar o programa de saúde da família, dobrar o gasto público em saúde e garantir a assistência médica e farmacêutica a todos os brasileiros.”

O especialista é defensor de equipes multiprofissionais, com visão holística e compromisso social. “No futuro, precisamos formar médicos acostumados a trabalhar em equipe, com formação mais consistente na área de liderança, com transparência, valores e ética”, decreta. “Além disso, devemos rever uma maneira de formar os profissionais, de acordo com o desenvolvimento da tecnologia”, disse, enfatizando que, graças à revolução digital, os pacientes ficarão cada vez menos no ambiente hospitalar. “Muito em breve, através de imagens, será possível examinar pacientes e fazer diagnósticos à distância.”

Na sequência, foi aberto espaço para debate.

 
Prof. dr. Claudio Lottenberg , professor do Curso de Pós-Graduação em Oftalmologia da Unifesp, presidente da Confederação Israelita do Brasil, e do Hospital Israelita Albert Einstein
 
Prof. Dr. Claudio Lottenberg, , prof. dr. Antonio Carlos Lopes, diretor da Escola Paulista de Medicina (EPM) / Unifesp, prof. dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, prof. dr. Walter Manna Albertoni, reitor da Unifesp, profa. dra. Lucila Amaral Carneiro Vianna, diretora da Escola Paulista de Enfermagem / Unifesp, prof. dr. José Luiz Gomes do Amaral, pró-reitor de Planejamento / Unifesp
 
   

Anote na sua agenda

7/05/2012 (2ª. feira)

19ª. Conferência SPDM
Deputado Federal Newton Lima

Tema: “Educação, Ciência e Tecnologia”
Hora: 11h

Local: Anfiteatro Boris Casoy
Rua Botucatu, 821 - 1º andar – Vila Clementino

 
 

4º Congresso de Trauma do Vale do Paraíba
Estão abertas as inscrições para a quarta edição do Congresso de Trauma do Vale do Paraíba, que acontece entre os dias 16 e 18 de maio, no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Realizado pela prefeitura de São José dos Campos, em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e o Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, o congresso tem como principal objetivo oferecer aos profissionais da área de saúde e socorristas em geral – bombeiros, brigadistas e agentes da defesa civil, entre outros – oportunidade de aprimoramento no tratamento de traumas, promovendo a troca de experiências entre os participantes.

Informações e inscrições: www.sjc.sp.gov.br

   
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