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A vacina é um marco na história da humanidade. Por que? Ela tem o poder de erradicar doenças!

A vacina é um marco na história da humanidade. Por que? Ela tem o poder de erradicar doenças!

É ou não é algo a ser comemorado hoje, no Dia da Imunização?

 

A vacina é uma conquista do mundo moderno, um marco na história da humanidade. Ela foi responsável pela erradicação da varíola no mundo. Para se ter uma ideia do que isso representa, entre 1896 e o fim da década de 1970, a doença matou mais de 300 milhões de pessoas no planeta.


“Hoje apenas algumas amostras dos vírus da varíola estão preservadas, em locais como o Laboratório do Centro de Controle de Doenças (CDC), de Atlanta (EUA). Foi uma ação orquestrada em conjunto com todos os países até chegar ao ponto em que o vírus não tinha mais condições de se espalhar”, explica Vitor Kawataba, infectologista e diretor clínico do Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra.


A poliomielite (paralisia infantil) que assombrou o Brasil com surtos durante todo século passado, causando paralisia e mortes em crianças, também foi erradicada no país devido à imunização. Outras doenças, como sarampo, tifo, febre amarela, difteria, tuberculose, coqueluche, tétano e gripe deixaram de ser grandes ameaças devido ao controle que campanhas de vacinação produzem na saúde pública.


“Hoje quase todos os agentes virais são atacados por vacinas, inclusive como profilaxia, mas há também as que combatem bactérias, como as usadas contra infecção, e também a que previne a meningite”, explica o infectologista.
Com produtos biológicos derivados ou semelhantes ao microorganismo causador da doença, a vacina serve para induzir o sistema imunológico a criar condições de proteção. É segura, eficiente e previne tratamentos dolorosos.

 

Um pouco de história

 

Tudo começou na China, por volta de 1796, quando foram observados sobreviventes de um surto de varíola, que ficaram imunes à recaídas. O inglês Edward Jenner estudou o caso e descobriu que a imunidade surgiu porque essas pessoas tiveram contato anterior com varíola bovina. No mesmo ano, ele desenvolveu a primeira vacina conhecida, injetando e imunizando um garoto de oito anos com um soro composto por varíola bovina.

Em 1885, Louis Pasteur usou o mesmo princípio para criar a vacina contra a raiva animal, até então facilmente transmitida para humanos. A partir daí, surgiram vários outros tipos, mas uma das mais importantes veio apenas em 1960, criada por Albert Sabin: a gotinha contra a paralisia infantil.

 

Aliados poderosos: vacina e saneamento básico

 

Prevenção e higiene são mesmo imbatíveis. No Brasil, no início do século XX, o sanitarista Oswaldo Cruz foi nomeado para chefiar o Departamento Nacional de Saúde Pública e promoveu a revolução sanitária que, com tratamentos de esgoto e uso de vacinas, acabou com muitas mortes desnecessárias, promovendo um aumento da expectativa de vida.

Para que cada vacina chegue à população são gastos anos de estudos e pesquisas, além de muito dinheiro em investimentos tecnológico e científico. Mas elas dão resultado e, aliadas a políticas de saúde pública, evitam gastos com tratamento e perdas humanas para as doenças.


No Brasil, vários tipos de imunização são distribuídos gratuitamente em postos de saúde e em campanhas periódicas, com o objetivo de erradicar, eliminar e controlar as doenças imunopreveníveis.

“Quando você toma uma vacina contra a gripe, está imunizado contra um determinado vírus para o resto da vida. O problema é que o vírus da gripe é mutante e a cada ano é preciso fazer uma vacina diferente. Com o vírus da Aids é assim, mas em um nível mais acelerado de mutação. Esse é um dos motivos para que a vacina contra o HIV ainda não tenha ficado pronta”, conta Kawataba.

 

A carteira de vacinação

 

Assim que nasce, cada criança realiza o teste do pezinho, tem seu registro de nascimento feito e, junto com sua documentação, recebe a carteira de vacinação, com dados de peso, tamanho e o controle das vacinas que já tomou e quais ainda deve tomar.

Por volta dos dez anos de idade, a criança termina de receber todas as doses de imunização, mas deve continuar a tomar as indicadas pelas campanhas de saúde, como a de febre amarela, tétano, dentre outras. Em determinadas épocas, como durante a gestação, na terceira idade ou, para quem tem doenças crônicas, em períodos sazonais do ano, algumas vacinas são mais que recomendadas.

Regiões que não tem uma estrutura de saneamento adequada são afetadas ainda por doenças que já deveriam estar erradicadas, como a febre amarela. Por isso, quem viaja para determinados locais precisa estar com a carteira de vacinação em dia.

Alguns países, como Austrália, África do Sul, Arábia Saudita, China, Egito, Uruguai e Rússia exigem, inclusive, o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para permitir o ingresso.

Crianças e adultos que vão para áreas endêmicas da febre amarela (Amapá, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Roraima, Amazonas, Pará, Goiás, Distrito Federal e alguns países da América Latina, África ou Ásia) devem tomar a vacina contra a doença pelo menos dez dias antes de embarcar.

A vacina contra a febre tifóide também é muito importante. Ela deve ser tomada quando o destino é um local com saneamento básico precário, como o Norte e o Nordeste do Brasil, e regiões da Ásia e da África.
Viu como é importante manter a carteira de vacinação atualizada? Caso tenha dúvidas sobre que vacinas você deve tomar confira o Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde.

 

 

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