MATÉRIAS

Hospital São Paulo/HU/SPDM investe em qualidade

O Hospital São Paulo/HU/SPDM, referência nas áreas de assistência, ensino e pesquisa, encontra-se em processo de reestruturação. Além do retrofit da área física de diversos setores, está promovendo a reorganização e a documentação de seus processos. Como não poderia deixar de ser a palavra de ordem é qualidade. “Decidimos implantar um sistema de qualidade baseado na gestão de processos, com a identificação de cinco macroprocessos que se desdobram em gerais e específicos de cada área e que têm uma lógica relacionada com a cadeia de ações que precisam ser desenvolvidas”, conta o prof. Marcelo N. Burattini, coordenador do sistema de gestão da qualidade do Hospital São Paulo.

O trabalho será dividido em diversas etapas ou fases. A primeira propõe a estruturação de comitês de qualidade que serão responsáveis por identificar e descrever os procedimentos operacionais padrão (POPs) e os protocolos de cada área, identificando e elaborando os documentos essenciais para a descrição das tarefas e atividades de cada um. “Optamos por uma estrutura interna, com resgate das hierarquias locais, para discutir como se distribuem as tarefas dentro da instituição, capacitando o núcleo de colaboradores para participar e repensar o que fazem e como fazem”, conta o prof. Burattini, que complementa dizendo que todos estão engajados na tarefa de motivar seus colaboradores. “Será como um campeonato, estamos procurando trabalhar com estímulos positivos premiando os três melhores trabalhos em cada fase”, revela Burattini.

Essa primeira fase será muito importante para disponibilizar o conhecimento acumulado na instituição de forma aberta e transparente para todos os colaboradores, promovendo a melhoria contínua das rotinas de trabalho. “Descrever as tarefas ajudará a otimizar o trabalho e a reduzir riscos, além de estimular a proposição de soluções para possíveis falhas do processo”, conta Márcia Baruzzi, responsável pelo Escritório de Qualidade do HSP.

Dando sequência ao trabalho, as próximas fases devem contemplar uma série de ações de gestão como uso de indicadores e definição de metas, que têm como objetivo a acreditação pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). “É uma meta muito importante e possível de ser alcançada, o que nos possibilitará ser o primeiro hospital universitário do estado de São Paulo a receber a certificação ONA” encerra Burattini.

   

Hospital da SPDM é referência em oncologia na região do Alto Tietê

Desde o início de maio, o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, gerenciado pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, tornou-se referência em Serviço de Oncologia no Alto Tietê, ao absorver o acompanhamento de cerca de 800 pacientes – em tratamento de hormonioterapia e quimioterapia – provenientes de um hospital da região descredenciado pelo SUS. Inaugurado em 1999, o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, 100% SUS, se destaca pelo atendimento de média e alta complexidade na região.

Segundo o dr. Luiz Carlos Viana Barbosa, diretor clínico do HCLPM, a meta de atendimento é de 800 consultas ambulatoriais e 500 sessões de quimioterapia por mês. A próxima etapa para consolidar o setor de oncologia na instituição é a implantação de um serviço de radioterapia, dentro de aproximadamente um ano. O serviço beneficiará 11 municípios da região – Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano –, com uma população estimada de 2,6 milhões de habitantes. “O serviço de oncologia será de grande importância para a região, que tem alta incidência da doença, com prevalência dos cânceres de mama, próstata, colo de útero, pulmão e intestino”, finaliza.
   

Escola Paulista de Medicina – presente e futuro

Com quase 80 anos de existência, a Escola Paulista de Medicina (EPM) está passando por um processo de resgate de sua identidade. Mesmo transformada em UNIFESP em 1994, durante muitos anos manteve dedicação exclusiva a cursos da área da saúde, até a expansão da universidade, que passou a ter diversos campi, com cursos de outras áreas do saber. “A retomada da EPM, agora Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, também faz parte desse processo de expansão”, explica o dr. Antonio Carlos Lopes, diretor da EPM, adepto da administração transparente e democrática. “Trabalhamos de portas abertas, para que todos tenham oportunidade de dar sua contribuição.”

No comando da instituição desde maio de 2011, Lopes já desenvolveu importantes iniciativas, como a inauguração dos centros de Oncologia e Bioética e a reabertura do Centro de Perícia Médica e Medicina Legal, bem como parcerias de peso com o Hospital do Câncer de Barretos, nas áreas de clínica, ensino e pesquisa, e com o Instituto Médico Legal de São Paulo (IML). Também fazem parte do rol de mudanças a criação do novo regimento e a organização da Estrutura Acadêmica de Pesquisa, do Conselho Departamental e da Câmara de Pós-Graduação e Pesquisa da EPM. “Com a cessão de parte do Hospital São Paulo por um período de 25 anos, temos pela frente um futuro de expectativas, mas, como eu sou otimista, acho que é promissor”, sentencia.

Futuro do ensino médico
Na opinião do diretor da EPM, o ensino de medicina precisa ser modernizado, com o uso de tecnologia de última geração. Outro ponto importante é o ensino à beira do leito, com a presença dos professores. “Para isso é fundamental que haja o resgate dos docentes, que estão muito desestimulados”, explica o diretor da EPM, aproveitando para pontuar outros objetivos, como a busca de patentes e de jovens talentos e o fortalecimento do Centro Alfa, na área de habilidades.

Segundo ele, além do Hospital São Paulo, em breve o Hospital Municipal Vereador José Storopolli, administrado pela SPDM, deverá se transformar em hospital de ensino, já que é assistencial e contempla Unidades Básicas de Saúde (UBS), Assistência Médica Ambulatorial (AMA) e Ambulatório Médico de Especialidades (AME), com condições de proporcionar o ensino mais prático, baseado no dia a dia da comunidade. “Para isso contamos com o apoio da SPDM”, finaliza.
   

Escola Paulista de Enfermagem: tradição e inovação

A Escola Paulista de Enfermagem (EPE), uma das principais referências da categoria, está modernizando seu currículo, com adoção de novas ferramentas de ensino. “Implantamos um novo currículo, aproximando mais os jovens da realidade da profissão, e também estamos informatizando cada vez mais nossos cursos. Inclusive, vários dos nossos professores já utilizam a ferramenta Moodle nas aulas. A nossa próxima meta é entregar um tablet para cada estudante, o que facilitará ainda mais o uso dessa ferramenta”, revela a professora Lucila Amaral Carneiro Vianna, diretora da instituição.

Reconhecida internacionalmente pela assistência prestada, a escola é sinônimo de empregabilidade de seus egressos nos melhores hospitais do Brasil e, ainda, estuda a criação de novos cursos, além da expansão da educação a distância e dos cursos de especialização. “Atualmente temos 15 cursos de especialização e mais quatro aguardando autorização.”
 
 
Outra grande preocupação da atual gestão está na busca pela inovação e criação de patentes. “Estamos incentivando a inovação para todos os nossos professores e estudantes. Inovação não é só criar um aparelho ou um produto químico, mas também técnicas e novos procedimentos que são a base da enfermagem. Estamos reiterando aos docentes e estudantes que deem mais atenção a tudo aquilo que possa ser registrado. Quando assumi minha gestão, convidei uma professora para assumir uma assessoria de inovação, a fim de orientar o passo a passo que todos devem seguir, não só para a publicação, como também para patentear seus produtos”, diz Lucila, que ainda revela outro importante passo da escola. “Estamos também internacionalizando a escola, proporcionando o intercâmbio de alunos e professores; inclusive no segundo semestre teremos aqui um encontro mundial, promovido pelas professoras da neonatologia, que são conhecidas internacionalmente por trabalhos na área de segurança do paciente.”

O começo de tudo
 
Fundada em março de 1939, a então Escola de Enfermeiras do Hospital São Paulo era coordenada por freiras francesas e fundamentava seu ensino exigindo dedicação total de suas alunas, fato que ficava claro até no lema que a escola carregava: “Viver senão para servir”. Em seus 73 anos de história, a instituição acumula extremas transformações, a começar pela mudança de nome para Escola Paulista de Enfermagem. Do passado sobraram boas heranças, como revela a professora Lucila: “As freiras nos deixaram o legado pelo qual ainda somos conhecidos, que é nosso forte comprometimento com a assistência, além da parceria com o Hospital São Paulo”.
   

Taboão da Serra ganha AME administrada pela SPDM

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, inaugurou oficialmente no dia 10 de maio um Ambulatório Médico de Especialidades (AME) no município de Taboão da Serra. Referência para as cidades de Taboão da Serra e Embu das Artes, a unidade beneficiará cerca de 480 mil habitantes e estima realizar 47.334 procedimentos, entre consultas médicas, não médicas e pequenas cirurgias. “Essa iniciativa do governo do estado de São Paulo fortalece ainda mais a saúde pública no estado”, diz Nacime Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM.

Com 1.900 metros quadrados de área construída, a unidade conta atualmente com 65 colaboradores e presta atendimentos nas seguintes especialidades: otorrinolaringologia,
reumatologia, urologia, ginecologia, dermatologia, ortopedia e mastologia, além de realizar pequenas cirurgias, nasofibroscospia, endoscopia, coleta de exames laboratoriais e ultrassonografia ginecológica. Quando estiver operando em sua totalidade, a unidade contará com 250 colaboradores e atenderá também a especialidades como: alergologia, cirurgia geral, gastroenterologia, endocrinologia, endocrinologia infantil, hematologia, nefrologia, neurologia, neurologia infantil, oftalmologia e proctologia.

O AME Taboão funciona de segunda a sexta-feira das 7h às 19h e também beneficiará moradores das cidades de Cotia, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Vargem Grande Paulista.

 
   

Ambulatório de Oftalmologia do Hospital São Paulo/HU/SPDM adquire laser de ponta para correção de defeitos de refração

O serviço de Oftalmologia do Hospital São Paulo/HU/SPDM agora dispõe de um laser de última geração para correção de ametropia – deficiência de visão corrigida com lentes, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. O Wavelight EX500, lançado há cerca de seis meses nos Estados Unidos, possibilita a realização de cirurgias mais rápidas, com segurança (baixo índice de complicações), pequeno tempo de recuperação e boa qualidade final da visão, que hoje em dia é avaliada não somente em relação à quantidade que o paciente enxerga, mas também à qualidade com que ele enxerga.

Outra vantagem é que os exames pré-operatórios do paciente são inseridos diretamente no sistema do laser, que programa a cirurgia individualizada e personalizada, de acordo com as peculiaridades de cada paciente. Segundo a dra. Denise de Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia, o novo laser deu mais precisão à cirurgia refrativa, além de ampliar sua indicação e abrangência. “Hoje é possível operar com maior certeza de bons resultados.”

Podem ser submetidos à correção de ametropias com o Wavelight EX500 pacientes que estejam com o grau estacionado e desejem diminuir a dependência de óculos ou lentes de contato. Estão sujeitos a restrições os portadores de olho seco severo, córnea muito fina, doenças sistêmicas graves – em especial as reumáticas, entre outras.

O equipamento só pode ser utilizado em protocolos de pesquisa clínica e treinamentos. “Atualmente, temos cerca de 70 estagiários e 43 residentes”, conta a dra. Denise. “Nossos dados certamente ajudarão na avaliação dessa tecnologia no território nacional”, completa o oftalmologista Paulo Schor – vice-chefe do Departamento de Oftalmologia.
 
   

De um mestre, com carinho

O empreendedorismo é uma marca registrada do dr. José Osmar Medina Pestana. Além de administrar o Hospital do Rim, referência na área de transplantes renais e recordista mundial em número de procedimentos realizados, há cerca de dez anos ele também se tornou tutor voluntário. Todas as semanas, durante 1 hora, ele deixa o jaleco e o estetoscópio de lado para se dedicar à tutoria de um grupo de alunos de medicina. Diferentemente das aulas acadêmicas, esses encontros têm por finalidade ampliar os horizontes dos alunos para além dos muros da universidade. “A minha intenção é criar nesses meninos e meninas um desassossego, que provoque neles uma reflexão de que o mundo não se resume às aulas e provas da Escola Paulista de Medicina.”

Ele explica que não se trata de um curso, já que não tem programa, mas sim de uma dinâmica – a cada semana, são criados assuntos para o próximo encontro de acordo com as demandas do grupo. “É um exercício do pensar e do criar. Tem um pouco de filosofia, mas é muito pragmático”, conta Medina, lembrando que tudo começou há uma década, quando um grupo de alunos do 1º ano pediu ajuda para organizar uma liga e ele fez a contraproposta de uma tutoria. “No meu tempo de faculdade, tive o privilégio de ter o prof. Oswaldo Ramos como mentor. Foi ele que me incentivou a não entrar em uma zona de conforto, optando por uma área da medicina que exigisse empreendedorismo. Uma atividade que exigisse mais empenho e criatividade.”

Na opinião do tutor, esses encontros semanais fazem uma diferença enorme na vida desses jovens. “Tanto que eles estão organizando um congresso internacional de estudantes de medicina, no qual eu sou apenas o facilitador”, conta o dr. Medina, explicando que a iniciativa teve origem justamente numa viagem que fez com o grupo à Holanda. Outro resultado importante é o engajamento do grupo em trabalhos voluntários na comunidade – alguns atuam com idosos, em creches e uma aluna trabalha em mutirões para a construção de casas. “Isso cria oportunidade para que eles conheçam outras realidades e saibam da importância do trabalho voluntário para melhorar a qualidade de vida das pessoas e da comunidade, num exercício de cidadania ativa”, conta, ressaltando que ser médico exige uma leitura maior do mundo. “Tratar pessoas, e não tratar doenças.”
 
 

Um exemplo de persistência
Quintanista de medicina, Marta Souza é um exemplo dos benefícios desses encontros. “Após cinco anos de cursinho e de tentativas frustradas, fui admitida numa universidade de primeira linha”, lembra a estudante, comentando que o primeiro ano foi muito difícil. “Como entrei pelo sistema de cotas, eu me sentia muito insegura. Me cobrava o tempo todo, achando que não conseguiria dar conta do curso.”

Ela conta que os encontros de tutoria foram um divisor de águas em sua vida acadêmica. “A partir daí, meus horizontes foram se abrindo. As reuniões e o convívio com os colegas me ajudaram muito: consegui vencer a timidez e ter uma visão mais ampla do curso e das possibilidades que ele oferece.”

   

Diretoria de Enfermagem do Hospital São Paulo/HU/SPDM lança Programa de Educação Permanente Online

A Diretoria de Enfermagem do Hospital São Paulo/HU/SPDM deu início às comemorações da Semana da Enfermagem – de 14 a 18 de maio – com o lançamento do Programa de Educação Permanente Online. Composto de diversos módulos e construído em parceria com o Departamento de Informática em Saúde da UNIFESP, o programa tem por objetivo promover a educação permanente e treinar cerca de 2 mil profissionais de enfermagem da instituição em procedimentos e temas indispensáveis a todos os colaboradores.

O primeiro módulo foi desenvolvido sobre o tema “Higienização das mãos” – rotina simples e efetiva para evitar a disseminação de infecções no ambiente hospitalar. Segundo a profa. Isabel Carmagnani, diretora de enfermagem do Hospital São Paulo, essa estratégia de educação vem solucionar um antigo problema de fazer treinamento em serviço. “O fluxo de trabalho da enfermagem com horários diferenciados, como o período noturno, diminui as oportunidades de realização repetitiva de aulas por parte dos professores e também dos colaboradores, que na maioria das vezes estão muito ocupados com procedimentos inadiáveis da rotina hospitalar.”

O programa possui as vantagens dos recursos de multimídia no processo de aprendizagem individualizada, respeitando o ritmo de apreensão do conteúdo, flexibilidade de tempo e local de estudo. Possui imagens, vídeos, textos, animações, exercícios, permitindo autoavaliação, com feedback imediato do desempenho.

Os gerentes de serviço têm acesso ao programa como tutores, com a possibilidade de monitorar a participação dos profissionais e verificar a avaliação individual ou do grupo, por meio de gráficos e tabelas. Esse recurso permite uma visão panorâmica dos acessos e desempenhos, possibilitando orientações pontuais, quando necessárias. “A implantação desse projeto vem ao encontro da necessidade de treinamento de todos os colaboradores nos procedimentos operacionais padrão, favorecendo e colaborando para a gestão da qualidade da instituição”, diz Isabel. A diretora de enfermagem ressalta a importância do envolvimento dos profissionais do Departamento de Informática em Saúde - DIS e dos gerentes de enfermagem para a obtenção desse resultado.
Profa. Isabel Carmagnani, diretora de enfermagem do HSP/SPDM
Antônio Aleixo, departamento de Informática em Saúde/ UNIFESP
 
   

Coral do Hospital São Paulo/HU/SPDM promove humanização através da música

Criado recentemente, o coral de funcionários do Hospital São Paulo/HU/SPDM promete ser um sucesso. A iniciativa, que faz parte do projeto de humanização do HSP, já conta com cerca de 30 integrantes de diversos setores da instituição, inclusive três aposentados. Para participar não é necessário realizar testes de aptidão, basta apenas disposição para participar dos ensaios, que acontecem às terças-feiras.

As aulas são ministradas pelo maestro Eduardo Fernandes, que busca a preparação de todos através de exercícios de respiração e aquecimento vocal. Segundo Fernandes, essa etapa é fundamental e visa à melhoria da saúde e à interação entre os alunos do coral. “É como praticar uma atividade física em que aquecemos os músculos. Aqui o aquecimento serve inclusive para que todos conheçam sua voz”, conta o maestro.

Quem participa assiduamente dos ensaios enumera diversos benefícios. Para a enfermeira Rita Melo de Queiroz, a atividade é importante porque torna os colaboradores mais capazes de ouvir e de dar ao outro a chance de se manifestar. Já a supervisora de hotelaria Ana Cristina da Rocha observa que a superação dos limites é um dos principais pontos do projeto. “É uma experiência fantástica, na qual pude perceber que os limites podem ser ultrapassados quando estamos prontos a enfrentar os obstáculos.” E complementa: “A música é um instrumento maior que nos acalma e harmoniza”.
 
 
   

Hospitais administrados pela SPDM recebem doação

O Instituto HSBC de Solidariedade, em parceria com o Rotary Club de São Paulo – Moema, doou dois equipamentos de ressonância magnética Magneton Essenza-Siemens, no valor de US$ 935 mil (novecentos e trinta e cinco mil dólares) cada um, para instituições administradas pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina. Foram beneficiados o Hospital Geral de Pirajussara (Taboão da Serra), referência em alta complexidade na região, que recebe grande quantidade de pacientes politraumatizados, com necessidade de cirurgia geral e neurocirurgia; e o Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Euryclides de Jesus Zerbini (antigo Hospital Brigadeiro), referência nas áreas de transplantes, urologia e neurocirurgia.

Segundo o dr. Nacime Salomão Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM, o projeto de doação dos equipamentos teve como base a alta demanda desses hospitais e a necessidade de otimização do atendimento – agilidade na realização dos exames, diagnóstico e tratamento, com consequente diminuição da média de permanência e custo dos pacientes internados, além de maior oferta de leitos. “Foi levada em consideração a relevância das instituições para o sistema público de saúde, pois ambos os hospitais atendem 100% ao SUS”, comenta, ressaltando a importância da iniciativa. “Nós da SPDM sentimo-nos gratificados por essa iniciativa do Instituto HSBC, que certamente contribuirá para agilizar o diagnóstico e o tratamento de milhares de pacientes.”
   

Evidencias Práticas Para a Vida Real

Aplicação de antissépticos vaginais antes de cesáreas é efetiva para prevenção de endometrite pós-operatória
 
 
Questão clínica
 
 
Qual a efetividade de lavagem vaginal antes de cesáreas com soluções antissépticas para prevenção de infecção pós-operatória?
 
 
Contexto
 
 
 
Os partos cesarianos são comuns atualmente, com quase uma em cada três crianças nascida por cesárea em muitos países. Apesar do uso de antibióticos profiláticos, quadros infecciosos ainda complicam os partos cesarianos.
 
 
Resultados
 
 
 
O preparo vaginal com solução antisséptica (povidone-iodina) imediatamente antes da cesárea reduz o risco de endometrite pós-parto de 9,4% para 5,2%. Esse benefício é particularmente aparente em mulheres com ruptura de bolsa prévia (de 15,4% para 1,4%). Não há relato de efeitos adversos, e o procedimento é simples e barato.
 
 
Pontos importantes
 
 
 
Esta revisão tem a limitação pelo pequeno número de ensaios clínicos (quatro). Não há dados sobre outros métodos ou soluções.
 
 
Revisão sistemática Cochrane
 
 
 
Haas D.M. et al. Vaginal preparation with antiseptic solution before caesarean section for preventing postoperative infections. Cochrane Reviews 2010, Issue 3. Article N. CD007892. DOI: 10.1002/14651858.CD007892.pub2. Esta revisão incluiu quatro estudos com 1.361 participantes.
 
   

A EPM/UNIFESP e o Hospital São Paulo/HU/SPDM na Academia Nacional de Medicina

A Academia Nacional de Medicina (ANM), uma das instituições culturais mais antigas do Brasil, fundada em 1829, tem um novo representante da Escola Paulista de Medicina. Além dos professores doutores Oswaldo Ramos, Rubens Belfort Jr. e Nestor Schor, o professor doutor José Osmar Medina Pestana, eleito com expressiva maioria dos votos, tomou posse em abril passado.

A cerimônia contou com cerca de 200 pessoas e os maiores líderes da medicina brasileira. Na oportunidade, o professor Medina proferiu importante discurso ressaltando os valores da medicina e a atuação da Escola Paulista de Medicina, do Hospital São Paulo e da UNIFESP na saúde da população brasileira. Foi saudado protocolarmente, em nome da Academia, pelo professor Rubens Belfort Jr., que também ressaltou a excepcionalidade da produção intelectual e profissional do professor Medina, unanimemente considerado uma das maiores autoridades médicas do país.
   

SPDM disponibiliza cadastro médico online para consulta

No mês de julho, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina publica para consulta a versão online do cadastro dos médicos que fazem parte do corpo clínico do Hospital São Paulo/HU/SPDM. O catálogo reúne informações detalhadas sobre as especialidades, as áreas de atuação e os contatos dos 1.405 médicos credenciados que atuam no HSP. Brevemente, as informações também estarão disponíveis em aplicativos para iPhone e iPad.
 
   

Aconteceu na SPDM

7 de maio de 2012
Conferência SPDM - “Educação, Ciência e Tecnologia”

Newton Lima diz que só educação reduz as desigualdades sociais


O deputado federal Newton Lima (PT-SP) foi o palestrante no dia 7 de maio, da 19ª Conferência da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, realizada na sede da entidade, em São Paulo, e cujo tema foi “Educação, ciência e tecnologia”.

 
Deputado federal Newton Lima, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados
 

O parlamentar falou sobre como o Brasil pode vencer as desigualdades sociais por meio de mais investimentos em educação e em ciência, tecnologia e inovação. Newton Lima, que é presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, destacou duas metas fundamentais do Plano Nacional de Educação (PNE): a meta 17, que visa aproximar o rendimento médio do profissional do magistério ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente; e a meta 20, que amplia progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o equivalente a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em uma década.

O deputado ressaltou a importância dos royalties do pré-sal para os investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Segundo ele, se o Congresso Nacional não estipular como e onde podem ser gastos os recursos do petróleo, certamente eles serão desperdiçados no dia a dia das contas municipais e estaduais. “Sem fazermos uma poupança para o futuro, podemos cair no mesmo erro de países produtores de petróleo que agora enfrentam crise econômica por não terem priorizado os investimentos em educação e inovação. Infelizmente, sem reforma tributária, as chances de o Brasil cair no mesmo erro são grandes”, disse Lima.

Uma das questões levantadas foi a do desafio de vencer as discrepâncias do crescimento brasileiro. Por um lado, somos a sexta economia do mundo, mas a 13ª em produção científica e a 47ª em inovação tecnológica. Como exemplo de que é possível termos um desenvolvimento mais consistente, o deputado disse que é preciso que as universidades fiquem ao lado das empresas e o setor dos biofármacos. “Se as universidades se aliarem às empresas de biofármacos de capital nacional para compartilhar as pesquisas de interesse estratégico e o governo se tornar financiador desse projeto, certamente deixaremos de produzir apenas genéricos e teremos nossas patentes mais valorizadas”, disse.

Newton Lima finalizou sua palestra afirmando que, “para alcançarmos a quinta posição de potência econômica mundial, é preciso qualificar o trabalho e a produção para a competitividade”.

A mesa de debates foi formada pelo reitor da UNIFESP, Walter Manna Albertoni; pelo presidente da SPDM, Rubens Belfort Jr., pela diretora da Escola Paulista de Enfermagem, Lucila Amaral Carneiro Vianna; pelo diretor da Escola Paulista de Medicina, Antonio Carlos Lopes; pelo pró-reitor de pós-graduação da UNIFESP, Reynaldo Salomão; e pelo pró-reitor de planejamento da UNIFESP, José Luiz Gomes do Amaral.

Deputado Newton Lima
Prof. Dr. José Luiz Gomes do Amaral, pró-reitor de Planejamento/UNIFESP, prof. dr. Reynaldo Salomão, pró-reitor de Pós-graduação/UNIFESP, dep. Newton Lima, prof. dr. Walter Manna Albertoni, reitor UNIFESP, profa. dra. Lucila Amaral Carneiro Vianna, diretora da Escola Paulista de Enfermagem/UNIFESP, prof. dr. Antonio Carlos Lopes, diretor da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, prof. dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM.
   

Anote na sua agenda

6 de junho a 1º. de julho de 2012

Exposição de fotos “Sacralidade da vida”
Índios do Xingu e médicos da Escola Paulista de Medicina


Local: MuBE – Museu Brasileiro de Escultura
Endereço: Av. Europa, 218 – Jardim Europa – São Paulo-SP
Fone: (11)2594-2601
www.mube.art.br

Visitação: terça a domingo, das 10 às 19 horas

 
   
 
 

25 a 28 de julho de 2012

BRAINCOMS
I Brazilian International Congress of Medical Students

 
   
Obs.: Você está recebendo o Notícias da SPDM, boletim informativo enviado para formadores de opinião da área de saúde.