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Para driblar a crise, vale apostar em outros tipos de feijão

Para driblar a crise, vale apostar em outros tipos de feijão

Carioca, preto, branco, azuki, fradinho, rosinha, roxinho, jalo, de corda. Você consegue reconhecer todos esses nomes? Estamos falando dele, o ingrediente que faz parte do dia-a-dia do brasileiro, a famosa dupla do arroz: o feijão! O carioca você com certeza conhece, afinal é o mais plantado e o mais consumido por aqui, responsável por 85% das vendas de feijão no Brasil, e o que está com o preço nas alturas ultimamente. O valor alto preocupa quem não quer deixar de consumir esta leguminosa que faz tão bem à nossa saúde.

E não deveríamos deixar de consumi-lo mesmo, afinal o feijão tem uma série de benefícios. “O feijão é uma ótima fonte de fibras, que trazem uma série de vantagens: ajudam no bom funcionamento do sistema digestivo e dão a sensação de saciedade, contribuindo para o controle do peso. As fibras também ajudam a controlar a diabetes, pois fazem com que a glicose dos alimentos seja absorvida aos poucos e, assim, é mais difícil que haja picos de glicemia”, explica a nutricionista Vanessa Marins Maniezo das Instituições Afiliadas da SPDM. Ele também possui substâncias antioxidantes, que ajudam a reduzir o risco de alguns tipos de câncer, além de fósforo, zinco, magnésio e ferro, sendo um dos principais alimentos no combate à anemia ferropriva.

“O feijão também contém vitaminas como ácido fólico e vitamina B9, esta última é ótima para mulheres grávidas porque contribui para a formação do bebê”, destaca a nutricionista.

Mas o que muita gente não sabe é que no Brasil são comercializados mais de 14 tipos de feijão, por isso, enquanto a crise não passa, que tal fugir um pouco do tradicional feijão carioca e experimentar outras opções? Dá só uma olhada na variedade!

Feijão preto: é o feijão tradicional da feijoada e muito consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro – ao contrário do que possa parecer, o que chamamos de feijão carioca leva esse nome mas é muito mais consumido pelos paulistanos. É rico em ferro, substância que é melhor absorvida pelo organismo quando consumido com alimentos que contém vitamina C, por isso a combinação feijoada, couve e laranja faz tanto sucesso.

Feijão branco: o feijão da dobradinha também é muito usado em saladas e sopas. É famoso nas dietas que ajudam a perder peso porque é rico em faseolamina, uma substância que dificulta a absorção do carboidrato transformado em açúcar. Também possui desintoxicantes e antioxidantes, prevenindo o envelhecimento precoce da pele.

Feijão vermelho: tem um sabor mais forte e é muito usado na culinária francesa, principalmente no preparo de sopas. Ajuda a diminuir os níveis de colesterol e também é fonte de antioxidantes.

Feijão azuki: é avermelhado e menor do que feijão com o qual estamos habituados. Tem um sabor adocicado e é muito utilizado no preparo de doces da culinária asiática. Ajuda a controlar a pressão arterial e tem ação diurética.

Feijão manteiga: também conhecido como feijão bolinha, ele é arredondado e amarelado. É mais usado na culinária portuguesa, principalmente para preparar saladas e sopas.

Feijão fradinho: também conhecido como feijão-de-corda em algumas regiões do Brasil, é muito utilizado na culinária baiana. É mais arredondado, de cor clara e possui uma manchinha branca e preta. É fonte de proteínas e também ajuda a reduzir os níveis de colesterol.

Feijão jalo: este tipo de feijão tem os grãos mais alongados e um sabor levemente adocicado, lembrando o de castanhas. Quando cozido, forma um caldo grosso e encorpado e é ótimo para fazer tutu e feijão tropeiro.

Feijão verde: também conhecido como o grão da vagem verde, é ideal para ser consumido fresco. Possui um alto teor de vitaminas, como por exemplo a vitamina K, colaborando para a saúde dos ossos porque melhora a absorção de cálcio.

Feijão Moyashi: também conhecido como broto de feijão, é muito usado na culinária japonesa no preparo de sopas e saladas. É um feijão de fácil digestão e ajuda a amenizar os sintomas da TPM.

Feijão rosinha: este é muito parecido com o carioca, mas o caldo fica com uma coloração mais rosa do que marrom. É bastante consumido no Mato Grosso, Pará, São Paulo e Goiás e absorve mais os temperos.

Feijão roxinho: muito consumido em São Paulo e Minas Gerais, tem um sabor mais intenso e uma textura bem macia. É bem versátil e pode ser usado em várias receitas.

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