MATÉRIAS

SPDM nas Melhores e Maiores, da revista Exame

Mais uma vez, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina está entre as mil maiores empresas da publicação Melhores e Maiores 2012 Exame. No ranking geral das maiores empresas brasileiras (pág. 304), a instituição aparece classificada na posição 222, obtendo classificação significativamente melhor em relação aos anos anteriores – 243 em 2011 e 301 em 2010. Aparece também como a 16ª empresa que mais gera empregos no país (pág. 320).

Entre as melhores empresas no setor de serviços, a SPDM aparece classificada na 11ª posição (pág. 536), segundo os pontos obtidos em cinco diferentes critérios estabelecidos pela publicação (crescimento, liderança de mercado, liquidez corrente, rentabilidade e riqueza/empregado). Na análise do Dr. Carlos Alberto Garcia Oliva, superintendente financeiro da instituição, vale destacar que, entre as instituições de saúde apontadas no ranking, a SPDM é a única com predominância de atendimento SUS. “Além disso, como instituição filantrópica, portanto sem objetivo de lucro, a SPDM reinveste os resultados obtidos nas atividades que desenvolve.”

 
   

Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo/SPDM treina equipe de transplantes com boneco

Na última semana, um paciente fictício se tornou a atração do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. O alvo das atenções foi o boneco “Brigadeiro Euryclides de Jesus Zerbini”, internado com nome, ficha de internação e prontuário médico com diagnóstico fechado: hepatite C. Como necessitava de um transplante, seguiu o fluxo usual de todos os pacientes com o mesmo diagnóstico – fez os exames necessários e, por fim, foi submetido ao procedimento e recebeu um fígado novo.

A simulação faz parte do Programa de Educação Continuada da Equipe de Enfermagem do hospital e tem o objetivo de capacitar os especialistas de diversas áreas clínicas, reforçando a cultura de segurança do paciente com ações que despertam a prevenção de erros humanos. Elizabeth Akemi Nishio, coordenadora de enfermagem da Rede de Hospitais Afiliados da SPDM, explica que a estratégia adotada é simular a realidade do dia a dia dos profissionais de saúde, incluindo imersão no ambiente real da assistência e gestão do cuidado. “Isso possibilitou uma forma alternativa, dinâmica e desafiadora de capacitação, com a utilização de uma ferramenta.”
   

PAIS/SPDM é o novo gestor do SAMU de Santa Catarina

No início de agosto, a SPDM assumiu a gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do estado de Santa Catarina. O principal objetivo da parceria é agilizar a contratação de serviços e profissionais, principalmente médicos, para regularizar e melhorar o atendimento do SAMU no estado. Em um primeiro momento, o contrato, com cinco anos de duração, prevê a atuação da SPDM em 21 municípios que têm Unidades de Suporte Avançado (USAs) e Unidades de Suporte Básico (UBSs). “Ficou acordado que, além da contratação e da gestão de recursos humanos, seremos responsáveis pelo gerenciamento de toda a frota que guarnece essas unidades, da manutenção ao abastecimento”, esclarece o Dr. Mário Monteiro, superintendente do Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS/SPDM). “O serviço também conta com uma equipe aérea, o Grupo de Resgate Aéreo de Urgência (GRAU).”

Para atender à demanda inicial, foram selecionados 350 novos profissionais, totalizando 1.104 colaboradores de diversas categorias – médicos, enfermeiros, motoristas e pessoal administrativo, que atuarão tanto na sede do PAIS em Florianópolis quanto nas oito centrais de regulação, responsáveis pelo atendimento e pela distribuição das chamadas de urgência.

Metas – A reestruturação do SAMU em Santa Catarina está baseada em quatro metas qualitativas e duas quantitativas, como o atendimento de, no mínimo, 16.500 telefonemas por mês, com saídas de USAs em 50% dessas chamadas, em um minuto, em média, para demonstrar eficácia e rapidez. As qualitativas ficam por conta de uma pesquisa por amostragem do tempo e qualidade do atendimento, grau de satisfação do usuário e atividades desenvolvidas por mesorregião para capacitação dos colaboradores.

Infraestrutura – Na base administrativa do PAIS/SPDM em Florianópolis estão localizados o comando operacional estratégico – grupo que atua no atendimento de catástrofes – e a sala de controle, com profissionais que monitoram online o movimento das 23 unidades e veículos do SAMU. “São quatro painéis, constantemente monitorados, que possibilitam acompanhar o fluxo das ambulâncias em tempo real”, conclui o Dr. Mário Monteiro
   

SPDM lança manual de orientação para portadores de doença renal crônica

A Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) da Rede Afiliada da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina lançou recentemente o Manual de Orientação Nutricional em Hemodiálise, que traz dicas de alimentação para portadores de doença renal crônica. O material tem por objetivo educar portadores de insuficiência renal crônica em hemodiálise quanto aos cuidados nutricionais impostos pela patologia, com especial atenção à restrição de alimentos que contêm fósforo, potássio e sódio, além da necessidade de proceder com restrição hídrica. “Também são apresentadas as razões de tais recomendações e os agravos que condutas alimentares inadequadas podem acarretar à saúde”, explica Vanessa de Fátima Barbosa, nutricionista do Hospital Municipal de Barueri Francisco Moran, que colaborou na elaboração do manual.

Doença renal crônica – Os rins têm a função de eliminar substâncias tóxicas do organismo através da urina. Participam também da excreção de água e sais minerais, do controle da acidez do sangue e da produção de hormônios. Quando os rins estão doentes, deixam de realizar essas funções, que precisam ser substituídas pela diálise – tratamento que repõe as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo e restabelecendo seu equilíbrio. Na maioria das vezes, o tratamento deve ser feito para o resto da vida, se não houver possibilidade de um transplante renal. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que a cada ano cerca de 21 mil brasileiros precisam iniciar tratamento por hemodiálise ou diálise peritoneal.

O manual, que já é distribuído gratuitamente para os pacientes em tratamento na Clínica de Hemodiálise do Hospital Municipal de Barueri, em breve também estará disponível no site da SPDM – www.spdm.org.br.
 
   

PAIS/SPDM assume gestão do Hospital Municipal Benedicto Montenegro

O Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS/SPDM) assumiu a administração do Hospital Municipal Benedicto Montenegro através de um aditamento ao contrato com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Está localizado no Jardim Iva, região de Sapopemba, com cerca de 500 mil habitantes. Inaugurado em 1990, o hospital conta com 56 leitos, de média e baixa complexidade, e realiza cerca de 5 mil atendimentos por mês. A instituição, que atende especialidades como clínica, cirurgia, pediatria, ginecologia, ortopedia e psiquiatria, possui acreditação ONA I – foi o segundo hospital municipal certificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

Segundo o Dr. Mário Monteiro, superintendente do PAIS/SPDM, a nova gestão dará continuidade aos processos de certificação e ampliará o atendimento. “Uma das nossas metas é ampliar o atendimento para 12 mil atendimentos por mês”, comenta, explicando que o aumento será alcançado graças à contratação de novos médicos. “Temos um hospital reformado, em boas condições, com equipe administrativa e de enfermagem. Agora, vamos priorizar a contratação de médicos para melhorar a qualidade do atendimento à população local.”
 
   

1º Congresso Internacional de Estudantes de Medicina - Braincoms

Sair do lugar comum, proporcionando novas experiências por meio do convívio entre estudantes de diferentes origens, com culturas, hábitos e métodos de ensino diferentes, além de inserir o Brasil no seleto grupo de países na fronteira da pesquisa médica. Essas foram as principais propostas do Braincoms, 1º. Congresso Internacional de Estudantes de Medicina, promovido pelos alunos da Escola Paulista de Medicina (EPM)/UNIFESP.

O congresso aconteceu entre 25 e 28 de julho de 2012, com o tema “Coração e mente em ação. Pesquisa e trabalho voluntário”. Durante quatro dias, 300 estudantes de medicina estiveram reunidos com grandes nomes da medicina nacional e internacional na EPM, para uma ampla discussão sobre o aprendizado científico e troca de experiências entre diferentes culturas. “Além de estudantes de diversos estados brasileiros, também contamos com a presença de alunos de universidades da Rússia, de Portugal, da Holanda, da Colômbia, do Quênia e de Teerã”, conta Marta Barros de Souza, presidente do congresso.

Na opinião do Dr. José Osmar Medina Pestana, tutor voluntário do grupo de estudantes que organizou o evento, a convivência com novos hábitos e culturas ajuda os alunos a saírem de sua zona de conforto, estimulando sua criatividade. “Os objetivos foram plenamente atingidos, pois o evento foi um sucesso, tanto na parte logística quanto na acadêmica. Com certeza, todos os participantes saíram enriquecidos dessa experiência.”

Entre os participantes, merece destaque a participação de três palestrantes internacionais: o Dr. Miguel Burnier, professor e chefe do Departamento de Oftalmologia da McGill University Health Centre, em Montreal (Canadá); o Dr. Robert Henning, professor de farmacologia da University Medical Center Groningem, na Holanda; e o Dr. David van Bodegom, professor PhD do Departamento de Geriatria e Gerontologia da Universidade de Lyden, na Holanda.

O evento foi realizado com apoio da SPDM-Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina.
Marta Barros de Souza, presidente comitê organizador Braincoms
Marta Barros de Souza
Prof. Dr. Walter Manna Albertoni, reitor UNIFESP
Prof. Dr. José Luiz Gomes do Amaral, pró-reitor de Planejamento/UNIFESP
Dr. Miguel Burnier, professor e chefe do Departamento de Oftalmologia da McGill University Health Centre – Montreal/Canadá
   

Cirurgias oftalmológicas no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo / SPDM

A população do Alto Tietê que frequenta o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo foi beneficiada pela implantação de um setor de oftalmologia na instituição, para reduzir a demanda reprimida da região. Quando o serviço estiver totalmente implantado, a meta é realizar cerca de 120 cirurgias oftalmológicas por mês em diversas especialidades.

No momento são realizadas cirurgias de estrabismo e plástica, com média de 45 consultas oftalmológicas diárias. Já foram realizadas 30 cirurgias das duas subespecialidades.
 
   

Lançamento do livro Médicos do Cangaíba – Viver É Gostar de Gente

 
A vida é feita de fatos e histórias, como as que o leitor encontrará em Médicos do Cangaíba – Viver É Gostar de Gente. Organizado pela jornalista Judith Patarra e prefaciado pelo Prof. Adib Jatene, o livro traz um relato vibrante e envolvente sobre a trajetória de um grupo de jovens estudantes da Escola Paulista de Medicina que, durante o “período de exceção”, criaram um serviço voluntário para levar saúde e cidadania à população desassistida da zona leste de São Paulo.

São personagens dessa trajetória, que teve início numa cela do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) no decorrer dos “anos de ferro”, os Drs. Nacime Salomão Mansur (superintendente da Rede de Hospitais Afiliados/SPDM), Gilberto Natalini e Walter Feldmann, entre outros. Mansur lembra que “a vivência desses jovens idealistas no Cangaíba fez com que firmassem um forte compromisso com a solidariedade e a busca de uma sociedade mais justa e humana, afinal viver é gostar de gente”.
   

Laboratório de Microbiologia Ocular: Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina e Hospital São Paulo

Ao completar 37 anos de fundação, o Laboratório de Microbiologia Ocular Assistencial do Departamento de Oftalmologia da Escola Paulista de Medicina (EPM) passa por reformulação, que inclui a mudança da assistência para o Laboratório Central do Hospital São Paulo e introduz para pesquisa técnicas modernas de biologia molecular. Referência internacional no diagnóstico de infecções oculares exógenas – adquiridas no meio externo –, que incluem as conjuntivites, as ceratites e as infecções intraoculares, a unidade é responsável por grandes avanços na área diagnóstica, assim como pela pesquisa com formação de pós-graduandos e treinamento de residentes.

“Várias situações cientificamente importantes, como a identificação de novos agentes causadores de infecções oculares, o primeiro diagnóstico de ceratite por Acantamoeba do Brasil, descrições inéditas de infecções por fungos e várias teses, foram elaboradas por meio de dados provenientes do laboratório”, conta a Dra. Ana Luisa Höfling-Lima, professora titular de oftalmologia da EPM/UNIFESP e coordenadora do laboratório.

Segundo ela, as atividades tiveram início sem muitos recursos em 1975, num espaço dentro do Departamento de Oftalmologia que foi ampliado posteriormente e patrocinado pelo Instituto da Visão durante 20 anos. O Laboratório de Microbiologia Ocular permaneceu até o final de 2011 nesse local, quando foi feita a parceria com o Laboratório Central do Hospital São Paulo para assistência global em oftalmologia. Para viabilização de diagnósticos especializados foram mantidos relacionamentos com vários docentes da UNIFESP e experts em áreas que precisavam de uma especialização, como no diagnóstico de infecções por amebas, fungos, microbactérias e bactérias raras. “Por meio desses relacionamentos conseguiu-se atingir um nível de especialização muito interessante, que trouxe para o grupo inúmeras publicações de impacto na divulgação de diagnósticos novos e de infecções raras”, lembra Ana Luisa.

Segundo ela, faz parte do planejamento da área continuar a especialização do laboratório com introdução de técnicas modernas de biologia molecular, para colaborar nesses diagnósticos. “A utilização de técnicas modernas junto com as técnicas clássicas certamente permitirá aprimorar as possibilidades diagnósticas.

História – O Laboratório de Microbiologia Ocular do Departamento de Oftalmologia e do Hospital São Paulo iniciou suas atividades em 1975, quando o Dr. Rubens Belfort Jr. retornou dos Estados Unidos após uma experiência num laboratório específico de doenças oculares infecciosas daquele país, trazendo para o departamento a necessidade de inovação nessa área. “Da minha parte, eu terminei a residência em oftalmologia e fiz uma especialização em microbiologia no Bascom Palmer Eye Institute, da Universidade de Miami. Quando voltei ao Brasil, comecei a atuar no laboratório, que coordeno até os dias de hoje”, diz.
   

PAIS/SPDM assume CAPS Infantil, na zona norte de São Paulo

O Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS) da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina assumiu a gestão do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS II), na região de Pirituba/Perus, recentemente inaugurado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo para atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais graves. A unidade, com capacidade para receber cerca de 150 pacientes por mês e realizar 1.400 procedimentos, conta com uma equipe multiprofissional composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, educador físico, fonoaudiólogos, enfermeiros, psicopedagogo, auxiliares de enfermagem, farmacêutico, técnico de farmácia, assistentes administrativos e auxiliares de serviços gerais.

Segundo o Dr. Guilherme Gregório de Oliveira, supervisor de saúde mental do PAIS/SPDM, atualmente pelo menos 12% das crianças e dos adolescentes são portadores de transtornos mentais clinicamente importantes, que interferem na funcionalidade ou incapacitam uma boa parte desses pacientes. “Os quadros mentais mais comuns são: transtornos de ansiedade - transtorno de ansiedade generalizada (TAG), fobias, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa), depressão, transtornos de conduta e transtornos de aprendizagem.”

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) - um novo conceito em tratamento psiquiátrico comunitário, que tem como papel cuidar de portadores de transtornos mentais, em especial os transtornos severos e persistentes, no seu território de abrangência. Atualmente, o PAIS/SPDM cuida da gestão de 11 CAPS, de um núcleo de residência terapêutica e de duas unidades de acolhimento para dependentes de álcool e outras drogas.

   

Equipe PAIS/SPDM apresenta projetos exitosos na Rio +20

Quem pensa que sustentabilidade e saúde são assuntos que pouco se relacionam não conhece os projetos desenvolvidos pelo Programa de Atenção Integral à Saúde (PAIS) – SPDM em conjunto com o Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. “Nós temos aproximadamente 300 projetos em andamento, que têm impacto relevante na qualidade de vida das comunidades espalhadas pelas 61 Unidades Básicas contempladas pelo PAVS do PAIS/SPDM em São Paulo. Esses projetos surgem da ideia de trazer a problemática do planeta, do meio ambiente e da sustentabilidade para dentro da saúde, transformando a vida de muitas pessoas”, conta Mariane Ceron, supervisora de educação permanente do PAIS/SPDM. E ainda acrescentou: “Até o fim do ano, o número de unidades contempladas aumentará para 65. Também esperamos aumentar o número de colaboradores e ampliar ainda mais o programa”.

Com inúmeros projetos exitosos desenvolvidos na cidade de São Paulo, que vão desde a revitalização de espaços públicos até oficinas educativas, promoção de atividades de cultura de paz e hortas fitoterápicas, entre outros, o PAVS/SPDM ultrapassou fronteiras e foi um dos destaques da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20.

Coube às gestoras ambientais Carla Andrea Moreira, Kelly Fernandes Rocha, Silvia Oliani e Thais Monteiro a tarefa de divulgar os objetivos desse programa e compartilhar experiências nesse encontro de abrangência mundial. “A equipe que esteve na Cúpula dos Povos da Rio +20 apresentou fotos com os eixos temáticos do PAVS, mostrando os inúmeros projetos desenvolvidos dentro da atenção básica”, acrescenta Mariane.

Segundo Mariane, a experiência foi bastante positiva e, certamente, contribuirá para os projetos atuais e futuros. “Essa troca de experiências é extremamente enriquecedora. Estar em contato com pessoas do mundo inteiro preocupadas com a questão da sustentabilidade do planeta ajuda a criar uma rede de contatos de interesse comum.”

Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) - Iniciado no final de 2006, o PAVS constituiu uma ação integrada de duas secretarias municipais da cidade de São Paulo: Secretaria da Saúde e Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O programa foi fundado mediante apoio do Ministério da Saúde e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Hoje ele é encampado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Tem como finalidade a formação e a mobilização da comunidade para a transformação de seus hábitos de vida e do bairro, aliando a preservação ambiental à promoção da saúde e ao desenvolvimento local sustentável. Seu principal objetivo é fortalecer o trabalho das equipes de saúde da família, especialmente por meio dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de promoção ambiental, de maneira que possam identificar e compreender melhor os problemas ambientais de seu bairro e seu impacto sobre o dia a dia da população local.

A construção dessas ações envolve também a integração de uma agenda de desenvolvimento sustentável para essas comunidades junto com os demais setores da sociedade, como a Secretaria de Educação, Assistência e Desenvolvimento Social, a Secretaria de Habitação, subprefeituras, ONGs, associações, Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB), Universidade Livre de Meio Ambiente e Cultura de Paz (Umapaz), Vigilância Sanitária, cooperativas de coleta seletiva, catadores etc., sempre com o objetivo de mobilizar a comunidade para a conquista e a preservação de ambientes verdes e saudáveis.
As gestoras ambientais PAIS/SPDM: Thais Monteiro, Kelly Fernandes Rocha , Silvia Oliani, Carla Andrea Moreira
   

Evidencias Práticas Para a Vida Real

Redução gradual ou parada abrupta são igualmente efetivas para fumantes que querem parar de fumar
 
 
Questão clínica
 
 
Qual a diferença no sucesso da redução gradual do fumo ou da parada abrupta para fumantes que querem parar de fumar?
 
 
Contexto
 
 
 
O cigarro é a maior causa de morte que pode ser prevenida no mundo e é um fator de risco em seis de oito causas de morte importantes (câncer, doença cardíaca, DPOC etc.). O tratamento mais frequente é a parada abrupta de fumar, mas muitos fumantes que a tentam apresentam dificuldades e falham no tratamento. Há evidências que sugerem que a redução gradual é mais popular entre os fumantes.
 
 
Resultados
 
 
 
Os dois métodos produzem taxas de sucesso semelhantes. Isso é aplicável quando a terapia de reposição de nicotina é utilizada como parte do tratamento ou não, ou se os pacientes recebem material de autoajuda ou suporte de terapia comportamental. Portanto, pode ser oferecida aos pacientes a escolha do método a ser utilizado.
 
 
Pontos importantes
 
 
 
Esta revisão não é capaz de medir as diferenças em efeitos colaterais entre as duas intervenções por falta de dados publicados. Mas recentes estudos demonstram que a terapia de reposição de nicotina mesmo antes da cessação total do hábito de fumar não aumenta os efeitos adversos.
 
 
Revisão sistemática Cochrane
 
 
 
Lindson N. et al. Reduction versus abrupt cessation in smokers who want to quit. Cochrane Reviews 2010, Issue 3. Article N. CD008033. DOI: 10.1002/14651858.CD008033.pub2. Esta revisão incluiu dez estudos com 3.760 participantes.
 
   

Prefeitura de Barueri inaugura duas policlínicas em parceria com a SPDM

A Secretaria Municipal de Saúde de Barueri, município paulista com 242 mil habitantes (dados do Censo 2010), inaugurou duas policlínicas, nos bairros Engenho Novo e Jardim Silveira, com o intuito de proporcionar maior efetividade na assistência de seus munícipes, ampliando seus serviços com a instalação de serviços de pronto atendimento de baixa complexidade com especialidades.

Além do pronto atendimento, em clínica médica e pediatria, a Policlínica Jardim Silveira oferece consultas nas seguintes especialidades: cardiologia, cirurgia vascular, cirurgia geral, oftalmologia, neurologia e ortopedia, além de contar com radiologia simples e ultrassonografia. No Engenho Novo, os usuários contarão com pronto atendimento em clínica médica e pediatria e atendimentos especializados em cirurgia geral, cardiologia e oftalmologia, e também terão acesso a exames de radiologia simples e ultrassonografia.

A gestão das duas unidades ficará a cargo da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, que também administra o Dr. Francisco Moran, hospital municipal de média/alta complexidade, com 288 leitos, que oferece à população da região atendimento diferenciado (consultas, exames, internações e cirurgias), através de encaminhamentos das Unidades Básicas de Saúde (UBS), clínicas de especialidades, prontos-socorros e demais serviços de saúde, regulados pela Secretaria de Saúde de Barueri.
   

Artigo Dr. Rubens Belfort Jr

SEGURANÇA EM UNIDADES DE SAÚDE
RUBENS BELFORT JR.
Fonte: Folha de S. Paulo – Tendências e Debates

Falhas recentes deixaram uma criança cega, uma morta. É fácil culpar plantonistas, mas não há no SUS hábitos como checklists. Estudantes já aprendem errado

Recentemente, em São Paulo, um recém-nascido foi mais uma vítima da falta de segurança hospitalar.

A instilação ocular de nitrato de prata a 1%, para evitar infecção causada pela gonorreia, foi trocada por solução muito mais forte, causando cegueira irreversível.

Meses atrás, uma criança morreu porque injetaram leite na cânula de infusão endovenosa. Na última semana, um paciente de 88 anos recebeu um pino na perna errada.

Com absurda frequência, pacientes morrem, sofrem lesões sérias e são violentados em unidades de saúde pela falta de segurança. A responsabilidade vai muito além de quem prepara ou aplica o medicamento e do gestor imediato. Segundo a Organização Mundial de Saúde, todo ano milhões de pacientes sofrem danos incapacitantes ou morrem pela falta de segurança ao paciente, que também acarreta grandes gastos. No Brasil, a situação vai seguir piorando se não tomarmos medidas efetivas.

As mortes assim são quase sempre silenciosas e muitas nem reconhecidas, mas milhares de vezes mais frequentes que as causadas pelos ruidosos acidentes aéreos.

Existem protocolos e sistemas de segurança que minimizam os riscos. Ao contrário do grande número de hospitais privados que até por marketing procuram essas certificações de segurança e eficiência, raríssimos são os hospitais públicos que as tem.

Por que não se tornam obrigatórias? Não seria ótimo um prefeito ou governador em fim de mandato apresentar o número de hospitais acreditados por organismos independentes em segurança e eficiência?

A ONA (Organização Nacional de Acreditação) é uma das entidades nacionais que desenvolvem um sistema de certificação de segurança. Há também certificações internacionais, como a americana, através da Joint Comission, e a canadense, oferecida pelo Canadian Council for Health Services Accreditation.

Hospitais administrados pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) em Taboão da Serra (Hospital Geral de Pirajussara) e Diadema (Hospital Estadual de Diadema) têm o selo de certificação de excelência no atendimento ONA 3 (nível máximo) e foram os primeiros hospitais do SUS a terem também a certificação canadense. O Hospital de Transplantes de São Paulo vai no mesmo caminho. Mas eles são exceções bastante raras, pouquíssimos hospitais públicos seguem o seu exemplo.

Os governantes sabem disso e fogem do SUS, indo aos bunkers da saúde privada. Por que nenhum deles se interna em hospitais públicos?

Continuamos a viver esse caos também nos hospitais de ensino. Neles, cada vez mais sucateados, estudantes de medicina e enfermagem se formam e terminam aprendendo errado, em ambientes onde a segurança dos pacientes não é devidamente priorizada.

As manchetes e mortes são só consequência. Punir o plantonista é o mais fácil, perverso e inócuo.

Procedimentos de diferentes níveis de complexidade podem tornar hospitais mais seguros. Existem muitas práticas de segurança validadas internacionalmente sem custo financeiro algum. Podemos citar a identificação eficaz de todos dentro do hospital, o controle rigoroso da calibração e manutenção dos equipamentos médicos, a dupla checagem de medicações perigosas, a garantia de normas sanitárias e o controle de infecções.

O checklist é uma prática simples, praticamente sem custo, que segundo a OMS chega a diminuir em um terço os erros cirúrgicos.

A implantação obrigatória da acreditação e de um bom programa de segurança do paciente diminuiria a negligência do sistema.

Aquela criança, agora cega por toda a vida, poderia ter enxergado normalmente. Muitos pacientes poderiam estar vivos, sem sofrimento e também com grande economia. É importante enxergar -e enxergar o que precisa ser feito.

RUBENS BELFORT JR., 65, é professor titular de oftalmologia na Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina
   

Anote na sua agenda

27 a 29 de agosto de 2012

1ª. Jornada de Hotelaria Hospitalar
“Hospitalidade e Humanização – Atitudes que transformam”


Local:
Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Euryclides de Jesus Zerbini ( antigo Hospital Brigadeiro)

Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2651 – 2º. andar - Jardim Paulista

Informações e inscrições: (11) 3170-6334 (das 14h às 18h) ou pelo e-mail jornadahotelaria@spdm.org.br

 
 
11 e 12 de setembro de 2012
 
 

V Seminário Hospitais Saudáveis (SHS)

Nos dias 11 e 12 de setembro acontece o V Seminário Hospitais Saudáveis (SHS), em São Paulo. O seminário é uma iniciativa do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo em parceria com instituições como a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – SPDM, o Hospital Sírio-Libanês e as ONGs Saúde sem Dano (SSD) e Projeto Hospitais Saudáveis (PHS).

O SHS deste ano, que será dedicado ao lançamento da Agenda Global Hospitais Verdes e Saudáveis, abordará ainda temas de saúde ambiental, resíduos, segurança do trabalhador e sustentabilidade em seis mesas-redondas com pesquisadores e profissionais de saúde de todo o Brasil.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos sites:
www.hospitaissaudaveis.org ou www.cvs.saude.sp.gov.br

Mais informações pelo e-mail:
coordenacao@hospitaissaudaveis.org

 
 

26 e 27 de setembro

3º Fórum de Recursos Humanos SPDM “Colaborador: parceiro e agente transformador das instituições filantrópicas de saúde”

Hora: 8:30h às 17:00h
Endereço: Rua Dr Diogo de Faria, 1036 – 2º subsolo
Informações: www.spdm.org.br

   
Obs.: Você está recebendo o Notícias da SPDM, boletim informativo enviado para formadores de opinião da área de saúde.